30/03/2015

• Por que a tela do computador pode danificar sua visão

Oftalmologista do Hospital CEMA, Omar Assae - Fonte da foto: br.linkedin.com 

Especialista do Hospital CEMA explica de que forma os olhos são afetados pelo uso intenso do computador e dá dicas de como prevenir o distúrbio


Horas e horas em frente ao computador podem resultar em muitos problemas de saúde: dores na coluna, lesões por esforço repetitivo, sedentarismo, dependência tecnológica. Difícil acreditar que um hábito tão arraigado na vida moderna possa fazer tão mal. No entanto, além da coluna, das articulações, do condicionamento físico e do componente psicológico, há outra parte do corpo que sofre muito com o monitor sempre ligado: os olhos. Conhecido como Síndrome da Visão do Computador, o distúrbio resulta da combinação de problemas oculares e visuais associados ao uso intenso do PC. O oftalmologista do Hospital CEMA, Omar Assae, detalha que apesar de não existirem dados nacionais, as estimativas americanas são assustadoras. 

"Estima-se que 90% das pessoas que passam de 3 horas ou mais no computador são afetadas pela síndrome". Ele explica que esses dados são do National Institue of Occupational Safety and Health, órgão que regula e verifica condições de trabalho nos EUA. Apesar de não existirem pesquisas que comprovem que a tela do computador pode fazer mal à visão, fatores externos como a postura adotada pelo usuário durante o uso, o tipo de monitor e a iluminação podem influenciar negativamente nessa conta.

O problema ocorre porque a utilização constante do computador obriga a visão a "trabalhar" mais. O olho humano não consegue foco na exposição aos pixels existentes nos monitores. Dessa forma, o usuário precisa ficar "focando e desfocando" o tempo todo para manter as imagens definidas, causando uma tensão visual. Além disso, ao focar na tela do computador, as pessoas tendem a piscar menos. A consequência é que os olhos ficam irritados por causa da má lubrificação. "O cansaço visual, a dor de cabeça, rigidez do pescoço, visão embaçada e olho seco são os principais sintomas da Síndrome da Visão do Computador", explica o médico.

Para evitar o problema, o especialista faz algumas recomendações. "Pode parecer estranho, mas piscar com frequência ajuda a evitar - não superar - duas horas ininterruptas à frente da máquina. O uso de lubrificantes oculares, o ajuste correto de intensidade de brilho e cores do monitor, o tamanho da tela, tudo isso ajuda na prevenção do distúrbio", lista. Consultar um oftalmologista com frequência, principalmente, quando sentir um incômodo visual constante é igualmente importante. No que diz respeito ao monitor, o ideal é que ele fique um pouco abaixo da linha dos olhos. Já o usuário deve fazer pausas constantes e olhar à distância para lubrificar os olhos. Apesar do número normal de piscadas de um indivíduo girar em torno de 15 a 20 por segundo, esse índice cai de 10% a 30% durante o trabalho. 

27/03/2015

• Ronco: mais frequente do que imaginamos

Dr Filipe Trento Búrigo, otorrinolaringologista

A vibração de estruturas da via respiratória durante a passagem do ar provoca em muitas pessoas um ruído que traz mal-estar para ela e para os que estão ao seu redor. 

O ronco passa a ser muito frequente nos adultos com mais de 40 anos. A partir desta faixa etária, 36% dos homens e 24% das mulheres passam a queixar-se do problema. Crianças também são muito afetadas, sendo os picos por volta dos 3 e 7 anos de idade, independente do sexo.

Mas o que provoca esta vibração incômoda e o que pode evitá-la? Entre problemas musculares, da anatomia do pálato e da úvula, hipertrofia de amigdalas e obesidade, está também a obstrução nasal como um dos provocadores do ronco. “O nariz congestionado exige que se faça mais força inspiratória e há mais chances de colapso de algumas partes da via respiratória”, explica o médico otorrinolaringologista, Filipe Trento Búrigo. Como decorrência do ronco, a pessoa pode ter faringites com mais frequência. O médico Filipe Trento Búrigo também destaca o problema social provocado pelo ronco. “A pessoa que sofre deste mal é frequentemente ridicularizada, além de pertubar o sono daqueles que estão por perto, o que também traz transtornos”, avalia. O tratamento dependerá de uma detalhada avaliação médica para identificar se o ronco é provocado pelos problemas mais simples ou se por apnéia, uma parada respiratória. Caso seja identificado que o ronco é decorrente de congestionamento nasal, obesidade, problemas musculares ou anatômicos, o tratamento poderá incluir perda de peso, atividades físicas e até mesmo cirurgia, dependendo da obstrução e da anatomia do paciente.

DICAS DO ESPECIALISTA PARA EVITAR O RONCO

1. Emagreça. O acúmulo de gordura na região do pescoço, tórax e abdômen aumentam as chances de roncar e ter apneias porque estrangulam a passagem do ar nas vias aéreas e dificultam a respiração; 

1. Evite o consumo de bebidas alcoólicas perto da hora de dormir. O álcool provoca um relaxamento muscular ,aumentando a intensidade do ronco e a quantidade de eventos de apneia ao longo da noite; 

1. Evite fumar. Além de todos os malefícios conhecidos o cigarro provoca inflamação da úvula (popularmente conhecida como “campainha da garganta”) prejudicando a passagem de ar pela garganta; 

1. Evite dormir de estômago cheio.O desconforto abdominal obriga a pessoa a dormir com a barriga para cima, aumentando a intensidade do ronco. Nessa posição o ronco tende a ser mais intenso devido ao relaxamento da musculatura e à ação da gravidade que empurra a língua em direção a garganta e compromete a passagem do ar; 

1. Tenha uma boa passagem de ar pelo nariz que é a porta de entrada da via aérea. Cirurgias para desvio de septo, diminuição dos cornetos ou remoção de hipertrofia de adenóides são altamente recomendadas nestes casos. 

Converse com seu otorrinolaringologista sobre o assunto. Respirar bem é viver melhor.

25/03/2015

• Dicas para amenizar o bruxismo

Fonte da imagem: thefortworthtxdentist.com/
Por Dra. Renata Rebuffo

Se toda vez que acorda você sente a sua mandíbula dolorida ou está com uma dor de cabeça terrível, atente-se: você pode estar sofrendo de bruxismo, um ranger ou forte apertar dos dentes durante o sono.

