• Mais de 10% das pessoas voltam a engordar após cirurgia de obesidade



Plasma de argônio endoscópico é opção para pacientes que reganham peso após procedimento bariátrico

No mundo há mais de um bilhão de adultos com sobrepeso e 300 milhões com obesidade segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). “No Brasil, a obesidade é uma doença crônica que afeta cerca de 18% das mulheres e 13% dos homens”, relata cirurgião do aparelho digestivo e especialista em cirurgia da obesidade do Hospital VITA Dr. Giorgio Baretta. Isso representa cerca de 19 milhões de habitantes, sem contar os mais de 50% de brasileiros com sobrepeso, segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica.
“Nos Estados Unidos, cerca de dois terços dos indivíduos são obesos ou têm excesso de peso, um em cada três norte-americanos é considerado obeso, e a outra terça parte sofre de excesso de peso crônico”, explica o médico. Em geral 31% dos homens e 35% das mulheres sofrem de obesidade e apenas 1% destes têm acesso à cirurgia bariátrica. No Brasil, que ocupa a segunda colocação nesse tipo de procedimentos, foram realizadas cerca de 93,5 mil cirurgias bariátricas em 2015, o que representa um crescimento de 6,25% se comparado ao mesmo período de 2014. Mas, de acordo com o especialista, o problema não acaba com a realização do procedimento, já que entre 10% a 20% dos pacientes voltam a ganhar peso com o passar dos anos, aumentando as chances de doenças associadas à obesidade como diabetes, hipertensão arterial, dislipidemia (aumento do colesterol e triglicerídeos), apneia do sono e artropatias. “Além disso, ficam mais suscetíveis a sofrer com baixa autoestima e problemas psicológicos ou psiquiátricos”, complementa.
O que fazer com este número cada vez maior e mais preocupante de novos obesos “de novo”?
“Primeiro devemos levar em consideração os motivos pelos quais esses pacientes reganham peso”, alerta Baretta. Os maus hábitos dietéticos como a ingesta abusiva de doces e álcool, o sedentarismo, a má escolha da técnica cirúrgica pelo paciente ou pelo cirurgião e o rápido esvaziamento dos alimentos do novo estômago pela dilatação ou confecção maior da anastomose gastrointestinal (costura entre o estômago novo e o intestino desviado) devem ser investigados. Uma boa entrevista com o paciente, avaliação nutricional e psicológica ou psiquiátrica no pré-operatório, bem como o incentivo à atividade física e aos retornos com a equipe multidisciplinar são de fundamental importância para evitar o insucesso da cirurgia bariátrica. Com relação à anastomose gastrointestinal, várias técnicas para redução do seu calibre vêm sendo tentadas, porém sem muitos resultados animadores. Quanto maior o calibre desta anastomose, mais rápido o esvaziamento gástrico e consequentemente maior a ingesta alimentar. O contrário é verdadeiro, ou seja, quanto menor o diâmetro desta “saída” do novo estômago operado, mais lento será o esvaziamento gástrico e mais precoce será a saciedade alimentar do paciente.
Baseado neste preceito, o Serviço de Endoscopia do Hospital VITA Batel – Endobatel vem realizando, desde 2009, um procedimento endoscópico que visa reduzir o diâmetro da saída do estômago operado em pacientes já submetidos à cirurgia bariátrica e que estão reganhando peso. Trata-se da coagulação com plasma de argônio. O plasma de argônio ganhou importância no campo da endoscopia digestiva desde a década passada. Esta técnica promove uma termocoagulação da mucosa da anastomose gastrointestinal e consequentemente uma redução do seu calibre. Com isso, o esvaziamento gástrico é retardado e a saciedade alimentar do paciente torna-se mais precoce.
O procedimento é ambulatorial, ou seja, o paciente recebe alta logo após despertar da sedação que é realizada sob a supervisão de um médico anestesiologista. São realizadas no mínimo três sessões com intervalo de 6 semanas entre cada uma delas. Os resultados iniciais são animadores, porém o paciente deve ser encorajado a realizar atividade física e acompanhamento psicológico.
A vantagem de tudo isso é que o procedimento é minimamente invasivo, não necessitando de outra cirurgia; praticamente isento de riscos e completamente bem tolerado pelos pacientes. “Esta é uma boa opção no vasto arsenal terapêutico disponível no auxílio do número cada vez maior de obesos em todo mundo”, conclui o médico.

