30/01/2015

• Prevenção de doenças respiratórias nos períodos frios do ano

• por Dr. Carlos Eduardo Prado Costa - CRM/SC 7222

Com a chegada do frio, para prevenir e conseqüentemente cuidar dos problemas respiratórios típicos de períodos como este, é prioridade para a o bem de nossa saúde proteger-se do frio e da umidade. Afinal quem gosta de passar frio? Aqueles velhos conselhos da vovó e da mamãe, nunca foram tão atuais.

Evite ficar num ambiente aquecido e sair para rua ou para um lugar que não esteja climatizado sem tomar o cuidado de se proteger com um agasalho - blusas, coletes, blazer, cachecol entre outros. As variações térmicas muito bruscas aumentam a chance de desenvolver gripe, porque o corpo reage a essas mudanças como se estivesse sendo agredido; Também você não deve exagerar na proteção, o excesso de agasalhos e após a exposição ao frio é pior do que o contrario; Não exagere no aquecedor em casa ou no carro, principalmente se houver crianças e idosos, eles são mais suscetíveis à gripe e pneumonia; Se você tem asma ou rinite, previna-se, se usar aquecedor coloque uma vasilha com água para manter o ambiente úmido e não ressecado, porque tanto a umidade e o frio em excesso com o calor e o ar seco, podem desencadear crises de asma como de rinite; Mantenha-se sempre hidratado e fazendo uso de frutas cítricas ou ricas em vitamina C e se você tem mais de 65 anos se vacine contra a gripe e contra a pneumonia, o mesmo deve ser feito com as crianças de dois anos ou mais.

Fique atento as campanhas de vacinação! As vacinas de gripe e pneumonia se encontram nos postos de saúde. Lembre-se o objetivo da vacinação é fazer com que você tenha a manifestação da gripe menos agressiva. Não que você esteja isento de ter gripe. O vírus da gripe comum é causado pela influenza tipo A e B dos três tipos, sendo que o tipo A é mais comum e o B é o responsáveis por endemias. A forma de transmissão é pela via respiratória através de gotículas emitidas em um espirro o tosse de pessoa para pessoa.

Lembre-se, o inverno é a estação da gripe! O risco maior de contaminação é para os idosos, pacientes com doença cardíaca e pulmonar, portadores de deficiências imunológicas e HIV, além de portadores de qualquer tipo de imunodeficiência e profissionais de saúde.

Os sintomas são: Febre alta (38,5 – 39 ˚C); mal estar geral com mialgias (dores musculares); cefaléia frontal intensa (dores de cabeça); tosse; congestão pulmonar; dor de garganta; fotofobia ( fobia à luz) e dor com o movimento dos olhos; linfadenopatia cervical (gânglios ou nódulos atrás do pescoço) que desaparecem com o final da gripe. Risco de desenvolver pneumonia.

O que causa mais angustia ao paciente que esta com gripe é o fato de não se ter um medicamento específico. E é isso mesmo, o que o médico se preocupa em pessoas com gripe é verificar se não esta desenvolvendo pneumonia, asma, encefalite ou outros sinais de complicações. Na ausência dessas complicações, o tratamento é apenas sintomático, isto é, antitérmicos e analgésicos que devem ser indicados por MÉDICO, evite a automedicação até porque em algumas regiões do Brasil como o sudeste, nordeste, centro oeste, existe uma alta incidência de dengue, e os sintomas são semelhantes só que essa tem a variável hemorrágica. A máxima popular “vitamina C mais um antitérmico e analgésico e cama”, já não cabe mais. Não existe resfriado ou gripe “fraca”, é uma doença que tem uma alta taxa de incidência (morbidade) e de mortalidade principalmente nas populações de risco já citadas.

• Dr. Carlos Eduardo Prado Costa (CRM/SC 7222) é médico membro da Sociedade Internacional de Medicina Sexual e membro da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Presta assessoria em saúde pública e privada em todo o Brasil. É palestrante e realiza mensalmente conferências, especialmente sobre a Saúde do Homem. É autor do Programa Ictus Homem. Atualmente é médico em Florianópolis, Joinville e Timbó/SC. Contato: pradocosta12@hotmail.com

28/01/2015

• O poder do bom humor e do otimismo

* Por Erik Penna

“Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você.” (Steve Beckman)

Mais um ano se inicia e novamente percebo muitas pessoas pessimistas, de mau humor, falando em crise e tempos difíceis. E o pior é que há muitos pessimistas inteligentes.

Cuidado! Se não nos blindamos contra isso, eles nos convencem com tanto negativismo, freiam nossas ações corajosas e inovadoras, nos instigam a agir cada vez menos que, de fato, nosso desempenho tende a diminuir.

Comece a prestar atenção nas suas conversas e o que tem falado com seus amigos e colegas de trabalho, afinal, Aristóteles já escreveu: “Somos o que fazemos repetidamente. A excelência, portanto, não é um ato, mas um hábito”.

O psicólogo Daniel Goleman relata em sua obra “O cérebro e a inteligência emocional” que, para uma melhor eficácia pessoal, temos que estar no melhor estado interior e que as pessoas de bom humor costumam ser mais criativas, melhores na resolução de problemas, possuem maior flexibilidade mental e são mais eficazes na tomada de decisões. Por outro lado, também aponta que a vantagem de estar mal humorado gera uma maior atenção aos detalhes e isso é muito útil, por exemplo, quando se tem que ler um contrato. Contudo, o mau humor nos deixa menos agradável com as pessoas que nos rodeiam, podendo assim, atrapalhar a sinergia da equipe e reduzir a eficácia de todos.

Pare para pensar como é gostoso trabalhar ou ser atendido por uma pessoa alegre, bem humorada e de bem com a vida. Isso nos transmite energia positiva, pois o otimismo é contagiante e nos impulsiona para as mais belas conquistas. Durante esse ano se proponha a ser mais bem humorado e otimista e lembre-se do que disse Mahatma Gandhi: “Se queres mudar o mundo, muda-te a ti mesmo”.