O bruxismo é um distúrbio da articulação responsável pela abertura e fechamento da boca, chamada de temporomandibular. Algumas pessoas, durante a noite, costumam apertar os dentes e rangê-los e isso pode gerar uma série de problemas. Muitas vezes pode acontecer durante o dia também.

O distúrbio pode aparecer em qualquer idade. O problema, normalmente, está associado à causas emocionais, como estresse Por isso, depende da fase da vida da pessoa e do que ela está passando no momento. Pesquisas mostram que é mais comum em homens do que em mulheres, mas não é determinante.

Essas emoções fazem com que as pessoas descontem suas tensões na articulação temporomandibular, apertando os dentes. Não é só a articulação que é prejudicada, mas toda a cavidade bucal sofre com esse hábito, que deve ser tratado para não causar consequências mais graves.

A primeira é a consequência dentária. O desgaste excessivo, que gera a exposição dentinária, causa hipersensibilidade. A dentina possui tubos dentinários, que são os canais que vão levar sensação de frio, calor e dor para o nervo do dente.

Pode ocorrer de o bruxismo ser tão forte que alguns dentes quebram. Às vezes, acontecem retrações na gengiva e abfrações, com desgastes da dentina, formando degraus nos dentes. A pessoa também pode ter a boca travada e não conseguir mais fechá-la até se acalmar e relaxar a cavidade bucal.

O bruxismo pode estar associado a pessoas ansiosas e não é um hábito facilmente percebido, porque acontece durante o sono. Normalmente é o parceiro, marido ou esposa que avisa; isso quando a pessoa não nota depois de algum tempo rangendo muito os dentes, porque, quando acorda, sente dores na musculatura, nos dentes ou uma grande sensibilidade dentária.

Os sintomas mais frequentes são dores de cabeças constantes, dificuldade ao abrir a boca, dores nas articulações, na musculatura bucal e dor nos dentes. Também pode acontecer uma inflamação no nervo do dente e no canal dentário. Essa inflamação é chamada pulpite reversível, pois ao combater o bruxismo, a dor cessa. Outro sintoma clínico que dá para ser detectado durante a consulta odontológica é o desgaste das cúspides dos dentes, ou seja, do esmalte, o que pode causar até mesmo a exposição da dentina.

É muito difícil acabar de vez com o bruxismo. O tratamento geralmente é multifatorial: envolve dentista, psicólogo, homeopatia e às vezes até fisioterapeuta. Normalmente, o bruxismo não tem cura, mas isso não impede que seja controlado.

É importante deixar o paciente em observação para ter um diagnóstico precoce e indicar o tratamento certo, que geralmente sucede com placas relaxantes de acrílico ou acetato, dependendo da gravidade.

É importante fazer a terapia multidisciplinar, ou seja, trabalhar em conjunto com outros profissionais. Em alguns casos será recomendado o uso de remédios, do botox, o uso da placa, às vezes tudo isso em conjunto.

*Dra. Renata Rebuffo é Cirurgiã-Dentista formada pela Universidade Paulista (UNIP) em 2009 e cursa Especialização em Ortodontia pelo Instituto Vellini. Começou a carreira trabalhando como Clínica Geral em clínicas e consultórios parceiros e atualmente conta com consultório próprio em São Paulo, no bairro de Perdizes, atendendo principalmente as áreas de Clínica Geral e Ortodontia.

23/03/2015

• 7 erros que podem causar envelhecimento precoce

Dra. Luciana Maluf

Os danos causados pelo sol estragam a pele. O cigarro também. E o que mais você poderia fazer – sem saber - para prejudicar sua aparência? Claro que é impossível parecer jovem para sempre, mas você pode frustrar a marcha do tempo sobre o seu rosto, não ignorando alguns destes possíveis culpados pelo envelhecimento prematuro.

Veja as dicas da dermatologista Luciana Maluf sobre o que é possível fazer para poupar sua pele de rugas precoces e manter a aparência jovem de sua pele – a despeito do que pretenderia a mãe natureza.


1. Você está muito magra

Desculpe garotas, mas existe uma desvantagem em estar muito magrinha. "A perda de gordura facial causa flacidez e uma aparência envelhecida", diz a Dra. Luciana Maluf, dermatologista do hospital Sírio Libanês, em São Paulo. O efeito sanfona é uma das maiores causas de envelhecimento prematuro. Repetidos ganhos e perdas de peso provocam um efeito de estica-relaxa a pele, resultando numa aparência envelhecida.

Solução: Mantenha um peso saudável com dieta apropriada e exercícios. E garanta a alimentação da pele também. "Pesquisas demonstram que existem alimentos que melhoram a aparência da pele de dentro para fora", diz a doutora Luciana. Ácidos graxos ômega-3 encontrados no salmão e nozes combatem as inflamações que resultam em rugas e mantém a firmeza da pele. Frutas cítricas e vegetais como o espinafre, ricos em vitamina C, aumentam a produção de colágeno que garante o tônus facial.

2. Esfregar os olhos

"Puxar, tracionar, esfregar a delicada pode escurecer a delicada pele à volta dos olhos", diz a doutora Luciana Maluf. As mudanças de pigmentação que vem com o avanço da idade, adicionam anos à sua aparência. A pele ao redor dos olhos é extremamente delicada e frágil, e pode enrugar facilmente. Previna-se de parecer mais velha não prejudicando essa pele.

Solução: Se você não consegue parar de esfregar seus olhos, procure um especialista em alergias para diagnosticar e tratar os sintomas. E também seja gentil com a pele ao redor dos olhos quando aplicar a maquiagem, ou colocar as lentes de contato. Não esfregue a área com toalhas ásperas, faça movimentos delicados, leves batidinhas de toalha macia, depois de lavar o rosto. Isso ajudará a evitar problemas de pigmentação e envelhecimento precoce.

3. Dormir de lado

A posição fetal para dormir pode ser super confortável e é bastante comum, mas é horrível para a sua pele. O mesmo se aplica ao dormir de bruços. "Pressionar sua face no travesseiro por oito horas todas as noites durante anos pode 'quebrar' o tecido da pele e causar rugas", diz a doutora Luciana.