• Odontologia além da estética

Especialista da The Dental SPA explica como cuidar da boca também acaba com dores de cabeça e de ouvido 

Dor orofacial é toda dor que se localiza na face e dentro da boca. São bastante comuns e chegam a afetar cerca de 20% da população. O problema pode vir da própria face ou de áreas próximas, como cabeça, pescoço e até mesmo da região do tórax. 
Segundo o Comitê de Dor Orofacial da Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, as causas mais comuns vêm de problemas dentários, das gengivas, língua e ossos maxilares. Além disso, doenças como câncer, problemas cardíacos, diabetes, artrite reumatóide e fibromialgia também podem causar esse tipo de dor. Apresentam-se como dor de ouvido, de cabeça ou até dentária, e podem estar associadas também ao bruxismo (ato de ranger os dentes) e a disfunções temporomandibulares (ATM).
“Por conta das inúmeras possibilidades de causa, é importante que o diagnóstico seja feito de forma minuciosa e por um cirurgião-dentista especializado no tratamento das dores orofaciais. Já o tratamento desse problema, pode e deve ser feito por uma equipe de profissionais de diferentes especialidades, principalmente no caso das dores crônicas, aquelas que duram mais de seis meses.”, afirma a dentista e diretora do The Dental SPA, Dra. Cristina Gottlieb.
Ainda segundo a especialista, neurologistas, fisioterapeutas e psicólogos são alguns dos médicos que também podem contribuir para esse tratamento. E além disso, em 10% dos casos, sinusite também é causada por problema nos dentes.
Como evitar esse mal:
“A dor depende de múltiplos fatores para se estabelecer, que incluem aspectos emocionais, sociais, genéticos, doenças prévias, entre outros. Por isso, a melhor e mais eficiente forma de se prevenir é cuidando da saúde de uma forma geral”, explica a Dra. Cristina. “No caso dos problemas bucais, que são as causas mais comuns dessa doença, o que ajuda é uma higiene bucal rigorosa, feita com o auxílio do fio dental e dos raspadores linguais, e visitas frequentes ao dentista”, comenta.
É preciso cuidar não somente da saúde física, mas da mental e social também. Além disso, devemos estar sempre atentos à dor aguda (aquela de curta duração), para que não permaneça e se prolongue a ponto de se tornar crônica. “O atendimento precoce para um diagnóstico correto e preciso é fundamental. Quanto mais cedo seu médico ou dentista for procurado, melhor e menos difícil é o tratamento para o paciente”, finaliza a especialista.
Serviço: The Dental SPA
Drª Cristina Gottlieb
(21) 2132-7277/ 2025-2009 / 3827-7277
Shopping Città América (Av. das Américas, 700 lj 113-C e D, piso térreo - Barra da Tijuca – Rio de Janeiro).

• Cólicas menstruais podem estar associadas a problemas de saúde

A maioria das mulheres já passou por uma crise de dismenorreia, popularmente conhecida como cólica menstrual. Com intensidade variada, o problema atinge mensalmente a maioria das mulheres. Mas nem por isso deve-se deixar de lado, as cólicas podem estar associadas a problemas de saúde e, por isso, devem ter acompanhamento médico.
A cólica menstrual caracteriza-se por ciclos de dor intensa, com aumento gradual da intensidade até um pico e depois melhora lentamente. “A severidade é variável, e pode irradiar para a região lombar e coxas”, explica o ginecologista do Hospital VITA Dr. Francisco Furtado Filho.
Segundo ele, algumas mudanças de hábitos são suficientes para amenizar o desconforto e mal-estar. Seguir uma dieta equilibrada, praticar atividades físicas, fazer alongamentos e aplicar calor local, seja com bolsa ou panos quentes, contribuem para aliviar as dores. Furtado explica que o uso de medicamentos é permitido desde que com acompanhamento médico, já que o uso indiscriminado pode mascarar outros problemas. “Caso as cólicas não sejam resolvidas com medidas simples e sejam persistentes e cíclicas, deve-se procurar ajuda médica para o devido diagnóstico”, alerta.
Tipos de cólicas:
Adenomiose - As células endometriais invadem o espaço entre as fibras musculares do útero e, em alguns casos, formam nódulos simulando miomas, chamados adenomas. As cólicas são crônicas, com irradiação para as coxas e/ou região lombar, acompanhadas de sensação de peso no abdômen, com ou sem alterações dos sistemas urinário e/ou intestinal. Além disso, segundo Dr. Furtado, podem ocorrer dor nas relações sexuais.

Endometriose pélvica - Este tipo caracteriza-se pela presença de células do endométrio fora da cavidade uterina. As cólicas são habitualmente cíclicas, piorando no período pré-menstrual e menstrual, podendo variar de intensidade independentemente do grau de endometriose. “A endometriose pélvica pode estar associada à infertilidade, e nem sempre provoca dor”, explica Furtado.