Bob Iger, chefão da Disney, afirmou durante uma entrevista para a revista Veja em 2013, que são avaliados diversos requisitos na hora de contratar uma pessoa e que uma das principais características para se trabalhar na Disney é que ela seja pró ativa e otimista.

A revista Você S.A de janeiro/2015 trata a importância da atitude positiva em meio a tantas incertezas. Então, que tal começar o dia tomando uma dose de vitamina “O” de OTIMISMO? Essa é inclusive a proposta de Allan Percy no livro “As Vantagens de ser Otimista”. O autor defende que ser otimista não significa que não enfrentaremos problemas, e sim que o nosso comportamento será melhor e mais produtivo diante dos obstáculos, e isso pode facilitar a resolução de fatos aparentemente adversos.

Percy cita o exemplo de Thomas Edison que, mesmo quando um incêndio atingiu sua oficina, destruindo tudo o que havia lá dentro - inclusive alguns inventos inacabados, Edison disse: “Todos os nossos erros foram queimados. Graças a Deus podemos começar de novo”. 

Portanto, lembre-se: você não controla tudo que acontece em sua vida, mas decide de que forma vai agir com as coisas que acontecem com você.

* Erik Penna é especialista em vendas, consultor, palestrante e autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10”.

Sobre Erik Penna

É especialista em vendas, consultor e palestrante. Possui MBA em Gestão de Pessoas pela Fundação Getúlio Vargas, pós-graduação em Administração e Marketing pela Universidade Paulista e graduação em Economia pela Universidade de Taubaté.

Aborda nas palestras ensinamentos baseados nas experiências vivenciadas por ele durante a sua carreira como executivo de vendas, professor, escritor, motivador de equipes e gestor corporativo. É autor dos livros “A Divertida Arte de Vender” e “Motivação Nota 10” e co-autor dos livros “Gigantes das Vendas” e “Gigantes da Motivação”. Site: http://www.erikpenna.com.br

26/01/2015

• Dengue: tratamento com Homeopatia


Tratar-se com medicamentos homeopáticos para combater a dengue na fase aguda, faz com que a pessoa rapidamente sinta a doença regredir e, para quem já foi acometido por ela, não a cronifica, pois a homeopatia tem a capacidade única de reproduzir, fisicamente e no sistema imunológico, uma rápida harmonização que impossibilita a reincidência que levaria à forma hemorrágica. O custo do remédio homeopático para a dengue é muito baixo, sendo, portanto, acessível a toda a população. A Homeopatia é um sistema terapêutico largamente empregado no Brasil, com grande aceitação popular e alto índice de segurança em várias doenças e agravos à saúde.

Aliás, o Brasil é um país pioneiro neste campo de combate a dengue, porém as pesquisas são ainda muito incipientes na Homeopatia. 

Em Cuba, por exemplo, a forma de tratamento homeopático levado daqui do Brasil obtém muito sucesso. No caso do combate à dengue, o tratamento homeopático, além de preventivo, ameniza os sintomas da doença nas primeiras horas e, em poucos dias, remove-os por completo. O remédio não pode ser tomado indefinidamente, a melhora quase que total acontece de dois a cinco dias, mas deve ter continuidade por cerca de mais 10 e, após este período, suspenso.

Fazendo este tratamento abaixo, a pessoa se torna imune ao vírus porque a Homeopatia é preventiva, ou seja, se o organismo estiver fortalecido como um todo, não contrairá outros tipos de doenças. A Fitoterapia também age preventivamente, mas a ação é mais limitada do que a da Homeopatia.

1 – Preventivo para Dengue Comum e a Hemorrágica: Phosphorus CH5, Sulphur CH5 e Tuberculinum CH12, cada um em frascos diferentes, alternados (toma o primeiro, após uns 15 minutos tomar o segundo e depois o terceiro), 5 gotas 2 vezes ao dia durante 15 dias em um gole de água, copos separados. 

2 – Para quem já está com os sintomas da Dengue: Eupatorium Perfoliatum CH 5, 5 gotas 5 vezes ao dia nos 3 primeiros dias e depois 2 vezes ao dia por mais 12 dias.

3 – Para quem já está com Dengue Hemorrágica: Crotalus Horridus CH 5 e Phosphorus CH5 alternados, 5 gotas 5 vezes ao dia nos 3 PRIMEIROS DIAS e depois 2 vezes ao dia por mais 12 dias.

Se a Homeopatia fosse adotada nos postos de saúde como linha de frente do combate, o custo para o governo seria de cerca de R$ 0,05 por pessoa. Contudo, alerto que os exames da medicina convencional devem ser mantidos se houver alguma suspeita, mas se a pessoa seguir as indicações acima como preventivo ou no tratamento agudo, não haverá chance alguma do adoecimento permanecer.

As medidas sanitárias convencionais devem também continuar sendo adotadas, mas se a população for tratada preventivamente para não contrair a dengue com as homeopatias sugeridas, os resultados serão mais eficazes e duradouros, além de imensa redução de custos.

Professora Eliete M M Fagundes
eliete@homeopatias.com 
http://www.homeopatias.com/ 

23/01/2015

• DSTs – Doenças Sexualmente Transmissíveis – HPV – Condiloma

* por Dr. Carlos Eduardo Prado Costa - CRM/SC 7222

Esse é um assunto bastante importante nas vidas tanto de homens quanto de mulheres, e que afeta e muito a vida sexual de ambos além de contribuir com alguns casos de disfunções sexuais. Quando se fala em DSTs logo se vem em mente a sífilis, gonorréia e a AIDS. Existem outras que temos que lembrar, são elas: Herpes genital, Cancroide, Linfogranuloma venéreo, Granuloma inguinal, Condiloma acuminado (HPV), Vaginite, Cervicite/Uretrite.

As DSTs fazem parte da rotina de consultórios e dos serviços de saúde, e é impressionante o número de uretrites em homens e de HPV, que tem aumentado em comparação ao ano de 2011. Quando se fala em DSTs há um pensamento de que “não preciso saber disso porquê me cuido, conheço meu parceiro ou minha parceira” e já se fala muito a respeito. O fato é que a incidência dessas doenças vem aumentando, e com isso os riscos à saúde das pessoas de ambos os sexos.