Solução: adquira o hábito de cair no sono em decúbito dorsal (de costas), voltando a essa posição quando acordar no meio da noite de lado ou de bruços. "Esse simples procedimento diminui a inflamação ou inchaço da face e será benéfico para a sua pele ao longo do tempo", acrescenta a Dra. Luciana.

4. Beber no canudo

Você bebe seu refrigerante, suco ou café com um canudo para prevenir manchas nos seus dentes maravilhosamente brancos ou para não colocar seus lábios na lata ou na garrafa? Esse hábito provoca linhas finas em torno da sua boca o que é um indicação segura de envelhecimento prematuro. "A longo prazo, franzir os lábios no canudo (ou segurar um cigarro com os lábios) provoca rugas extras no entorno dos lábios", diz a doutora Luciana.

Solução: Evite beber com canudos, derrame suas bebidas em copos e taças para manter uma boca livre de rugas e jovem. Quem diria que este simples truque pode prevenir o acréscimo de anos no seu rosto.

5. Ignorar suas orelhas, pescoço e mãos


Nossos pobres rejeitados pescoços, mãos e orelhas raramente tem alguma atenção, o que pode ser a primeira pista para saber a sua idade. De fato, um estudo realizado em 2006, e publicado na revista científica Plastic and Reconstructive Surgery, mostrou que mulheres cujas mãos tem pequenas manchas escuras, típicas do envelhecimento, e rugas foram julgadas mais velhas do que aquelas, da mesma idade, que não tinham os pontos escuros e as rugas em suas mãos.

Solução: Aplique sempre um hidratante e protetor solar no seu pescoço, nas suas orelhas e nas suas mãos para prevenir o envelhecimento precoce. Sua face não é a única coisa notável no seu aspecto.

6. Esquecer os óculos escuros

"Movimentos repetitivos, como rir, franzir e cruzar os olhos produzem linhas e rugas finas no rosto a longo prazo", diz a doutora Luciana Maluf. Além disso, a exposição ao sol quebra o colágeno na pele que já é fina ao redor do olhos e pode causar pigmentação e pontos escuros.

Solução: Mesmo no inverno, ou no final da tarde quando o sol não está tão brilhante, use seus óculos escuros e proteção contra raios UVA/UVB.

7. Stress total

Se você é cronicamente estressada (ou não dorme bem), seu corpo está bombeando constantemente os hormônios que são a fonte do envelhecimento precoce. "Cortisol, o maior do hormônios do stress, quebra o colágeno, o que leva à flacidez da pele e rugas e causa inflamação", diz a doutora Luciana Maluf. E também, quando o seu corpo está na luta com o stress, muitos nutrientes e oxigênio vão para os órgãos principais, mas não para a pele. O stress crônico leva às linhas de expressão e pés de galinha.

Solução: Encontre o que te ajuda a relaxar – yoga, um chá com as amigas, uma indulgência qualquer consigo mesma – e faça-o regularmente. Exercícios físicos são outra forma eficaz de alívio do stress. Aumenta a circulação, levando oxigênio e nutrientes para a pele, dando um aspecto corado ao seu rosto.

Sobre a especialista

Dra. Luciana Maluf é médica dermatologista do hospital Sírio Libanês, membro das sociedades Brasileira e Americana de Dermatologia, e atende em sua clínica em São Paulo, no bairro do Itaim-Bibi.

http://www.lucianamaluf.com.

br
www.mundodermato.com.br

20/03/2015

• A desorganização rouba energia


Organizar as atividades diárias é o primeiro passo para manter o pique em alta! 

Você já reparou como a desorganização rouba nossa energia? Quando não conseguimos realizar o que planejamos é comum nos sentirmos estressadas e desanimadas. Sabe aquela sensação ao fim do dia de estar sendo engolida pelo tempo, quando não conseguimos dar conta das tarefas pendentes, ou no lado oposto, simplesmente de tempo perdido? A Coach e Psicóloga Cintia Seabra ensina como reverter essa situação e fazer o dia render a seu favor:

Comece fazendo uma lista dos afazeres diários

É interessante que no dia anterior, à noite, se faça uma lista das tarefas/atividades a serem realizadas no dia seguinte. “Esta atitude funciona como uma espécie de ‘download mental’, já que você transfere de sua cabeça para o papel tudo o que realmente é importante ou necessário realizar. Feito isto, você não precisa mais ficar ‘puxando na memória’ o que tem que fazer. Você pode relaxar e ter uma boa noite de sono”, orienta Cintia.

Quanto mais clareza você tiver sobre a qualidade da utilização do seu tempo, mais o seu dia irá render. Liste seus compromissos por grau de prioridade:

- Atividade Urgente –
aquela que você não pode deixar de executar, como: entrega de um relatório, ir ao médico, levar o carro na oficina mecânica...

- Atividade Importante – tudo o que tem prazo e traz resultados. Por exemplo: pagamento de uma conta, estudar para uma prova, abastecer a geladeira e armário.

- Atividade Circunstancial – é tudo o que é excessivo ou não traz resultado nenhum, nos dá a sensação de perda de tempo. Como: horas exageradas nas redes sociais, na frente da televisão, ou mesmo dormindo além da conta.

Não tenha medo de pedir ajuda

Divida suas tarefas. “Pedir ajuda para equipe de trabalho, familiares ou amigos pode ser uma ótima alternativa para você conseguir respirar diante do acúmulo de compromissos que você tem”, orienta a Coach.

Aprenda a falar não

Antes de tudo, vale frisar que isto nada tem a ver com egoísmo. Tenha clareza que se você já está cheia de atribulações, vai ficar muito complicado dar o seu melhor para algo mais. Além disso, não é nada interessante você abraçar mais uma atividade e fazer de qualquer jeito, ou então prejudicar sua saúde física ou mental por isto, não é mesmo? Cada não que você consegue falar para o que não quer, é um sim que você consegue falar para você.