Retroversão uterina (ou “útero virado) - Ocorre quando o útero encontra-se com o fundo do corpo uterino voltado para a coluna lombar e sacral. Pode causar cólicas de diferentes características e intensidades, e pode acompanhar mudanças de hábitos intestinais e urinários.

• ALZHEIMER: COMO NOTAR OS SINAIS E LIDAR COM OS SINTOMAS?

Por Prof. Dr. Mario Louzã, médico psiquiatra, doutor em Medicina pela Universidade de Würzburg, Alemanha. Membro Filiado do Instituto de Psicanálise da Sociedade Brasileira de Psicanálise de São Paulo (CRMSP 34330)

A doença de Alzheimer foi descrita pelo psiquiatra alemão Alois Alzheimer, em 1906. Trata-se de um processo degenerativo do sistema nervoso central que atinge, em geral, pessoas acima dos 65 anos de idade. Essa é a forma mais comum de demência no idoso. O desenvolvimento da doença acontece quando o cérebro produz a proteína tau (intracelular) e o peptídeo beta-amiloide. Essas substâncias são tóxicas para os neurônios e estes acabam morrendo com o tempo. A perda neuronal leva à progressiva redução da massa cerebral e, consequentemente, aos sintomas da doença.

Nas fases iniciais, os sintomas mais importantes são as falhas progressivas de memória em relação a fatos recentes. Já os fatos antigos, ficam preservados. A pessoa pode se lembrar detalhadamente de algo que ocorreu há 50 anos, mas não se lembra de algo que ocorreu ontem, ou há poucas horas. Muitas vezes, faz a mesma pergunta repetidamente, ouve a resposta, mas logo se esquece e pergunta de novo.

A medida que a doença progride, a pessoa começa a ter dificuldade para se orientar no tempo e no espaço. Ela pode se perder ao sair na rua para ir a um lugar conhecido, e depois não achar o caminho de volta. Outros sintomas são alterações do sono, agitação ou apatia, e até quadros psicóticos. Na fase final da doença, o paciente perde a capacidade de se expressar, não reconhece nem os familiares e não consegue mais cuidar de si mesmo, demandando a presença de cuidadores em tempo integral.

Ainda há dúvidas e controvérsias sobre as causas da doença de Alzheimer. Uma das certezas é que a genética é um dos fatores influenciadores. O sistema nervoso central produz uma proteína chamada apolipoproteína E (ApoE). Essa proteína tem algumas sub-formas, e a presença do alelo E4 do gene da apolipoproteína E (ApoE4) é considerado fator de risco elevado para o desenvolvimento da doença. Outros fatores que podem estar envolvidos na doença de Alzheimer é a presença de radicais livres (chamado stress oxidativo), diabetes, traumatismos cerebrais e elevação da homocisteína, um aminoácido presente no sangue que está relacionado com o surgimento de doenças cardiovasculares.

Na doença de Alzheimer, há uma redução importante de um neurotransmissor chamado “acetilcolina”. A maioria dos medicamentos usados no Alzheimer aumenta a quantidade deste neurotransmissor no cérebro. Estes medicamentos não recuperam o que já foi perdido (ou recuperam muito pouco), mas são úteis para reduzir a velocidade da progressão da doença. Além do tratamento medicamentoso, os cuidados com a saúde física, com a organização do ambiente do paciente e com a aplicação de atividades que auxiliem na memória (leituras, jogos e informações que irão incentivar o exercício mental) contribuem para manter a qualidade de vida do paciente.

• Atenção adolescentes: Vocês já podem retirar os sisos antes de sofrerem com as dores

Especialista do Centro de Deformidades da Face esclarece mitos e verdades sobre o dente siso 