Todas as doenças sexualmente transmissíveis podem levar a algum dano ao nosso corpo, como presença de problemas crônicos nos homens com a prostatites crônicas, e nas mulheres com a a existência de doença inflamatória pélvica (DIP). A prostatite nos homens pode ocorrer em qualquer idade, principalmente a partir dos vinte anos, causada por Chlamydia, por exemplo, que afeta a uretra. Aquela ardência que você teve para urinar no meio ou no final da micção que passou depois de dois três dias e depois de algumas semanas veio a aparecer novamente e com uma freqüência maior.

Na mulher pode se apresentar com uma dor pélvica que não melhora muitas vezes confundida com o período menstrual, que pode ou não ocorrer com a presença de corrimento (leucorréia), comumente ocorre um desconforto durante a relação sexual. As DSTs podem levar a dificuldade de fertilização e ou a esterilização. Muitas das DSTs podem levar ao câncer de pênis nos homens e de colo de útero nas mulheres, como é o caso do HPV (Condiloma acuminado).

O HPV é aquela verruga que pode aparecer em qualquer lugar do pênis no homem, principalmente na glande (cabeça) numa região chamada sulco balanoprepucial. Nas mulheres pode ser notada no intróito vaginal, nas regiões entre os grandes e pequenos lábios, mas na maioria das vezes pode estar no colo do útero ou de forma imperceptível. O HPV é um fator de risco de câncer tanto para homens quanto para mulheres. Sendo que as mulheres tem maior risco de câncer de colo. Nos homens a incidência maior é de câncer de pênis e de ânus.

Atividade sexual precoce, sexo desprotegido, e múltiplos parceiros (as) aumentam o risco de exposição ao HPV. Em mulheres a existência do HPV, junto com o hábito de fumar e o uso de anticoncepcional, aumenta o risco de câncer de colo de útero. Há uma incidência maior também em mulheres com imunossupressão causada pelo vírus HIV ou uso de imunossupressores. O exame ginecológico preventivo de câncer de colo de útero, também conhecido como papanicolau é fundamental para detecção da lesão e a coleta de material para ser realizado os exames que irão definir se há o vírus e o tipo de vírus HPV existente, se de alto poder de malignidade ou não. Deve-se deixar claro que nas mulheres muitas vezes não há sinal nenhum de contaminação. Somente através da analise do material colhido durante o preventivo que se identifica o vírus.

Os tipos principais de vírus do HPV são assim identificados: Tipos: 6,11 e 35de baixo potencial para displasia. Tipos: 16, 18, 35 e outros tem potencial maior de malignidade.

É bom deixar claro que a infecção pelo HPV é um fator indispensável, mas não suficiente, para o desenvolvimento do câncer do colo do útero. Segundo o Ministério da Saúde uma em cada cinco mulheres no Brasil está infectada com o vírus, são 137 mil casos novos por ano no país e 90% dos casos de câncer de colo útero está relacionado a este vírus. Além do Brasil, o HPV é a DST mais comum no mundo. A incidência maior do HPV no Brasil está em mulheres da idade de 15 a 25 anos.

A contaminação se faz principalmente pela via sexual, que inclui contato oral-genital, genital-genital ou mesmo manual-genital. Assim sendo, o contágio com o HPV pode ocorrer mesmo na ausência de penetração vaginal ou anal. Também pode haver transmissão durante o parto através do contato do feto com o sangue contaminado da mãe. Existe vacina hoje para prevenção do HPV, embora ainda não disponível pelo sistema único de saúde (SUS), são elas: - Vacina Quadrivalente está aprovada no Brasil para prevenção de lesões genitais pré-cancerosas de colo do útero, vulva e vagina e câncer do colo do útero em mulheres e verrugas genitais em mulheres e homens, relacionados ao HPV 6, 11, 16 e 18. - Vacina bivalente está aprovada para prevenção de lesões genitais pré-cancerosas do colo do útero e câncer do colo do útero em mulheres, relacionados ao HPV 16 e 18.

As vacinas não tem função terapêutica (tratamento), e sim preventiva. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), recomenda a vacinação com a quadrivalente entre os 9 e 25 anos, tanto para homens quanto para mulheres. A bivalente para mulheres entre 10 e 25 anos. Ambas as vacinas possuem maior indicação para meninas que ainda não iniciaram a vida sexual, uma vez que apresentam maior eficácia na proteção de indivíduos não expostos aos tipos virais presentes nas vacinas. Países que adotam a vacinação em programas nacionais de imunização utilizam a faixa etária de 9 a 13 anos.

A prevenção camisinha é muito importante, porém não protege as áreas descobertas, uma vez que o HPV, pode infectar qualquer parte do corpo, desde mãos, mucosa oral, região pubiana.

• Dr. Carlos Eduardo Prado Costa (CRM/SC 7222) é médico membro da Sociedade Internacional de Medicina Sexual e membro da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Presta assessoria em saúde pública e privada em todo o Brasil. É palestrante e realiza mensalmente conferências, especialmente sobre a Saúde do Homem. É autor do Programa Ictus Homem. Atualmente é médico em Florianópolis, Joinville e Timbó/SC. Contato: pradocosta12@hotmail.com

• Hepatites – Cuidados e sintomas

• por Dr. Carlos Eduardo Prado Costa - CRM/SC 7222

Hoje já conhecemos vários tipos de hepatites, que vão de A até a E. Para  as hepatites A e B que são as mais comuns, existem vacinas. A hepatite A é a mais comum das hepatites e normalmente tem uma evolução benigna e seu tratamento é feito apenas com sintomáticos para náuseas e vômitos, assim como para febre. A transmissão desse tipo de hepatite ocorre pela via fecal oral, ou seja, o vírus é eliminado pelas fezes e entra em contato com o corpo quando ingerido por alimentos e líquidos contaminados com as fezes. É necessário cuidado especial em relação ao local onde comemos e bebemos, e é imprescindível a lavação das mãos após usar o sanitário e na manipulação de alimentos.