Motive-se

Para manter-se com a energia em alta é importante você ter consciência se está utilizando seu tempo de forma inteligente e proveitosa. Antes de realizar determinada tarefa, analise os benefícios que ela vai te proporcionar ou o que você poderá perder caso não a execute. “Quanto mais clareza você tiver dos ganhos ou das perdas, mais motivação você terá para usar seu tempo de forma otimizada no seu dia a dia. Isto é treino! Você precisa praticar no seu dia a dia para instalar este hábito e ter mais qualidade de vida ao invés de se estressar por perder tempo em atividades que não levam a nada”, diz Cintia.

Descanse!

Uma outra dica é: A cada uma hora e meia, dê pausas no que esteja fazendo. Simplesmente levante da cadeira, estique suas pernas, vá tomar um copo d’água, respire... Isto vai ajudar você a oxigenar o seu cérebro, assim suas atividades terão melhor fluidez e você irá minimizar seu grau de estresse.

*Cintia Seabra é Psicóloga e Coach de Emagrecimento



18/03/2015

• Cor da pele deve influenciar dermatologistas nos tratamentos pós-verão

Especialista explica tudo sobre problemas, diagnósticos e tratamentos

Com a chegada do outono, os prejuízos da estação mais quente do ano começam aparecer, principalmente para quem abusou da exposição solar sem proteção, bebidas alcoólicas e mudanças bruscas de rotina. A pele é um dos órgãos que mais sofrem nesse período e entre os problemas mais comuns estão a pele grossa e ressecada, manchas, pintas novas e micoses.

O que pouco se comenta é que as diferenças dermatológicas de cada grupo étnico requerem tratamento individualizado. A dermatologista do Hospital Sírio Libanês, dra. Luciana Maluf, explica como a cor da pele deve influenciar nos tratamentos pós-verão, trazendo novidades no diagnósticos e nos tratamentos.

A especialista recentemente esteve em Washington, nos EUA, para aprimorar sua técnica de tratamento a laser na 'Cultura Clinic', do Dr Eliot Battle, especialista que é referência internacional no tratamento de peles étnicas.
"As cores da vida devem-se a moléculas biologicamente complexas que, nos mamíferos, tem o nome de Melanina. Nos humanos, esse pigmento é encontrado na pele, nos cabelos, nos olhos e nas membranas mucosas.

Embora o número de melanócitos seja praticamente o mesmo, são a quantidade e a distribuição de melanina contida nessas células que faz as diferenças étnicas – o colorido da humanidade.  A herança genética determina a produção e a qualidade de melanina e, portanto, a cor e a tonalidade das diferentes etnias", destaca a especialista.

Pele grossa e ressecada

Causa - Isso acontece pela maior exposição ao sol e água do mar ou piscina que estimulam o aumento da camada de células mortas da pele.

Diagnóstico – A nova câmera de diagnóstico 3D permite avaliar a pele de forma minuciosa, com tecnologia recém-chegada ao Brasil.

Tratamento - É um bom momento para usar sabonetes abrasivos ou esfoliantes 2x na semana e aplicar diariamente um hidratante adequado para cada tipo de pele.

Manchas no rosto

Causa - Por mais que se use adequadamente o filtro solar, as manchas teimam em aparecer um pouco mais no verão.

Diagnóstico – O mesmo equipamento com que fazemos o diagnóstico de oleosidade da pele, também permite que o Raio X completo do paciente oriente o médico sobre o tratamento mais adequado. A Câmera 3D avalia o grau e profundidade das manchas e vasos.

Tratamentos – Para tratar o fotodano solar, manchas e vasos, usamos lasers ablativos e não ablativos, luz intensa pulsada, peelings e microagulhamento, que trazem ótimos resultados. Em peles mais claras, a luz intensa pulsada é um excelente recurso; já, para peles escuras e negras, não se deve usá-la, com risco que queimaduras e hiperpigmentação. Para peles negras, o lasers e os peelings são ótimas opções.

Por exemplo, para quem tem melasma, cremes clareadores, peelings e lasers específicos ajudam bastante. No caso de sardas ou melanoses indicamos peelings mais agressivos, luz pulsada ou lasers. A combinação de procedimentos trazem excelentes resultados, porém deve-se levar em conta as peculiaridades de cada etnia e a resposta orgânica individualizada. Independente do tratamento, é fundamental reforçar a fotoproteção, pois todos eles deixam a pele tratada mais sensível ao sol.

"Pintas" novas

Causa - O sol estimula a pigmentação e o surgimento de pintas. Há necessidade de uma avaliação dermatológica para diferenciar a mancha (melanose ou sarda) provocada pelo sol ou o surgimento ou crescimento de um nevo ("pinta").

Diagnóstico - Na dúvida se uma lesão é benigna, o dermatologista fará o exame de dermatoscopia das lesões. Com uma luz e lupa específicas, é possível avaliar a estrutura da lesão diferenciando assim lesões com potencial de evolução para um câncer de pele que devem ser removidas cirurgicamente. A Câmera 3D também é muito útil nesses casos, pois pode proporcionar um aumento da imagem da lesão sem distorção de suas características e com melhor visualização.

Tratamento – Sendo um nevo e dependendo das características achadas ao dermatoscópio, a cirurgia para retirada total da lesão e o exame laboratorial anátomo-patológico tornam-se necessários. A pele clara apresenta maior quantidade de manchas e nevos e é menos protegida por ter menor  quantidade de melanina e esta ter sua distribuição cutânea menos favorecida. Já, a pele escura é muito mais protegida, porém não isenta da aplicação do protetor solar.

Micoses

Causa - O sol pode reduzir a capacidade da pele de defesa contra fungos e alguns tipos de micose são mais comuns nessa época. A mais comum delas é a pitiríase versicolor também chamada de "pano branco". Manifesta- se como manchas claras, castanhas ou avermelhadas com descamação fina na região dos ombros, tórax superior e costas.

Diagnóstico – é clínico! A observação e avaliação clínica do dermatologista diagnostica com segurança a doença.
Tratamento - O tratamento para casos leves é feito com xampu e cremes com anti-fúngicos, mas, lesões extensas requerem medicação oral.


Principais diferenças entre peles étnicas

Tom de pele avermelhado: tem relação com a coloração/ pigmentação do sangue arterial
Tom de pele amarelado: depósitos de pigmentos carotenoides e melânicos
Tom de pele azulado: tem relação com a hemoglobina das veias
Tom de pele castanho ou castanho avermelhado: maior presença do pigmento melanina.