Os dentes do siso são os últimos dentes a nascer, geralmente entre os 16 e 20 anos de idade, e causam muito incomodo na maioria dos adolescentes e jovens adultos. No entanto, especialistas afirmam que não é necessário esperar até que nasçam completamente para que sejam retirados. E em alguns casos, a cirurgia nem é necessária.
A especialista, Dra. Cristina Jardelino, do Centro de Deformidades da Face, afirma “O ideal é que sejam retirados até os 30 anos de idade, pelo menor risco de complicações. Mas por volta dos 17 anos, mesmo que o dente ainda não seja visível na gengiva, é possível que seja localizado através de raio-X e determinado se já está na hora de ser retirado”
Ainda segundo a Dra. Cristina, durante os 17 e 18 anos, só há 2/3 da raiz do siso formada, e por isso, também facilita a extração. “Em casos comuns, a cirurgia é feita dentro do consultório dentário, dura aproximadamente de 20-40 minutos e é feito com anestesia local. O paciente é mandado para casa do mesmo dia e recomendado a ingerir bastante gelado”, explica.
Um fato comum, de acordo com a especialista, é também a falta dos sisos “Com a evolução da nossa espécie, a arcada dentária diminuiu de tamanho e também em número de dentes. O siso é considerado um dente extra, portanto, com essa evolução, muitas pessoas já não os têm mais. E os que têm, é de extrema importância que sejam avaliados, pois, podem desencadear processos infecciosos, cistos ou até mesmo tumores, além de atrapalhar a mastigação e desalinhar os outros dentes”, comenta Dra. Cristina.
Mas alerta, que apenas um profissional de odontologia pode determinar se o siso realmente não nasceu. “Pode ser que ele não tenha atravessado a gengiva por falta de espaço, não somente porque não está lá, e só pode ser comprovado através de um raio X. Nesses casos, também é necessário que sejam retirados”, afirma.
A Dra. Cristina também afirma que existem alguns outros mitos em relação aos dentes do juízo:
- Se você já extraiu um siso, não necessariamente precisa extrair todos os outros juntos. A não ser que sejam do mesmo lado da boca;
- Os sisos causarem perda óssea é muito raro, e depende mais de outros fatores, como inflamações nas gengivas e uma infecção crônica muito séria;
- O siso não atrapalha a fala e nem a respiração, mas pode sim afetar a sua mordida.
É extremamente importante que o dente do siso seja removido por um profissional habilitado, de preferência um especialista em cirurgia buco-maxilo-facial. Caso a remoção cirúrgica do siso seja feita de forma incorreta, pode ocorrer fratura da mandíbula, deslocamento do dente para cavidade dos seios maxilares e dormência permanente da língua ou lábio inferior.
Para saber mais sobre o Centro de Deformidades da Face, acesse: www.cddf.com.br
Serviço: Centro de Deformidades da Face do Rio de Janeiro (CDF Rio)
Dr. Alexandre Maurity
Dr. Bruno Chagas
Dra. Cristina Jardelino
Barra da Tijuca - Av das Américas, 1155 - Sl1308
Campo Grande - Rua Olinda Ellis, 93 - Hospita oeste D'or
Bangu - Rua Francisco Real, 752 - Hospital de Clínicas de Bangu
Niterói - Rua Aurelino Leal, 40 - 3º Andar | Rua Coronel Moreira Cesar, 26
Icaraí - Trade Center, Sala 1101

• Queda de cabelo aumenta no inverno

Alexandre Haddad*
A alopecia (queda capilar) intensifica durante o inverno, já que neste período aumenta-se a temperatura da água do banho, diminui-se o número lavagens dos fios e usa-se com mais frequência secadores, boinas, chapéus, e como consequência disso, aumenta a probabilidade de caspa, fios opacos e sem brilho, ressecamento e queda. Para compensar estes fatos, ocorre um abuso no uso de secadores de cabelos, cremes e leave in que podem provocar irritações no couro cabeludo.
Acordar e perceber vários fios no travesseiro, a quantidade de cabelo que cai durante o banho ou ao pentear o cabelo assusta as pessoas. É normal perder de 100 a 150 fios durante o dia, porém essa quantidade podem aumentar até a 600 fios por dia durante o inverno.
A queda dos fios é parte natural do ciclo de vida dos cabelos. Este ciclo consiste em três fases de: a denominada fase anágena que tem duração de 2 a 4 anos, podendo durar até 8 anos; repouso, também chamada de fase catágena, tem duração média de 3 semanas; e queda, que constitui a fase telógena e tem duração de 3 a 4 meses.
Este tipo de queda, chamado de eflúvio telógeno, pode durar de 1 a 3 meses. O termo telógeno refere-se a fase de queda do cabelo, que ocorre quando os fios que já estavam prontos para cair, caem de forma excessiva em vez de caírem aos poucos.
Mas afinal, quantos fios temos?
São os folículos que determinam os mais variados tipos de pelos do corpo, desde a penugem até os do couro cabeludo. Essa quantidade varia de acordo com a idade da pessoa. Entre 20 e 30 anos, a cabeça humana tem, em média, 615 fios por centímetro quadrado – o que equivale a cerca de 150 mil fios. Dos 30 aos 50 anos, o número cai para 485 fios e vai diminuindo lentamente. Por exemplo, uma pessoa com 80 anos, saudável, possui 435 raízes por centímetro quadrado.
Os fios se formam muito cedo, quando o bebê ainda está na barriga da mãe. O recém-nascido tem de 100 mil a 150 mil folículos no couro cabeludo. Cada um produz um fio. Eles não desaparecem com a idade, apenas param de produzir cabelos. Esses números valem para os dois sexos e para todas as etnias. O que varia é a consistência do fio, que pode ser mais grosso ou mais crespo.
Alopecia androgenética - Há também outro tipo de queda de cabelos, onde não se nota tanto a queda, mas sim os cabelos mais “ralos”. Na alopecia androgenética os fios ficam extremamente finos e o couro cabeludo fica mais visível. Para não ficar na dúvida, é importante procurar um especialista e checar a saúde capilar. As receitas caseiras podem piorar o quadro de queda, por isso, é aconselhável sempre procurar um especialista.
O dermatologista avaliará toda a história clínica e o exame físico, que pode ser complementado com a tricodermatoscopia (exame relativamente simples, não invasivo, realizado com um aparelho chamado dermatoscópio). Em alguns casos o médico poderá solicitar exames laboratoriais: avaliação hormonal, hemograma completo, dosagem de vitaminas e minerais e, em alguns casos, biópsia da pele do couro cabeludo para definir o diagnóstico e o tratamento adequado. O tratamento é composto, basicamente, por medicações via oral e tópicas, shampoos e mesoterapia capilar (injeções intradérmicas aplicadas no couro cabeludo).