Embora a evolução da hepatite A seja benigna, ela tem uma variável fulminante que leva a morte rapidamente. A hepatite A pode levar trinta dias da contaminação até a manifestação dos sintomas e as vezes pode ocorrer sem nenhuma manifestação sintomática. Os sintomas mais comuns são a icterícia (amarelão), colúria ( urina escura, cor de coca – cola), acolia ( fezes brancas), fadiga, mal-estar geral, letargia ( sonolência, apatia), náuseas e vômitos, febre e dor de cabeça, dor no lado direito do abdômen.


Cuidados: deve-se evitar o uso de alimentos ricos em gordura e uso de álcool de qualquer quantidade. Indica-se uma dieta mais rica em carboidratos, principalmente de pequenas quantidades regulares de doces, principalmente pé de moleque. Aos diabéticos o açúcar deve ser muito restrito assim como os demais carboidratos. A vacina contra hepatite A é 100% eficaz e deve ser iniciada em crianças a partir de um ano de idade em duas doses com intervalo de seis meses, no adulto não há limite de idade. 


Já a hepatite B pode se tornar crônica e levar a cirrose e câncer de fígado. O modo de transmissão ocorre pelo sangue e líquidos corporais (contato sexual, uso de drogas injetáveis, hemodiálise e transfusões, tatuagens e colocação de piercing, profissionais de saúde não vacinados). As medidas preventivas incluem o uso de preservativos, para todas as relações sexuais.


Ao submeter-se a alguma cirurgia programada, que pode vir a precisar de sangue, o ideal é fazer a auto transfusão. O procedimento é procurar o hemocentro, de dois à três meses antes e realizar a retirada do sangue, para que este seja armazenado para a sua cirurgia.  Para os que são adeptos ao uso de tatuagens e piercing, o correto é procurar saber informações do local onde será realizado o procedimento, verificar se o material é descartável e/ou esterilizado.


A hepatite B pode ser  transmitida da mãe portadora para o filho no momento do parto, portanto a vacinação deve ser realizada nas crianças logo ao nascimento num esquema de três doses sendo a primeira logo após o nascimento ( primeiras horas), a segunda de um a dois meses após a primeira e a terceira dose com seis meses após a primeira. Não há necessidade de reforço. A eficácia da vacina em adultos é de 95 %  dependendo de alguns fatores como obesidade, diabetes e insuficiência renal crônica pode haver menor eficácia. Existe a vacina combinada para hepatite A+B para os adultos que não receberam nenhuma vacina para hepatite A ou B. Também é realizada no esquema de três doses.


A hepatite B pode evoluir com sintomas como na hepatite A ou sem sintomas. Após seis meses se torna crônica e pode não haver mais nenhum sintoma, podendo ser detectada apenas com os exames das enzimas hepáticas elevadas. Pacientes com hepatite crônica deverão ser tratados com medicamentos mais específicos assim como acompanhamento especializado. 


• Dr. Carlos Eduardo Prado Costa (CRM/SC 7222) é médico membro da Sociedade Internacional de Medicina Sexual e membro da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Presta assessoria em saúde pública e privada em todo o Brasil. É palestrante e realiza mensalmente conferências, especialmente sobre a Saúde do Homem. É autor do Programa Ictus Homem. Atualmente é médico em Florianópolis, Joinville e Timbó/SC. Contato: pradocosta12@hotmail.com


21/01/2015

• Mitos e verdades sobre a enxaqueca

Dr. Flávio Sallem - Fonte da foto: doctoralia.com.br


Enxaqueca é só uma dor de cabeça mais forte


Mito. Enxaqueca é uma doença, com sinais e sintomas bem definidos e critérios de diagnóstico utilizados mundialmente, e é a segunda causa mais comum de cefaleia (dor de cabeça) primária (ou seja, sem causa definida) no mundo. Logo, a enxaqueca é uma forma de dor de cabeça, mas nem toda dor de cabeça é enxaqueca.

Enxaquecas ocorrem só em mulheres

Mito. Enxaqueca pode ocorrer em ambos os sexos, e em todas as idades, mas por fatores genéticos e hormonais, é três vezes mais comum em mulheres que em homens, e é mais frequente a partir da adolescência até cerca dos 40 anos de idade. Antes dos 12 anos de idade, no entanto, a frequência de enxaqueca é semelhante em ambos os sexos, por conta da ausência das flutuações hormonais de estrógeno e progesterona típicas da adolescência e da vida adulta, modificando-se para o número acima após o amadurecimento hormonal. 

Enxaqueca é doença genética

Verdade. Apesar de não haver comprovação científica sólida, há forte história familiar de enxaqueca em parentes de mais de 50% dos pacientes com a doença. Além disso, mães portadoras de enxaqueca têm mais chances de ter filhos que se queixem de dor de cabeça que mães sem a doença. Além disso, gêmeas idênticas têm cerca de 52% de chance de terem enxaqueca, o que difere de gêmeas não idênticas onde a chance é menor.

Quem tem enxaqueca tem mais chance de ter um aneurisma cerebral

Mito. Não há relação entre as duas doenças. Aneurismas são deformações dos vasos que ocorrem por problemas genéticos, ou mais frequentemente devido a hipertensão mal controlada ou tabagismo.

Enxaqueca significa problema nos olhos

Mito. Enxaqueca é uma doença que nada tem a ver com doenças oculares. Na verdade, problemas de refração, como a miopia e o astigmatismo, produzem dor de cabeça diferente da enxaqueca, não latejante, sem ânsia de vômito, e que piora quando o paciente foca a visão em algo. Mas algumas crises de enxaqueca podem ser acompanhadas manifestações visuais, as famosas auras, como pontos enegrecidos, bolas coloridas, manchas, linhas brilhantes e perdas visuais, que são temporárias, não significam nenhuma doença ocular, e resolvem com o início ou durante a dor de cabeça.

Enxaqueca pode levar a um derrame cerebral 

Verdade. A enxaqueca pode ser classificada a grosso modo em enxaqueca com aura, quando há manifestações como as alterações visuais descritas acima, e sem auras, quando essas manifestações não existem. Vários estudos demonstram que a enxaqueca também é uma doença dos vasos da cabeça, e quando não tratada, a enxaqueca com aura pode produzir lesões vasculares que podem levar a um derrame. Além disso, o fumo e os já conhecidos fatores de risco vascular, como obesidade, hipertensão arterial e diabetes, contribuem para o aumento da chance de derrame em um paciente com enxaqueca.