PELE NEGRA:

As fibras elásticas e de colágeno são mais resistentes, daí a pele ter uma consistência mais firme e enrijecida.
As glândulas sudoríparas são mais ativas e o conduto mais longo e largo, o que facilita a transpiração.
O conteúdo de lipídios na epiderme é maior do que na pele branca, o que dá maior coesão celular e menos permeabilidade da pele.
O pH da pele negra é levemente mais ácido, combatendo melhor os microrganismos externos
Alta resistência elétrica, sugere que a epiderme seja menos hidratada que a da pele branca
Eritema mostra-se com coloração cinza, castanho escuro ou negra. Na pele branca, o eritema é marrom avermelhado.
Produção de vitamina D: Baixa, em comparação com as outras raças.

PELE ORIENTAL:

Em comparação com a pele branca, ela também possui mais fibras elásticas e de colágeno sendo também são mais resistentes ao envelhecimento.

Sua genética também é peculiar, mantendo o tom de pele intermediário entre o claro e o escuro, devido a quantidade intermediária em número, tamanho e densidade dos melanossomos ("saquinhos" que armazenam o pigmento melanina)

Sua pigmentação é considerada mediana: não tão clara como nos indivíduos brancos, nem tão intensa como nos negros, por isso, às vezes, torna-se mais complexa sua avaliação em termos de resposta de tratamento e exacerbação de efeitos colaterais. A cautela nos procedimentos garante um resultado satisfatório, porém em mais longo prazo se comparado ao branco, e em menor tempo, se comparado ao negro.

Eritema mostra-se com coloração marrom claro a marrom avermelhado.

Produção de vitamina D: intermediária, em comparação às outras raças.

Sobre a especialista
Dra. Luciana Maluf (CRM-SP 113699), médica dermatologista do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da Sociedade Americana de Dermatologia.
http://www.lucianamaluf.com.br

16/03/2015

• Mitos e verdades sobre as peles étnicas

Dra. Luciana Maluf (CRM-SP 113699) 

Dermatologista especialista no assunto tira dúvidas

Etnia. As diferenças dermatológicas de cada grupo étnico requerem tratamento individualizado.

Verdade: O número de melanócitos é praticamente o mesmo em toda a espécie humana, o que varia é a produção de melanina e sua distribuição nas diferentes camadas da pele. Isso determina a tonalidade da pele de cada um e é um dos fatores de classificação de cada grupo étnico.

Nos tratamentos a laser a cor da pele não deve influenciar os parâmetros médicos.
Mito: Com certeza deve influenciar e os parâmetros variam bastante. Peles mais morenas tendem a receber menos energia dos lasers por serem mais sensíveis às manchas. Portanto, aumenta-se o número de sessões.

São vários os desafios nos tratamentos de peles étnicas.

Verdade: Os grupos étnicos respondem diferentemente aos tratamentos. No geral, as peles negras precisam de mais sessões de laser por receber menos energia deste em cada sessão e os brancos o contrário: pode-se aumentar os parâmetros do laser e conseguir um resultado satisfatório com menor número de sessões. O amarelo (asiático) é intermediário. Não é recomendado usar luz intensa pulsada no negro, pois não é um único comprimento de onda igual ao laser e, portanto a chance de queimá-lo é alta. No amarelo, pode-se usar, mas com cautela. E no branco, usa-se bastante, com energias até altas e para várias finalidades, como remoção de pelos, manchas, vasos e estímulo de colágeno. Luz intensa pulsada e laser são luzes diferentes!!!

Depois do exame clínico, o dermatologista deve indicar apenas um tratamento estético para atingir resultados satisfatórios.

Mito: A indicação adequada de um tratamento pode requerer técnicas combinadas numa mesma sessão, para melhores e mais rápidos resultados. E há tratamento para todos os tipos de pele e todas as idades. Por isso um bom exame clínico dermatológico e uma boa conversa prévia com o paciente são extremamente importantes para adequar o tratamento às expectativas esperadas.

São vários os resultados positivos no tratamento de peles étnicas.

Verdade: Com certeza, desde que a indicação e a técnica dos procedimentos realizados estejam adequados de acordo para cada caso.

A produção de colágeno não é o objetivo da maioria dos procedimentos dermatológicos.

Mito: No geral, a maioria dos pacientes de pele clara ou branca procura o dermatologista por causa de rugas, flacidez e foto envelhecimento. Já o negro procura por causa de manchas pós-inflamatórias como acne, melasma, queloides e cicatrizes.

O médico dermatologista não precisa levar em conta o tom da pele para avaliar o paciente.

Mito: é de extrema importância olha a tonalidade de pele do paciente, principalmente se ele for optar por tratamentos a laser ou luz intensa pulsada.

Retirada de manchas e pelos em peles negras requer técnica apuradíssima.

Verdade: geralmente a energia do laser é menor no negro e também varia nas diferentes regiões do corpo. Posso aumentar a energia levemente na face, onde a recuperação da pele é mais rápida e preciso diminuir nas pernas, por exemplo. Também são importantes os outros parâmetros como o tempo de duração de pulso de cada disparo do laser, o tipo de comprimento de onda que estou utilizando e se o aparelho me fornece resfriamento ou não.

A pele reage igualmente a fatores externos como os raios ultravioleta, independente do grupo étnico.Mito. A pele negra é mais protegida por apresentar mais melanina que a pele branca.

Com a abordagem terapêutica correta, há solução para os problemas peculiares de cada pele, da negra à branca.

Verdade: com certeza. Porém muitas vezes há necessidade de maior número de sessões, dependendo do tratamento estipulado e das condições da pele naquele momento. No caso de uma pele bronzeada (um paciente que acabou de voltar das férias na praia) – seja ele moreno ou branco – há necessidade de esperar o bronzeado desaparecer para começar um tratamento com luzes (laser ou luz intensa pulsada), pois a melanina está bastante exposta e "reativa" e, portanto as chances de queimaduras e outros efeitos colaterais são maiores.

Estresse não influencia no tratamento das peles étnicas.
Mito: Influencia sim. O stress libera, entre outras coisas, a adrenalina e deixa todo o organismo em estado de alerta, provocando contração periférica dos vasos, aumento na secreção de muco e suor, taquicardia, entre outros sinais. Isso tira o paciente do seu estado de repouso natural alterando todo o funcionamento do organismo podendo provocar uma resposta diferente à esperada.