Dr. Alexandre Haddad, médico dermatologista do Hospital VITA

• Como anda o seu psicológico na prática de esportes?

Psicólogo de atletas explica como a sua autoconfiança atinge diretamente o seu desempenho

Com as Olímpiadas se aproximando no Rio de Janeiro, o mundo todo volta seus olhares para as rotinas das centenas de competidores dos diversos países participantes. Muito se fala sobre suas dietas, treinos, o quanto são preparados fisicamente, suas habilidades na quadra ou no tatame, e das diversas e inovadoras técnicas de treino, sempre visando a melhor performance possível. No entanto, pouco ouve-se dizer sobre a capacidade mental desses atletas, o quão duro trabalham sua concentração, foco e autoestima. Em uma competição mundial como as Olímpiadas, a pressão dos já consagrados “atletas de elite” se torna muito maior, pois as medalhas e suas posições no ranking não serão só deles, mas sim, de suas nações inteiras.
Segundo o psicólogo e coach João Alexandre Borba, o coaching ajuda o atleta a localizar seus pontos fortes - não só com relação ao esporte - mas também com relação a sua parte emocional. Quando o atleta consegue localizar os seus pontos emocionais de força, as suas forças internas e os seus pontos a serem melhorados, ele consegue aos poucos ir se potencializando. “O lado emocional é muito trabalhado, para que o atleta comece a desenvolver uma segurança para momentos de tensão e para que ele saiba lidar com o emocional dele, e não perca para ele mesmo. Como todo atleta é voltado para resultados, encaixa perfeitamente com o coaching, porque a gente também trabalha com foco e resultados. Ampliamos a responsabilidade do atleta, fazendo com que ele se perceba cada vez mais e mapeie as suas forças internas, para que ele possa traçar planos que gerem resultados”, diz.
São nas competições mais importantes, que se enfrentam os melhores adversários e, consequentemente, onde a competição se torna mais difícil. Há quem diga, inclusive, que um dos motivos para o desempenho da nossa própria seleção brasileira na Copa do Mundo de 2014, foi devido ao descontrole emocional dos atletas. A pressão social nos jogadores, que competiam “em casa” – sendo o Brasil um dos países mais consagrados no futebol mundialmente – e o desespero por ter que ganhar e corresponder às expectativas de mais de 180 milhões de torcedores. Mesmo que tática e fisicamente preparados, perderam quando não conseguiram equilibrar as emoções e renderam-se a elas.
Ainda segundo o especialista, no coaching psicológico esportivo, o principal objetivo é trabalhar o segundo mais difíciladversário dos atletas: seus adversários internos, ou seja, eles mesmos. “No futebol, assim como em qualquer esporte, o atleta precisa trabalhar a questão de desenvolver o sentimento de se permitir ser grande. Porque ele vai ser aclamado, aplaudido por muitas pessoas, e por isso precisa ver dentro dele esse sentimento de grandiosidade, para poder libertá-lo e fazer essa força acontecer”, firma o coach.
Muitos atletas, com medo da exposição pública e das críticas que podem acabar recebendo, acabam por deixar que esse medo os paralisem, e eles mesmos se diminuem, porque entendem que, se ele não arriscarem muito, também não erram muito. “No momento em que eu me torno grande, eu amplio a minha capacidade de receber mais vitórias. É muito bom liberar isso no atleta, e fazê-lo se sentir maior, melhor com ele mesmo, e alcançar cada vez mais resultados, e crescer em força. Porque quando eu cresço em força, eu posso me oferecer grande para o mundo, na minha melhor versão", finaliza o psicólogo.
Serviço: João Alexandre Borba
Co-CEO do Instituto Internacional Japonês de Coaching e Psicólogo

