• Limitações auditivas na terceira idade

Entre todas as dificuldades que afetam a vida de um idoso, uma das piores é a perda auditiva. A surdez pode isolar o indivíduo de seu meio, em especial de sua família. Além disso, pode vir acompanhada de um zumbido constante, comprometendo ainda mais seu bem-estar


Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas de audição e cerca de 60% dos afetados não reconhecem a doença. “Em média o paciente chega a levar até seis anos para procurar ajuda profissional. O preconceito e a falta de informação impedem que a maioria das pessoas procure ajuda”, explica a Dra. Camille Ramos Valente, 26 anos, fonoaudióloga.

Dizer que ouve, mas não consegue entender o que está sendo dito, é um dos sintomas que os idosos costumam relatar quando estão tendo alguma limitação auditiva. “Ele está ouvindo sons, mas não tem discriminação das palavras. Também ouve zumbidos como se fossem sons de grilos ou de cachoeira.Também é comum deixarem o volume da tv muito alto ou sentirem dificuldade de escutar na presença de ruídos ou de outras pessoas falando ao mesmo tempo”, explica.

De acordo com Dra Camille o apoio da família é muito importante nessas horas. “Os familiares podem ajudar de várias maneiras, principalmente não deixando o idoso isolado do convívio familiar. O certo é falar sempre de forma clara e compreensiva e não esquecer que o idoso realmente está com dificuldades. A relação tem que ser de amor e de muito carinho”, recomenda.

Camille lembra que não existe prevenção da perda da audição na terceira idade. “A perda auditiva tem a idade como agravante. No idoso geralmente é causada pelo desgaste físico, pelo próprio envelhecimento do corpo, além das questões genéticas.”, diz.

Aproximadamente 10% das perdas auditivas podem ser tratadas clinicamente, através de remédios e cirurgias. “Graças aos avanços tecnológicos é possível ajudar os quase 90% restantes com a utilização de aparelhos auditivos”, diz. “Há diferentes modelos de aparelhos auditivos disponíveis para diferentes graus de perda auditiva. O usuário começa a responder aos aparelhos em curto período de tempo e recupera a habilidade natural de perceber tanto a direção como o significado dos sons. Vale lembrar que o processo de adaptação, requer paciência tanto por parte do paciente, como da família, já que este passará a escutar sons que até então não escutava”, conta.

O fonoaudiólogo é o profissional capacitado para atender as necessidades auditivas do idoso. “Geralmente o idoso vem encaminhado por um otorrinolaringologista para realizar a audiometria, que faz parte dos testes audiológicos. O exame costuma ser indolor, cômodo e seguro e cabe ao médico sugerir o tratamento adequado para este paciente”, finaliza.


Dicas que ajudam os familiares e amigos a melhorar a convivência com pessoas com limitações auditivas:

• Fale pausadamente e olhe de frente para a pessoa com limitações auditivas.
• Fale pouco mais alto, e não grite.
• Se a pessoa não compreender bem, repita o que foi dito empregando palavras diferentes. Isso aumenta a chance de compreensão.
• Não fale gritando de outros aposentos da casa.
• Incentive o uso de fones de ouvido para ouvir melhor a televisão e aparelhos de som.
• Incentive uma avaliação médica do problema. O acompanhamento médico deve ser constante.
• Se houver indicação médica de aparelhos auditivos, estimule a usá-lo. Há aparelhos modernos, coloridos ou bem discretos. Faça com que o idoso escolha um modelo do seu gosto.

 Fonte: Saúde Auditiva



Mais informações:
Dra. Camille Ramos Valente

Fones:
(48) 3244-0023 e (48) 3028-0026
E-mail/msn:
fonoaudiozoom@hotmail.com
Site:
www.audiozoom.com.br

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