Alimentos podem causar enxaqueca 

Verdade. Mas na verdade, eles não causam, e sim desencadeiam uma crise de enxaqueca em pacientes com a doença ou com predisposição para desenvolver a doença. Os mais conhecidos são alimentos gordurosos, chocolate, frituras, molhos condimentados, embutidos e castanhas. Mas há pacientes cujas dores podem ser desencadeadas por outros alimentos. Já tive pacientes que tinham crises de enxaqueca com pepino, melancia, melão e pimentão. E conheço vários pacientes que podem comer de tudo, e não têm crises de enxaqueca. Tudo depende da constituição genética do indivíduo.

A enxaqueca melhora na gestação

Verdade. Mas nem sempre. É bem conhecida a relação entre gestação e melhora da enxaqueca, que ocorre em cerca de 60% das mulheres com enxaqueca sem aura, e em menos ainda nas mulheres com enxaqueca com aura. Mas há pacientes, especialmente as com enxaqueca com aura, cujas dores podem piorar durante a gestação. E uma mesma paciente pode ter uma gravidez sem enxaqueca, e outra com enxaqueca. Logo, é verdade que a enxaqueca melhora na gestação, mas não em todas as mulheres.

O tratamento da enxaqueca é baseado em analgésicos

Mito. O tratamento das crises pode ser feito com analgésicos, mas a dor deve ser prevenida sempre que houver indicação, ou seja, quando houver incapacidade causada pela dor, quando o número de crises por semana for alto ou quando a dor causar impacto na vida social e profissional da pessoa. Daí, utilizam-se medicações específicas, de uso diário pelo tempo determinado pelo médico.

Tomar analgésicos em excesso pode piorar enxaqueca

Verdade. O uso desmedido ou crônico de analgésicos sem suporte médico apropriado pode causar uma forma de dor de cabeça chamada de cefaleia por abuso de medicação, que pode ser diária ou quase diária e levar a mais incapacidade para o paciente e perda da qualidade de vida. O tratamento da enxaqueca deve ser feito através de consultas periódicas com um neurologista especialista no tratamento de pacientes com essa doença.

Anestesia espinhal (raquianestesia) pode causar enxaqueca

Mito. Cerca de 20 a 30% dos pacientes que realizam anestesia espinhal ou coleta de líquor da espinha podem ter uma dor de cabeça bem diferente da enxaqueca, a chamada cefaleia pós-punção, que melhora ao deitar e piora quando o paciente levanta. Mas o procedimento não leva ao aparecimento de enxaqueca.

Enxaqueca pode piorar após um trauma craniano.

Verdade. Alguns pacientes portadores de enxaqueca podem ter piora dos seus sintomas ou aumento da frequência das crises após um traumatismo craniano independente de sua intensidade. Isso não ocorre sempre, e provavelmente depende da predisposição genética do indivíduo.

Dr. Flávio Sallem é médico neurologista, mestre e palestrante, do Hospital do Coração e Hospital das Clínicas em São Paulo http://www.neuroinformacao.blogspot.com.br)

19/01/2015

• Sucesso: 5 passos para incrementar a sua produtividade

Um belo currículo, educação, status social e um belo círculo de amizades, não são suficientes para um sucesso duradouro. São questões até úteis, porém não determinantes algumas portas podem se abrir por com estes quesitos, mas se manter envolvem outros fatores

Se existem duas coisas que podem fazer a diferença, é o desempenho e a gestão do tempo, valores que podem contribuir demais para o ambiente competitivo.

O parque de diversão é o único lugar onde a montanha russa faz sucesso, no ambiente de trabalho, pessoas imprevisíveis, que cada dia está com um estado emocional, não são bem quistas. É preciso pro-atividade, educação, respeito, pensamento positivo e motivação para melhorar o desempenho diário. A gestão do tempo, usar de forma eficaz os seus minutos, respeitando as prioridades e ainda atento a questões importantes, aquelas geradores da percepção de qualidade, é o que garantirá a permanência para o amanhã. Quem não tiver isso, está fora.

Indiscutivelmente o tempo é o mesmo para todos, 10.080 minutos, utilizados potencialmente por uns e desperdiçados por outros, uns estão mudando o mundo, outros não sabem nem o que fizeram meia hora atrás. A dedicação e o foco, geram eficácia do seu tempo, aumentam a produtividade e desempenho. Por que, tudo isso é importante para o sucesso? Um empresa de sucesso, nada mais é que a soma individual de sucessivos comportamentos que resultam em sucesso, diário e repetido.

1- Tenha uma rotina.
Somos seres de hábitos, a rotina faz parte do ritmo biológico e contribui para automatizar a construção sólida do comportamento. Acordar, trabalhar, comer na hora certa, exercitar-se e ir dormir no mesmo horário. Formular uma rotina que permite estas atividades, é um grande salto para o sucesso.

2- Cuide de sua saúde, em primeiro lugar.
Grandes empreendedores possuem uma rotina diária que permite se cuidar logo pela manhã e iniciar o dia com atividades energizadoras, preparatórias para enfrentar as tarefas do dia. Leitura, oração, meditação e exercício físico, vão colocar a mente e o espírito em um estado mais produtivo e de alto desempenho.

3- Alimente a sua produtividade.
Imagine que você que você tem um carro zero quilômetro, equipado com alta tecnologia, um motor super potente e alguém te indica um posto de gasolina com procedência duvidosa, você tem coragem de colocar qualquer gasolina neste carro? Esta mesma preocupação com o funcionamento do carro, é a que devemos ter com o nosso corpo. Alimentos que gerem alto desempenho, como as proteínas magras, frutas, verduras e vegetais crus, óleos saudáveis, como o azeite e o óleo de côco para cozinhar, vão turbinar as células e o seu poder mental.