• A mulher das últimas gerações

Psicóloga fala do papel da mulher em casa, no trabalho e na maternidade 

As mulheres da sociedade atual têm conquistado seu espaço em várias esferas da vida através da capacitação, paciência e agilidade. Antigamente era conhecida como a mãe, a dona de casa e a esposa, mas hoje divide funções no mercado de trabalho, é empreendedora e nem por isso deixa de ser uma boa figura materna.
De acordo com a psicóloga Carla Ribeiro, o espaço que a mulher vem conquistando em posição de liderança, principalmente em empresas, se vê ainda um corpo feminino pequeno que batalha bastante para estar ali, defendendo o seu gênero e deseja ser vista capacitada. “O desafio da mulher ainda é exercer funções que os homem achavam que só eles poderiam fazer, por alguma razão ou tradição e as mulheres acabaram chegando a esse mercado de trabalho capacitando-se o suficiente para ocupar esses cargos antes masculinos”, diz.
Baseada na experiência de 20 anos em consultório clínico, a profissional afirma que a mulher prioriza o estudo mais do que os homens. “Os homens têm buscado se atualizar, mas as mulheres sabem que para mostrar o que sabem no meio profissional, elas precisam conhecer a fundo, detalhadamente, cada situação, cada profissão, para que ela venha a exercer com competência, e não só aprender na prática”, aponta Carla. Com isso as mulheres têm conquistado o seu espaço com uma base acadêmica, de uma forma bastante consolidada.
A mulher de antigamente era diretamente ligada aos cuidados da casa e da família, tendo em vista atividades que não exigissem complexidade, criatividade ou inovação. No entanto, para Carla, a mulher começou a ver que ela também tem esse perfil empreendedor e está ciente de que pode entrar nesse mercado para competir. “O papel da mulher hoje mudou bastante no mercado de trabalho. Ela tem entrado gradativamente, ganhando espaço e respeito, cumprindo esse espaço com qualidade e eficiência. A mulher acredita que a presença do homem é importante e deve ser respeitada tanto quanto a sua posição”.
Algumas mulheres ainda sentem-se inseguras com o mercado de trabalho por diversos fatores. Segundo a psicóloga, “quem sabe nesses casos falte um pouco mais de autoconfiança, conhecimento, para que ela possa mostrar tudo que ela pode fazer, com qualidade e competência”. Hoje em dia, mesmo com o papel da mulher já consolidado como profissional, ainda falta um ambiente de trabalho preparado para receber essa mulher. “Falta também olhar não para a figura feminina, mas para o que ela traz de bagagem, de experiência, de conteúdo, do que ela faz melhor. Então, a mulher está levando para o mercado de trabalho o que ela estudou e aprendeu”, pontua Carla.
Além do trabalho, a mulher das últimas gerações tem buscado expandir seu conhecimento por meio de cursos e graduações, o que diminui o tempo livre para planejar uma gravidez, por exemplo. “Pela experiência que tenho como psicóloga, muitas mulheres atualmente priorizaram a carreira. As mulheres hoje são estimuladas a estudar e se qualificar desde cedo. Então, o sonho da maternidade acaba se adiando”.
Apesar de desejar o crescimento profissional, uma boa carreira, condições financeiras melhores, viagens e outros milhares de sonhos, a mulher ainda passa pelo sentimento da culpa e impotência quando precisam deixar os seus filhos na creche, com uma babá ou até mesmo alguém de confiança da família. “O que diminui esse estresse feminino é a ajuda do parceiro, pois, assim, essa mulher consegue lidar melhor com esse sentimento que está deixando seu filho fragilizado. Esses momentos são importantes para ela e o companheiro, e também para a criança. São coisas que as crianças também precisam passar para entender que essa mãe não poderá estar com elas durante 24 horas do dia”, conclui Carla.
A mulher está cada vez mais desafiadora dos seus limites e tem conseguido se desafiar ainda mais por meio do trabalho. Procura-se uma parceria entre homens e mulheres, para que possam se complementar, e não ocupar o espaço um do outro.
Serviço: 
Carla Ribeiro
Psicóloga Clínica e Hospitalar voltada para Saúde do Homem
(21) 9.9908-1834
caribeiro.psi@gmail.com
www.facebook.com/psicologacarlaribeiroRJ
Endereço: Av. Nelson Cardoso, 1149 - sala 1213, Jacarepaguá (Taquara), Rio de Janeiro/RJ.