A pele negra está mais protegida de danos causados pela exposição solar.

Verdade: Ninguém deve ficar sem proteção solar, mesmo que seja com FPS diferentes, mas mais importante do que aplicar um filtro solar com FPS alto é aplicá-lo varias vezes ao dia, a cada 2h se for ao sol, pois a frequência de aplicação protege mais do que a numeração do FPS. Os negros expressam mais melanina no verão que os brancos e ficam mais protegidos. Mas isso não quer dizer que eles estão isentos de aplicarem protetores solares! Os raios solares causam outros tipos de danos no DN das células, morte celulares e imunossupressão.

As maiores queixas de pacientes com peles negras são danos solares e perda de colágeno:

Mito: essas são as maiores queixas dos indivíduos de pele clara. As queixas mais frequentes dos negros são manchas tipo melasma, hiperpigmentação pós inflamação (como acne) e excesso de pelos. Os queloides também são queixas comuns.

Aparelhos de radiofrequência não são capazes de tratar a flacidez e nem diminuir medidas.

Mito: Ela é capaz sim de estimular por aquecimento da região tratada o colágeno e melhorar o aspecto e textura da pele. Porém, ela por si só, não diminui medidas. Há necessidade de agregar uma dieta equilibrada e nutritiva e exercícios físicos.

As maiores queixas de pacientes com das peles brancas são inflamação por acne e melasma.

Mito: São flacidez, rugas e fotoenvelhecimento solar.

O microagulhamento é uma técnica minimamente invasiva e garante à pele brilho e textura.

Verdade: Ele causa um processo inflamatório o próprio sangramento que acontece tem fatores de crescimento e estimuladores de colágeno, nutrindo a pele, melhorando as rugas, dando brilho e vida.

Os avanços nas tecnologias de tratamento dos problemas étnico-estéticos permitem-nos dizer que há soluções com resultados positivos para todos os problemas de pele.

Verdade: Desde que o procedimento seja bem indicado e realizado por profissional qualificado e com experiência prática.

A mesoterapia é um tratamento antigo e ultrapassado.

Mito: A mesoterapia, que é a injeção de princípios ativos na pele (derme), é um procedimento usado até hoje; seja para queima de gordura localizada, seja para melhorar a queda de cabelo, etc.

O estimulo à produção de colágeno para tratamento de rugas e flacidez facial nas peles asiáticas, hispânicas ou negras ainda não é uma vitória terapêutica a ser celebrada nos consultórios da dermatologia cosmética.

Mito: Já pode ser sim, apesar de requerer mais de uma sessão e adequar os parâmetros ideais para cada tipo de pele, caso seja usado laser.

O tratamento a laser não é igual para todos. A indicação dependerá do diagnóstico e da técnica utilizada, como a combinação de laser e outros procedimentos, sua frequência e intensidade.
Verdade: Em teoria, no geral, a regra é: quanto mais moreno, menores são os parâmetros dos lasers e maior a quantidade de sessões para atingir o resultado satisfatório. No branco, com poucas sessões e parâmetros mais elevados, já se pode conseguir o resultado desejado.


Sobre a especialista

Dra. Luciana Maluf (CRM-SP 113699), médica dermatologista do Hospital Sírio-Libanês, na capital paulista, é membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica e da Sociedade Americana de Dermatologia.

http://www.lucianamaluf.com.br

Tratamento de peles étnicas – especialização e excelência

A doutora Luciana Maluf tem anos de treinamento avançado em laser e demais terapias (toxina botulínica, preenchedores, microagulhamento) para tratamento de estrias, manchas e flacidez em peles de diversas etnias.

Recentemente esteve em Washington, nos EUA, para aprimorar sua técnica de tratamento a laser na 'Cultura Clinic', do Dr Eliot Battle, especialista que é referência internacional no tratamento de peles étnicas. 

LEITURA COMPLEMENTAR

Uma dermatologista no Japão
http://www.mundodermato.com.br/index.php/uma-dermatologista-no-japao/

Beleza para a pele escura – o fim dos pontos negros?
http://www.mundodermato.com.br/index.php/beleza-para-a-pele-escura-o-fim-dos-pontos-negros/

13/03/2015

• Seu queixo lhe incomoda? A medicina tem soluções para isso

Doutor Alderson Luiz Pacheco (CRM-Pr 15715) - Divulgação

A cirurgia de implante de silicone no queixo é uma solução para trazer mais harmonia e rejuvenescimento à face. 


Harmonia. Essa é a palavra que todos buscam em praticamente todas as áreas de suas vidas, desde a profissional até a pessoal – passando pela estética, afinal, quem não deseja ter um rosto/corpo harmônico? Porém, nem sempre isso é conquistado de forma “natural”, e é exatamente nesses casos que a medicina entra como um grande auxílio para pessoas que sentem-se incomodadas com a falta de harmonia em suas faces e corpo.

Para ter um rosto considerado harmonioso é preciso que todos os traços ali presentes, desde os olhos, o formato da face, o nariz, os lábios, as orelhas e – por último, mas não menos importante, - o queixo, - sejam proporcionais e, com isso, causem uma boa impressão, a impressão de harmonia ao serem observados.

Sabendo disso, e a fim de conquistar essa harmonia na face, surge a mentoplastia, cirurgia que visa corrigir o posicionamento do queixo por meio da inclusão de uma peça de silicone, geralmente pré-moldada. “Muitas pessoas que não estão satisfeitas com a harmonia da sua face acham que o incômodo está no nariz, nos olhos ou na boca, as partes mais ‘comuns’ em que são feitos procedimentos estéticos, mas, em muitos casos, o foco da falta de harmonia está no queixo da pessoa – e ela só consegue observar isso na hora em que algum especialista lhe diz isso”, comenta o Dr. Alderson Luiz Pacheco, cirurgião plástico da Clínica Michelangelo, de Curitiba – PR.