4- Praticar exercícios.
Os exercícios aumentam a disposição física, melhoram o humor, aceleram o metabolismo, estimulam o sistema imunológico e aumentam a resistência física, ou seja, é mais do que legítimo afirmar que o preparo físico vai melhorar tudo. E isso, combina com a afirmação de um grande líder e com uma história de sucesso, o técnico da seleção brasileira de vôlei Benardinho, "A vontade de se preparar tem que ser maior que a de vencer. Vencer será consequência da boa preparação".

5- Reserve um tempo para a auto-avaliação.
Grandes vencedores, não são os que erram menos, são os que conseguem aperfeiçoar diariamente suas escolhas. Ajustam para o mais certo e questionam, diariamente: O que eu fiz e não foi positivo? Como realizar isso positivamente na próxima oportunidade? Para essa questão, 3 minutos do seu dia, serão o suficiente para o seu auto-aperfeiçoamento.

Uma história de sucesso pode começar por uma indicação, pelo status social conquistado, pelas amizades que possui, porém manter-se nesse cargo, dependerá de uma moeda universal, o desempenho. O desempenho profissional, será no final fruto do desempenho pessoal e percebido pela contribuição em seu ambiente de trabalho. Como eu sempre afirmo, o mesmo corpo que treina, é o corpo que executa as tarefas profissionais.

Mais sobre: Giulliano Esperança

Personal Trainer, Lifestyle Coaching
Bacharelado em Educação Física (Unesp –Rio Claro)
Especialista em Fisiologia do Exercício - Unifesp
MBA em coaching
Master Coach - Sociedade Latino Americana de Coaching
Especialista em Marketing pela Madia Marketing School
Membro do Conselho Técnico Científico do Portal ‘O que eu tenho’
Membro do Conselho Consultivo da Sociedade Brasileira de Personal Trainers
Membro da Sociedade Latino Americana de Coaching 12 anos de experiência como Personal Trainer
Fundador do sistema “Wellness Manager” em treinamento personalizado
Personal, coaching, palestrante
Tem como missão: "Motivar pessoas a transformar intenção em ação, e ação em resultados, por meio de treinamento personalizado e hábitos saudáveis."

Colaborador em mais de seis livros no assunto

Empresário, proprietário e diretor do Instituto do Bem Estar Giulliano Esperança
Hoje sua moderna estrutura conta com uma equipe formada por cirurgião plástico, medicina esportiva, acupuntura, nutrição, podóloga, chef de cozinha funcional, fisioterapia, coaching e treinamento personalizado. Instituto que acaba de ser reconhecido pela sociedade brasileira de personal trainer, por sua metodologia e excelência em personal training no Brasil (o primeiro do país)
Figura constante nas publicações nacionais, recentemente saiu em importante publicação no Japão.

16/01/2015

• Saiba lidar com as disfunções sexuais masculinas

• por Dr. Carlos Eduardo Prado Costa - CRM/SC 7222

As disfunções sexuais masculinas compreendem a disfunção erétil, ejaculação precoce e perda de libido. Atualmente as disfunções sexuais, particularmente a disfunção erétil representam um marcador preditivo de problemas cardiovasculares e de diabetes no homem. Um homem que não tenha nenhum sinal ou sintoma de diabetes (excesso de sede, fome exagerada principalmente por doces, dificuldade de cicatrização de feridas, ou glicemia sanguínea de jejum elevada em mais de uma ocasião, superior a 99 ng/dl ou muito acima disso), pode ter na disfunção erétil um sinal de alerta para essa doença. Da mesma forma que falamos da diabetes, assim é com a hipertensão arterial, com as doenças cardiovasculares e outras doenças relacionadas ao aparelho endócrino como as doenças da tireoide, hipófise anterior e supra-renal.

A perda de libido também pode estar relacionada com alterações hormonais. Tanto pela alteração direta nos níveis de testosterona causada pelo envelhecimento natural do homem (lembrando que essas alterações já podem ocorrer a partir dos 45 anos, como por problemas em glândulas que vão afetar os níveis de testosterona. Problemas na hipófise anterior a que venham alterar a produção de FSH e LH que no homem são hormônios que estimulam o amadurecimento das células de espermatozoides e de testosterona no testículo. Nas supra renais que produzem alguns androgênicos e também hormônios que são indicativos de estresse como ACTH e cortisol que quando aumentados podem acarretar aumento da pressão arterial, doenças cardíacas como arritmias e predispõe o individuo ao risco de doenças coronarianas, por contribuírem para mudanças no metabolismo aumentando a possibilidade de elevação do colesterol ruim (LDL), glicemia, além de alterações endócrinas que contribuem para elevação do estrogênio (hormônio feminino) no homem.

A ejaculação precoce esta mais relacionada com o próprio indivíduo e com o seu próprio “time” orgástico e ejaculatório e o quanto consegue controlá-lo. De maneira bastante simplificada, podemos dizer que uma via nervosa aferente parte da glande peniana em direção à medula e desta saem nervos da cadeia simpática, mediados pela noradrenalina e nervos somáticos, mediados pela acetilcolina. Esses nervos são responsáveis por uma série de eventos que culminam na ejaculação. O sistema nervoso central tem um papel modulador, ora facilitando, ora inibindo o orgasmo. A serotonina tem um importante papel modulador do orgasmo, podendo retardá-lo.

Todas essas disfunções podem ser acarretadas por problemas psicológicos como medo de falhar, traumas dentre outras, mas não podemos fazer dessas causas fatores determinantes e sim buscarmos antes de qualquer coisa uma causa orgânica. Lembrando que o pênis é na visão do homem, é seu “principal” órgão, então nós médicos temos que nos aproveitar disso para buscarmos uma causa pertinente para o problema que venha salvaguardar a sua vida como um todo não somente a vida sexual. O lema “Sexo é Vida” cabe somente para marketing e propaganda, o pensamento certo é Vida para ter Sexo com qualidade.