• A importância do ócio para o corpo e a mente

A importância do ócio para o corpo e a mente 

Especialista explica a necessidade de não fazer nada de vez em quando 

Dormir tarde, acordar cedo, pegar trânsito, levar os filhos na escola, ir pro trabalho, sofrer pressão no trabalho, trânsito de novo, pegar os filhos na escola, levá-los no dentista, passar no supermercado, trabalhar mais em casa, dormir tarde...Hoje em dia, parece que a maioria das pessoas está presa em loop infinito. É necessário parar para respirar porque o estressepode desencadear uma série de problemas.
Um alto nível de irritação pode causar desde uma leve agitação e insônia a problemas cardíacos. Ainda, especialistas afirmam que o estresse ocasiona sintomas emocionais e físicos os quais abrem espaço para vários problemas psicológicos e patológicos. “Grande parte da população, em níveis diferentes, está estressada.”, diz Andreia Rego, psicanalista e coach de Desenvolvimento Humano. “E isso se torna um problema quando começa a afetar diretamente a vida pessoal, profissional e até social.”, completa.
O estresse é interpretado pelo corpo da mesma forma como numa situação de perigo. E, para isso, o organismo tem uma defesa natural. O hipotálamo do cérebro envia um estímulo para as glândulas supra-renais, e essas, por sua vez, liberam um hormônio chamado cortisol, que aumenta a pressão arterial e o açúcar no sangue. As pessoas quando estão estressadas, tendem a procurar alguma forma para canalizar esse estresse, geralmente, através da comida, por causa do cortisol, que se ligou aos receptores que controlam a vontade de comer no cérebro, além de aumentar também as células de gordura no corpo.
“Se você não tem tempo ou dinheiro para planejar uma viagem ou um passeio, tirar duas horas do seu dia para deitar no sofá e ler um livro, ou assistir a algum outro programa de TV que não sejam os jornais - filmes, seriados, etc - já ajuda bastante a desacelerar o corpo e descansar a mente.” aconselha Andreia. “Ir a academia também é uma ótima forma de aliviar o estresse. Além de manter o corpo em forma e mais saudável, o organismo libera substâncias que trazem bem-estar e também ajudam a dormir melhor.”, conclui.
Não somente pela pressão arterial, mas o nervosismo é responsável pela queda de imunidade, tensão muscular, gastrite e algumas alergias respiratórias, que nessa época fria do ano já são causas suficientes para adoecer. Aproveite as férias escolares das crianças e relaxe um pouco, a sua sanidade também agradece.
Serviço: Andreia Rego
Psicanalista e Coach de Desenvolvimento Humano
Instagram: Andreia Rego
Celular: 21 99941.9950

• Quando o ambiente de trabalho torna-se um problema para nossa saúde?

Os cuidados com a saúde também devem levar em conta, além de uma boa alimentação, os ambientes que frequentamos.