Isso acontece porque as pessoas acreditam que o mento não apresenta tanto destaque na face – mas, quando entendem a importância que ele tem para definir o formato do rosto e o perfil, passam a olhar para essa parte da face com mais cuidado e atenção. “Outra grande questão é que quando há a alteração de posicionamento do queixo, como a sua retração, por exemplo, é passada a impressão de o nariz ser maior do que realmente é, fazendo com que toda a harmonia da face seja prejudicada”, ressalta o cirurgião.

Além de melhorar o perfil, a mentoplastia também auxilia rejuvenescer e restaurar o contorno e a proporção da face – e, quando se deseja obter melhores resultados com cirurgia de aumento do queixo, ela pode ser feita em conjunto com outros procedimentos faciais, como a rinoplastia, por exemplo, que ajuda a criar uma maior harmonia na face.

Nos casos considerados mais sérios, que acontecem quando a mandíbula está em retração completa, o implante de silicone não é o suficiente. “Para esses pacientes, existem cirurgias mais complexas, que exigem remodelações e avanços ósseos,” explica Pacheco, que lembra que antes de tomar qualquer decisão, é preciso fazer uma consulta médica, em que o profissional avaliará as proporções faciais do paciente a fim de determinar qual a melhor solução para cada caso. “A mentoplastia é ideal para tornar o rosto mais proporcional e melhorar a autoestima das pessoas sem que a aparência delas seja mudada radicalmente”, relembra.

O procedimento é comumente realizado sob anestesia local e a duração da cirurgia é de aproximadamente meia hora. A alta é prevista para o mesmo dia e a cicatriz é, na maioria das vezes, quase imperceptível e se localiza logo abaixo do queixo, sendo que os resultados definitivos aparecem em torno de 12 a 18 meses após o procedimento.

Doutor Alderson Luiz Pacheco (CRM-Pr 15715)
Cirurgião Plástico
Sites: http://www.alplastica.com
http://www.michelangeloclinica.com.br
Blog: http://draldersonluizpacheco.wordpress.com
Email: plastica.pacheco@yahoo.com.br
Fone: (41) 3022-4646 e 4141-4424
Endereço: Rua Augusto Stellfed, 2.176, Champanhat, Curitiba/PR.

11/03/2015

• Pesquisa revela que 39% dos jovens brasileiros gostariam de viver entre 76 e 85 anos; 21% dos idosos querem chegar aos 95 anos


Conduzida pela Zhuo Consultoria e Giacometti Comunicação com mais de mil entrevistados, a pesquisa "Longevidade" aponta que os jovens brasileiros, a despeito de várias correntes do conhecimento humano que mostram que logo será possível chegar aos 120 anos com mais qualidade de vida, não querem viver muito. Entre os entrevistados, apenas 13% dos brasileiros com idade entre 20 anos e 35 anos acreditam que vão viver mais que 90 anos. No Rio de Janeiro e no Recife, a vontade de viver é maior; em Porto Alegre, somente 21% dos jovens acreditam que chegarão tranquilamente aos 100 anos.

A percepção da maior longevidade, cada vez mais constatada pela ciência, não faz parte do cotidiano dos jovens brasileiros. O imediatismo da sociedade excessivamente individualizada; a ausência de uma educação voltada para o autoconhecimento e baseada em estudos da filosofia, sociologia e psicologia – além da inexistência da Ágora, substituída pelos botecos e pelo Facebook – podem estar na raiz do problema, de acordo com a pesquisa Longevidade: a perspectiva da longevidade e o impacto na sociedade, conduzida pela Zhuo Consultoria e Giacometti Comunicação. Realizado em São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre, o estudo mostra que 39% dos jovens em idade entre 20 anos e 35 anos gostariam de viver entre 76 anos e 85 anos.

Segundo o coordenador e idealizador da pesquisa Dennis Giacometti, sócio-presidente da Giacometti Comunicação e da Zhuo – Gestão, Inovação e Estratégia de Marca, o estudo aponta que somente 13% dos entrevistados (idades entre 20 anos e 35 anos) acreditam que vão viver mais de 90 anos; entre esses , 40% têm conhecimento de que se capricharem poderão viver até os 120 anos com uma significativa qualidade de vida. "É importante ressaltar que os mais jovens em geral não estão conscientes de que – com os avanços da ciência e ao tomarem os cuidados necessários com a saúde e com o espírito – não só poderão viver mais mas com mais qualidade de vida. Ainda não caiu a ficha. Ao afirmarem que não querem chegar aos 100 anos, os jovens olham para o espelho retrovisor e levam em conta apenas a experiência dos avós, mais negativa", avalia Dennis Giacometti. Com isso, os jovens perdem a oportunidade de se preparar melhor, hoje, para a nova realidade, cuidando mais da saúde, da atualização na área da educação e da evolução espiritual. "Alertar os jovens para essa nova realidade, que já faz parte de suas vidas, é uma forma de motivá-los a buscar a renovação constante", destaca o executivo.

1DennisGiacometti_sociopresidenteO estudo identifica diferenças regionais. Recife e Rio de Janeiro, cidades privilegiadas pela natureza e com estilo de vida e religiosidade diferentes do resto do país, têm resultados diferentes, mostrando que os mais jovens têm vontade de ter uma vida mais longeva. Em Porto Alegre, domina a visão racionalista da colonização europeia com somente 21% dos jovens acreditando que chegarão tranquilamente aos 100 anos", avalia o executivo.

Giacometti analisa que enquanto o lado inconsciente do jovem inspira potência e inabalável força, o lado consciente impõe dúvidas sobre o futuro – sobretudo por se espelharem na idade dos avós. Quando perguntados se a idade especificada "é realmente a idade que você quer viver? Se SIM, por quê?", 35% dos jovens entre 20 e 35 anos dizem que é porque é "o limite para não ficar dependente/para se manter ativo". "Essa é a principal razão para a maioria, 39%, afirmar que quer viver de 76 a 85 anos. A segunda razão é acreditar que essa idade é o suficiente para ver os filhos/netos criados. Para a maioria, a faixa etária que vai de 76 a 85 anos é o limite para não ficar dependente e o suficiente para acompanhar as futuras gerações", analisa Giacometti.