As preocupações e a ansiedade frente a todas as situações que a vida nos oferece de desafios, afeta a vida sexual do homem tanto quanto da mulher. O sujeito que esta sempre se colocando em desafios ou é desafiado constantemente por problemas ou metas institucionais ou até mesmo pessoais que fazem com que a maioria do tempo esteja com seus pensamentos focados nessas situações passa a ter um obsessão. E toda obsessão é patológica e leva o sujeito a se tornar primeiro ansioso e depois deprimido.

Uma coisa é você ter as preocupações naturais da vida em seus diferentes estágios, outra coisa é fazer das preocupações uma obsessão. Algumas vezes os problemas e desafios são tão imensos que o sujeito passa a viver tão ligado que passa a liberar hormônios que vão aumentar a pressão arterial, o trabalho cardíaco através do mecanismo de vasoconstricção arterial (contração das artérias), que vai afetar sua vida sexual, principalmente a qualidade da ereção. E a partir do momento que afeta a vida sexual, a ansiedade toma conta e o sujeito passa a se ver como impotente para todas as situações, inclusive para sua “válvula de escape” o sexo!

Quando atinge a vida sexual o sujeito começa um processo de depressão, que o faz ficar desmotivado não só para o sexo, mas para suas outras atividades. Na maioria das vezes é indicado o uso de um antidepressivo e ansiolítico, mas que resolve em parte, mas a vida sexual piora e o desejo foi de vez embora.

A ansiedade e a depressão podem levar a um aumento de hormônios como o ACTH e o cortisol, que podem alterar o mecanismo hormonal levando, por exemplo, a uma elevação do estrogênio, e mudanças nos níveis de testosterona. Essas alterações se não corrigidas podem aumentar os sintomas de depressão e piorar o desejo sexual além de seu desempenho. Homens que mesmo usando antidepressivos que não melhoram seu humor, ou em uso de ansiolíticos que continuam irritadiços, procurem seu médico e peça par realizar seus exames hormonais além de incluir o ACTH e cortisol sérico.

Como já expliquei, mas vou usar uma frase que uso para meus clientes: “nem todas as disfunções são psicológicas, mas todas têm componentes psicológicos”. É muito raro um homem que apresenta uma disfunção sexual que não fique psicologicamente abalado. Agora temos que focar nos fatores de risco.

Para se ter desejo e este desejo se reverter em ereção e numa relação prazerosa para o casal, é necessário entender que todos esses mecanismos estão intimamente relacionados com: sistema nervoso central (SNC), sistema nervoso periférico, sistema endócrino e cardiovascular. Portanto os fatores de risco a serem combatidos são os mesmos para prevenção de doenças cardiovasculares: sedentarismo, obesidade, diabetes, tabagismo, uso abusivo de álcool, colesterol e triglicérides elevados.

Além dos fatores de risco cardiovascular temos de ter cuidado em evitar doenças que os seus tratamentos e a sua existência podem levar a uma disfunção sexual, principalmente a disfunção erétil, tais como: doenças da próstata, câncer de intestino grosso e reto (Câncer de cólon e reto), doenças hepáticas (fígado), doenças da tireóide.

O diagnóstico é sintomático, ou seja, o paciente já traz o problema relatando o caso. Cabe ao médico ir à busca da causa orgânica ou psicológica. No consultório deve ser feito uma investigação clinica bem feita indo à busca de fatores de risco, hábitos de vida que devem ser modificados e história social. O exame físico deve partir do geral ao específico quando devem ser examinados os genitais e realizando o Doppler de artérias dorsais do pênis que nos casos da disfunção erétil pode ser necessário o teste de ereção farmacológico. Devem-se solicitar exames laboratoriais verificando perfil lipídico, diabetes, dosagens hormonais, PSA e outros pertinentes a cada faixa etária.

O tratamento depende da causa da disfunção e pode variar desde o controle de uma pressão ou diabetes mal controlada até tratamentos específicos que podem levar a mais ou menos nove meses de tratamento e acompanhamento. Pelas disfunções sexuais demandarem quase sempre um tratamento individualizado e multidisciplinar além de um tempo maior nas consultas e retornos, esses tratamentos são sempre particulares, porque os custos não são cobertos planos de saúde. Os vasodilatadores são um tipo de tratamento para ereção assim como reposição hormonal, mas muitas vezes precisamos de uma associação de medicamento que necessitam de um maior cuidado.

Quando a parceira perceber que o parceiro esta tendo dificuldade no relacionamento sexual, ou porque a ereção não é suficiente para penetração, ou porque diminui durante o ato e, além disso, a ejaculação é rápida não aborde com gracinhas ou com desconfiança. O homem já percebeu que tem um problema e uma forma muito comum de encarar esse problema é se afastando da cama. Se seu parceiro, demora para ir para o quarto, ou arranja uma desculpa freqüente para dormir, sempre indo para cama quando você já está dormindo e não procura mais você, ele está com problema e está com medo de “falhar” ou fazer você perceber que esta com disfunção sexual.

É muito comum que as parceiras quando se deparam com a situação descrita acima, desconfiarem de traição ou de perda de interesse e buscam também um afastamento ou ficam irritadiças cobrando a suposta infidelidade do parceiro. Converse encare o problema de frente sem piadinhas ou piedade. Leve seu parceiro ao médico, lembre a ele da hipertensão mal controlada, do diabetes que nunca deu bola e da única “loira” que faz com ele te traia e inclusive com os amigos, a “loira gelada”, ou melhor, as “loiras geladas.” Seja realmente uma parceira, fuja do sentimento de piedade, seja realista e cobre dele uma postura firme frente a sua saúde.

Evitar a automedicação e profissionais e clinicas que prometem milagres como cura ou apelam para o sentimentalismo. Busque profissionais clínicos que tenham histórico profissional em tratamento de disfunções, membros de sociedades voltadas à medicina sexual, além de endocrinologistas que tenham histórico de atuação nessa área além de urologistas. Quando o homem se aventura em busca milagrosa e não melhoram aumenta ainda mais a ansiedade por conta da sensação de impotência.

