07/12/2007

• Dança do Ventre: redescoberta do feminino

A dança do ventre é sensual, bonita e feminina. Desejo de muitas mulheres e fantasia de muitos homens. Proporciona a redescoberta do feminino, com todo o sensualismo que lhe é peculiar. A movimentação específica da dança do ventre valoriza o corpo feminino fascinando ainda mais as que desejam praticar

A dança do ventre além de ser expressivamente sensual torna o corpo da mulher mais solto e maleável. Torneia os músculos das pernas e braços, afina a linha da cintura, trabalha a musculatura abdominal, solta a região do quadril e todas as circulações. 

Além disso, previne a chegada de artrites e artroses, melhora a respiração, a prisão de ventre e o desempenho dos partos naturais. Seus benefícios tanto físicos como psicológicos já são comprovados. 

Ativa a circulação sanguínea, melhora o funcionamento do aparelho digestivo, dos rins e dos órgãos sexuais. “Com isso a mulher adquire maior consciência corporal e desenvolve a sensualidade para observar que seu corpo pode lhe proporcionar mais prazer”, explica a personal training e professora de ginástica e dança do ventre, Carla Fernanda Schmitt ou simplesmente Samia (nome artístico), 29 anos. “As mulheres adquirem ritmo e maior consciência dos movimentos de cada parte do corpo e, além disso, é uma excelente terapia. A mulher passa por um processo de descobrimento ou de resgate da sua feminilidade e sensualidade melhorando a sua auto-estima. Todo e qualquer movimento, antes não percebido, passa a ser revelado. É um processo de autoconhecimento”, afirma.

Para praticar a dança do ventre é necessário ter no mínimo cinco anos e não possuir algum problema grave de coluna ou na articulação. “A aluna aprende os movimentos de postura, quadril, braços, abdômen, são movimentos que exigem técnica mais as alunas conseguem aprender com facilidade, pois a aula é descontraída, a música e o clima que a aula proporciona, faz com que a aluna se solte esquecendo as dificuldades e com a prática realizando os movimentos”, diz. “A dança do ventre só trás a vida da aluna coisas boas. Ela proporciona um bem estar geral, melhorando a socialização, diminuindo a timidez, aflorando a feminilidade sem vulgarizar, pois a dança trabalha o interior melhorando a auto-estima”, enfatiza Carla.

A dança do ventre, segundo a professora Carla, é própria para trabalhar profundamente com o ego e a auto-estima, através não só dos passos como a caracterização adequada (de acordo com idade, peso e constituição física) ajuda a mulher a redescobrir sua sensualidade e, no caso da 3ª idade, sua sexualidade (sem vulgarização). “O fato é que as aulas são direcionadas para cada grupo conforme suas características, ou seja, será trabalhado menos técnica e mais soltura de expressão corporal e facial; todos os passos e movimentos serão ministrados conforme possibilidade das alunas e esse conforto é que proporciona a massagem do ego e a auto-estima necessária para que cada aluna sinta-se uma nova mulher perante a sociedade”, lembra.

Para Carla as mudanças são perceptíveis em cada aula. “Vejo em minhas alunas uma mudança muito significativa, a dança do ventre conseguiu fazer com que nos aproximássemos hoje não somos apenas aluna e professora somos amigas, elas ficaram mais confiantes, vaidosas e quando estão nas aulas sinto que elas se entregam esquecendo qualquer dificuldade ou problema que possam ter”, observa a professora.

“Às vezes você está com vergonha ou não se sente capaz de aprender, isso realmente é um grande bloqueio que as mulheres têm você não precisa ser perfeita, você precisa se descobrir a aprender a se amar. A dança vai fazer isso com você pode ter certeza se dê a oportunidade de conhecer a dança do ventre. Procure uma professora em sua cidade e faça uma aula demonstrativa, o leve uma amiga sua que você se sinta mais a vontade, a dança é feita exclusivamente para a mulher é um ótimo exercício físico e mental”, conclui Carla.

Dança do ventre

A Dança do Ventre é uma dança do Período Matriarcal, cujos movimentos revelam sensualidade, de modo que em sua forma primitiva era considerado um ritual sagrado. Sua origem data de 7000 anos atrás, relacionada aos cultos primitivos da Deusa-Mãe: provavelmente por este motivo, os homens eram excluídos de seu cerimonial (Portinari, 1989).