Na média geral – com entrevistados entre 20 anos e mais de 70 anos –, 41% gostariam de viver de 76 anos a 85 anos; 20% de 86 anos a 95 anos. No Recife está a maior média aspiracional do país – 52% dos recifenses querem viver entre 86 anos e 100 anos. Em São Paulo, 23% apontaram como ideal entre 66 anos e 75 anos; 42% de 76 anos a 85 anos. No Rio de Janeiro, 44% dos fluminenses querem viver entre 76 anos e 85 anos; 28%, de 86 anos a 95 anos. Em Porto Alegre, 42% querem viver de 76 anos a 85 anos. São Paulo e Porto Alegre apontam percentuais menores para a "idade que quer viver": 42% dos entrevistados, nas duas cidades, querem viver entre 76 e 86 anos.

Principais destaques do recorte "Os jovens e a longevidade"

Quantos anos você gostaria de viver


Entre 20 anos e 35 anos

- 39% querem viver de 76 a 85 anos e 16% de 86 a 95 anos.

- Em São Paulo, 25% de 66 a 75 anos e 39% de 76 a 85 anos.

- No Rio de Janeiro, 46% querem viver de 76 a 85 anos e 23% de 86 a 95 anos.

- Em Recife, 38% querem viver de 76 a 85 anos e 43% de 86 a 100 anos.

- Em Porto Alegre, 25% querem viver de 66 a 75 anos e 39% de 76 a 85 anos.

Entre 36 anos e 55 anos

- 41% querem viver de 76 a 85 anos e 17% de 86 a 95 anos.

- Em São Paulo, 32% querem viver de 66 a 75 anos; 42% de 76 a 85 anos.

- No Rio de Janeiro, 46% (76 a 85 anos) e 26% (86 a 95 anos).

- Em Recife, 32% (76 a 85 anos) e 50% (86 a 100 anos).

- Em Porto Alegre, 32% (66 a 75 anos) e 42% (76 a 85 anos).

Entre 56 e 69 anos

- 42% querem viver de 76 a 85 anos e 21% de 86 a 95 anos.

- Em São Paulo, 14% (66 a 75 anos) e 46% (76 a 85 anos).

- No Rio de Janeiro, 42% e 31%, respectivamente 76/85 anos e 86/95 anos.

- Em Recife, 23% e 60%, de 76/85 anos e 86/100 anos.

- Em Porto Alegre, 14% e 46%, respectivamente 66/75 anos e 76/85 anos.

Aos 70 anos ou mais

- 32% querem viver de 76 a 85 anos e 34% de 86 a 95 anos.

- Destaque para Rio de Janeiro, 38% (76 a 85 anos) e 38% (86 e 95 anos) e Recife, 33% e 66%, respectivamente 76/85 anos e 76/100 anos.

Quantos anos você acha que vai viver?

- Na média geral a maioria dos entrevistados (40%) acredita que viverá de 76 anos a 85 anos; apenas 2% acreditam que viverão mais de 100 anos.

- A faixa etária dos mais jovens (entre 20 e 35 anos) em geral é menos crédula quanto à Longevidade, situando-se na média ou abaixo dela. A maioria dos entrevistados nessa faixa etária (39%) acha que viverá de 76 a 85 anos.

Entre 20 anos e 35 anos

- 39% acreditam que vão viver de 76 a 85 anos; 16% entre 86 e 95 anos; 11% de 96 a 100 anos e 2% mais de 100 anos.

Entre 36 anos e 55 anos

- 41% acreditam que viverão de 76 a 85 anos e 17% de 86 a 95 anos. Apenas 1% acredita que viverá mais de 100 anos.

Entre 56 e 69 anos

- 42% acreditam que vão viver de 76 a 85 anos e 21% de 86 a 95 anos. Apenas 3% acreditam que viverão mais de 100 anos.

Aos 70 anos ou mais

- 42% acreditam que vão viver entre 76 e 85 anos; 34% de 86 a 95 anos. Apenas 4% acreditam que viverão mais de 100 anos.

Estudo "Longevidade"

Diversas correntes do conhecimento humano – biotecnologia, neurotecnologia, nanotecnologia e medicina – mostram que uma criança nascida hoje pode viver até os 120 anos se tiver práticas saudáveis. Com esse ponto de partida, o estudo Longevidade: a perspectiva da longevidade e o impacto na sociedade buscou averiguar o grau de consciência dos brasileiros sobre o aumento da expectativa de vida e o impacto dessa perspectiva na vida do cidadão. Coordenado pelo arquiteto e publicitário Dennis Giacometti, o estudo avaliou a relação não apenas de idosos mas de jovens, com esse novo cenário trazido pela longevidade.

A pesquisa foi realizada em três fases. Na primeira, qualitativa, a equipe da Zhuo Consultoria e Giacometti Comunicação organizou dois grupos de diferentes áreas do conhecimento que debateram o tema "a nova longevidade". O grupo foi composto por Carlos Frederico Lúcio, antropólogo; Dante Marcello Claramonte Gallian, historiador; Frank Usarski, cientista da religião; Jorge Feliz, economista político; Júlio César Pompeu, filósofo; Maria Lúcia Santaella Braga, semioticista; Pedro Luiz Ribeiro de Santi, psicanalista; Irene Gaeta Arcuri, psicóloga; João Toniolo Neto, geriatra; José Carlos Ferrigno, psicólogo; Júlio Sérgio Cardozo, contador e administrador; Roberto Carlos Burini, biomédico; e Shirlei Schnaider Borelli, dermatologista.

Na segunda fase, foram organizados seis minigrupos com pessoas de diferentes perfis da sociedade – homens e mulheres das classes A, B e C, com idades entre 20 anos e 60 anos – para pré-testar a estrutura de abordagem das questões referentes ao novo universo da longevidade. Na terceira fase e com todas as hipóteses em mãos, iniciou-se a pesquisa quantitativa em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Recife, em uma amostra composta por mil casos. Participaram pessoas com idades entre 20 anos e 70 anos, das classes A, B e C. O Critério Brasil foi o adotado.

O estudo Longevidade: a perspectiva da longevidade e o impacto na sociedade teve início em 2013 e assume a proposta de atualizações periódicas. A nova edição foi concluída em novembro de 2014; ao longo de 2015 novos recortes serão divulgados à imprensa. O estudo na íntegra pode ser solicitado pelo e-mail: betania.lins@printeccomunicacao.com.br

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