A anorgasmia ou dificuldade de chegar ao orgasmo das mulheres é uma disfunção sexual bastante complexa. As disfunções sexuais femininas são mais complexas, pois não é só com medicação que se resolve ou ameniza. As disfunções sexuais masculinas por mais complexas que sejam, acabam tendo um prognóstico melhor porque o homem percebe a melhora “literalmente” a olhos vistos. A mulher sofre mais porque muitas vezes tem que fingir o orgasmo e mostrar estar satisfeita. Porém no intimo esta em frangalhos, com vontade e com desejo ainda, pois não chegou lá.

Essa situação piora quando com o tempo o parceiro percebe que a parceira não chega ao orgasmo e acha que tem ejaculação precoce, e busca tratamento, mas não tem nada de anormal. Da mesma forma que normalmente, a parceira se preocupa com a saúde de seu parceiro, nós temos que ajudá-la a buscar tratamento, com calma e sem pressão. Tanto para homens como mulheres, nunca, e nunca mesmo se afastem da vida sexual com seu parceiro, tratem isso com naturalidade trocando caricias e buscando o amor, essas atitudes aliada aos avanços da medicina nessa área vocês vão atingir o sucesso.

Ao todo, 48% dos homens brasileiros têm algum tipo de disfunção sexual. Maior incidência a partir dos 40 (quarenta) anos. O único ambiente e situação que afeta ou piora o desempenho sexual ou pode piorar uma disfunção de hostilidade e desconfiança por parte da parceira. Os ambientes e situações dependem do “fetiche” ou das “fantasias” de cada um. Tem homem que não gosta de ter relação, por exemplo, quando esta em casa de amigos ou parentes, para outros a sensação de ser flagrado com a parceira é estimulante e assim vai.

A camisinha é um “mal necessário”, também é conhecida como “touca” de dormir. Isso acontece porque o sujeito tem que dar uma “travada” naquele clima sensual para se concentrar em colocar a “touca”, digo, a “camisinha” e ai dependendo da pressa de se colocar, é liberado adrenalina e a ereção começa a ceder. Aí, amigo e amiga, o negócio é começar de novo sem pressão. O melhor é que a parceira ajude a colocar a camisinha, carinhosamente e sensual.

• Dr. Carlos Eduardo Prado Costa (CRM/SC 7222) é médico membro da Sociedade Internacional de Medicina Sexual e membro da Sociedade Brasileira de Clínica Médica. Presta assessoria em saúde pública e privada em todo o Brasil. É palestrante e realiza mensalmente conferências, especialmente sobre a Saúde do Homem. É autor do Programa Ictus Homem. Atualmente é médico em Florianópolis, Joinville e Timbó/SC. Contato: pradocosta12@hotmail.com

14/01/2015

• Homeopatia ameniza efeitos colaterais em pessoas com câncer


Nos últimos dez anos, foi constatado um aumento de 20% na demanda por medicamentos naturais no combate às consequências da quimioterapia e radioterapia, proporcionando melhora nos doentes com câncer. Vencer a si mesmo, antes de combater a doença, é o que motiva o maior número de mortes no Brasil e o principal desafio de quem luta contra o câncer.

Para amenizar os efeitos colaterais da quimioterapia e radioterapia, os doentes contam com tratamentos complementares, a exemplo da Homeopatia, muito utilizados nesses casos. De acordo com o Inca (Instituto Nacional do Câncer), estima-se que, até dezembro deste ano, ocorram cerca de 400 mil novos casos de câncer por estado brasileiro.

Reconhecida como uma terapia complementar em saúde, a Homeopatia é capaz de oferecer soluções aos efeitos colaterais produzidos durante o combate ao câncer, cujos dez tipos mais comuns atualmente são Traqueia, Brônquio, Pulmão e Próstata, no caso dos homens; e Mama, Colo do Útero, Cólon e Reto, no caso das mulheres. Com ação sistêmica no organismo do ser humano, a quimioterapia atinge tanto às células que formam o tumor quanto às células sadias. 

Por isso, o método terapêutico que utiliza medicamentos diluídos e dinamizados, cuja matéria prima é retirada dos reinos animal, vegetal e mineral, age de forma eficaz fortalecendo o sistema imunológico frente às inúmeras outras desarmonias causadas pelo tratamento: anemia, diarreia, queda de cabelo, náuseas e vômitos, além de mudanças no sistema nervoso, pele e unhas.

O tratamento diminui os edemas, facilitando a circulação dos vasos sanguíneos e linfáticos, e melhorando o apetite, assim como a absorção e o aproveitamento dos alimentos. 

O medicamento natural também ajuda o equilíbrio mental e emocional, já que muitas pessoas, por ansiedade e medo, sofrem antes mesmo do tratamento começar, o que acaba agravando ainda mais os sintomas da doença. Manter uma higiene mental, cuidar das emoções, optar por uma alimentação mais saudável, beber água com frequência e fazer algum tipo de exercício físico são as recomendações mais elementares a serem seguidas na prevenção desta e da maioria das doenças.

Nas últimas décadas, o câncer ganhou uma dimensão maior, sendo considerado um problema de saúde pública mundial. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, até 2030, haja 27 milhões de casos incidentes de câncer, levando pelo menos 60% a morte pela doença e o maior efeito desse aumento vai incidir em países subdesenvolvidos.

No Brasil, milhões de pessoas são atingidas diariamente, como foi o caso de personalidades, a exemplo do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (tumor na laringe); as apresentadoras Hebe Camargo e Ana Maria Braga (respectivamente vítimas de câncer no peritônio e carcinoma epidermóide anal); os atores Reynaldo Gianecchini (sistema linfático) e Patrícia Pillar (câncer de mama), além do diretor da TV Globo, Marcos Paulo (esôfago) e do ator Raul Cortez (região abdominal), ambos falecidos.

Promovemos cursos de extensão universitária de Homeopatia em vários estados brasileiros, a cada semestre, a fim de disseminar a prática e potencializar os efetivos resultados. 

Ensinamos aos alunos que a Homeopatia trata o indivíduo como um ser integral, não o separando do seu corpo e mente, procurando, assim, um equilíbrio de todas as suas energias. São discutidos temas referentes a sua melhor prática: a preventiva. 

Professora Eliete M M Fagundes
cursohomeopatias@terra.com.br 
http://www.homeopatias.com 

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