Suas manifestações primitivas, cujos movimentos eram bem diferentes dos atualmente executados, tiveram passagem pelo Antigo Egito, Babilônia, Síria, Índia, Suméria, Pérsia e Grécia, tendo como objetivo através ritos religiosos, o preparo de mulheres para se tornarem mães (Penna, 1997).

Sua origem é controversa. É comum atribuir sua origem a rituais oferecidos em templos dedicados à deusa Ísis, em agradecimento à fertilidade feminina e às cheias do rio Nilo, as quais representavam fartura de alimentos para a região; embora a Egiptologia afirme que não há registros desta modalidade de dança nos papiros - as danças egípcias possuíam natureza acrobática. É possível que alguns de seus movimentos, como as ondulações abdominais, já fossem conhecidos no Antigo Egito, com o objetivo de ensinar às mulheres os movimentos de contração do parto. Com o tempo, foi incorporada ao folclore árabe durante a invasão moura no país, na Idade Média. Não há, contudo, registros em abundância de sua evolução na Antiguidade. Fonte: Wikipédia

Dicas de Samia

Blog C.S.: Qual a maquiagem ideal para a dança do ventre?
Samia: Historicamente, desde o Antigo Egito, as bailarinas são representadas com uma supermaquiagem nos olhos. Em minha opinião a maquiagem ideal é aquela que ressalta a expressividade do olhar, porque a final de contas os olhos são a janela da alma da bailarina.

Blog C.S.: Qual o tipo de traje ideal?
Samia: Para aula uma calça legging e um lenço de medalhas, com uma blusa justa ou top, para visualizar na professora e no seu próprio corpo os movimentos. Para apresentação, a roupa tem que ser adequada à coreografia.

Blog C.S.: O que é preciso para iniciar?
Samia: Inicialmente é preciso ter paixão pela arte em si. Perseverança, determinação e disciplina também são peças chaves para um bom desenvolvimento da aluna durante o aprendizado. Sem tudo isto, não se chega a lugar algum quer seja em dança do ventre, quer seja em qualquer outra circunstância da sua vida.

Blog C.S.: Quais os principais símbolos?
Samia: Além dos trajes e jóias, há alguns "instrumentos" utilizados pela bailarina, tais como espada, punhal, véu, snujs, jarro, candelabro, taças, velas, flores, pandeiro, dentre outros, e que estão diretamente ligados a antigas divindades. Isto porque na antigüidade a dança, acompanhada ou não de algum dos instrumentos, era executada a título de celebração, ritual e oferenda a deusas.

Blog C.S.: Quais as músicas e ritmos mais adequados?
Samia: Para a dança do ventre utilizam-se as músicas árabes. São aproximadamente 15 ritmos árabes diferentes, pode-se dizer que são os principais.

Blog C.S.: Quanto tempo leva para aprender?
Samia: Eu diria que o período crítico são os três primeiros meses quando o nosso corpo ainda está assimilando um pouco da linguagem da dança do ventre. Se você quiser ser uma bailarina profissional, talvez leve uns três ou quatro anos bem dedicados. Mas de seis meses a um ano você já vai conseguir perceber uma boa evolução em alguns movimentos (ondulações, tremidos, etc.). Isto se você fizer aulas regularmente e se dedicar um pouco em casa também. É muito importante também ouvir muita música árabe e assistir vídeos de bailarinas para manter-se entusiasmada.

Blog C.S.: Como devo deixar o meu cabelo?
Samia: Prefiro não determinar estereótipo no quesito cabelo. Acredito que cada uma possa usar o cabelo como melhor lhe convier. Apesar de não ser uma exigência, a maioria das bailarinas mantém seus cabelos compridos e dançam com eles soltos. Acredito que talvez seja pelo fato de realçar a nossa feminilidade.

Blog C.S.: Estou um pouco (ou muito) acima do peso. Posso praticar?
Samia: É possível praticar a dança do ventre em ambas as situações. Porém, para quem está acima do peso é importante que este fator não tenha causado sérios problemas articulares. Para quem tem excesso (considerável) de peso o ideal seria pedir auxílio médico para que ele avalie suas condições gerais.



Mais informações:
Carla Fernanda Schmitt (Samia)
Contato: 47 3382-8400 e 47 8416-5887
E-mail: studiocs@tpa.com.br

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