Para a Organização Mundial da Saúde, OMS, “Saúde é um estado de completo bem-estar físico mental e social, e não apenas a ausência de doenças”. Por isso, atentarmos para os ambientes que frequentas e a forma como nos relacionamos com pessoas e com o espaço é tão importante para nossa saúde quanto uma alimentação saudável. Passamos uma parte significativa de nossos dias no ambiente de trabalho. Ele pode tanto gerar prazer e bem-estar, quanto trazer angústia e sofrimento. Segundo dados da OMS, cerca de 30% dos trabalhadores sofrem de transtornos mentais menores, e cerca de 10% sofrem de transtornos mentais graves. Um ambiente de trabalho não saudável é fator de risco para doença mental relacionado ao trabalho. Em geral, os ambientes laborais que são fatores de risco são aqueles em que compartilham de uma ou mais características como: situações de trabalho frustrantes; exigências excessiva de desempenho; demissão em massa; assédio moral; experiência de acidente de trabalho consigo ou com terceiros; violência no trabalho; suicídio relacionado ao trabalho de colegas; riscos ambientais (químicos, físicos, outros); ausência / ineficácia das medidas de proteção (individual / coletiva); dificuldades no relacionamento com colegas e chefias; maior grau de insatisfação e não realização no trabalho; discriminação e desqualificação do trabalho. O médico psiquiatra João Paulo de Oliveira Branco Martins, membro da Associação Catarinense de Psiquiatria, ACP, esclarece que os malefícios de um ambiente de trabalho não sadio pode implicar em sintomas mais discretos, como uma dor corporal, a problemas mais graves, como a Depressão: “Pode ocorrer desde sintomas isolados físicos (dores localizadas que cessam com repouso) e psíquicos (irritabilidade, distúrbios do sono, perda de prazer), até mesmo a um transtorno mental mais grave como depressão, estado de estresse pós-traumático e síndrome do esgotamento (síndrome de burn-out). Quando se trata dos transtornos mentais há um impacto laboral que se traduz em improdutividade e consequentemente pode acentuar exigências dos superiores para melhor desempenho.”. O psiquiatra nos alerta quanto aos diagnósticos mais frequentes em decorrência do convívio em um ambiente de trabalho negativo: “Episódios depressivos; estado de estresse pós-traumático; aumento do consumo de álcool fazendo uso abusivo ou dependência; transtorno do ciclo vigília-sono e síndrome do esgotamento (burn-out) e neurastenia (inclui síndrome de fadiga). Essas são as doenças mais comuns.”, alerta João Paulo de Oliveira Branco Martins. Vale ressaltar que são transtornos de notificação compulsória quando o médico nota que elas podem ter nexo causal com o trabalho. Perceber o que torna um ambiente de trabalho não sadio também pode contribuir para que se diminua o problema. O psiquiatra da ACP destaca que a primeira medita a ser tomada é expor aos superiores que o clima de trabalho não está favorável: “Em primeiro lugar comunicar aos superiores sobre a questão que estaria gerando riscos de adoecimento. Por orientação do superior ou até mesmo em exames médicos periódicos o trabalhador pode comunicar o fato ao médico do trabalho da sua empresa e ao técnico de segurança do trabalho para avaliação e proposição de mudanças no ambiente que gera riscos psicossociais.”. Geralmente os profissionais de saúde, técnicos em segurança do trabalho e engenheiros do trabalho não estão presentes nas decisões de processo de trabalho, assim há uma probabilidade maior de não se pensar nas questões de saúde. O empresário/coordenador de equipe tem, na maioria das vezes, uma visão de mercado, assim, contar com uma consultoria, poderia prevenir esses acidentes. Para o psiquiatra João Paulo de Oliveira Branco Martins: “Outra questão é a periodicidade de exames médicos nos trabalhadores, bem como a formação de programas de cuidados da saúde do trabalhador. Na saúde mental, experiências com grupos psicoterápicos têm colaborado para diminuir a incidência de transtornos mentais, bem como fazer com que o empregador perceba os fatores de risco.”, finaliza o psiquiatra da ACP.

• Dependência tecnológica: quando o uso de tecnologia é prejudicial a nossa saúde

O uso exacerbado de aparelhos tecnológicos pode causar dependência tanto quanto de entorpecentes químicos.
Falar de psiquiatria na sociedade digital é voltar-se aos nossos próprios hábitos cotidianos. Não é de hoje que comentamos que ao invés de utilizarmos as máquinas e as tecnologias ao nosso favor, acabamos por competir come elas, consequentemente, essas ações interferem em nossa saúde física e mental. O sociólogo polonês Zygmunt Bauman vem nos alertando sobre as características de um mundo pós-moderno, em que as relações (pessoais e sociais) são cada vez mais efêmeras e fluídas. Ficamos reféns do imediatismo dos fatos e da superficialidade do “ser humano”. O hábito de permanecer online o dia inteiro tem levado muitas pessoas a adotar condutas inadequadas, na tentativa de aproveitar a cada instante para resolver múltiplas questões ao mesmo tempo. Não é raro acabarmos por cometer ações como: aproveitar o sinal vermelho para checar mensagens, enviar e-mails, o mesmo fazer ligações, etc. O médico psiquiatra André Brasil Ribeiro, membro da Associação Brasileira de Psiquiatria, alerta sobre esse fenômeno corriqueiro: “Podemos considerar como algo atrelado às necessidades do imediatismo que toma conta da sociedade digital. Não podemos mais ficar dissociados da tecnologia, mesmo após períodos curtos de tempo. Daí observar que qualquer intervalo mínimo, mesmo que seja o tempo de um semáforo, é aproveitado para checar mensagens e responde-las. E, o que é mais grave, muitas respondem e leem as mensagens enquanto dirigem. Tal comportamento desvia gravemente a atenção, sendo hoje uma das grandes causadoras de acidentes automobilísticos. É um hábito perigoso e não saudável.”. Além disso, acaba por colocar em risco a vida do próprio motorista, e de outras pessoas. Esse uso exacerbado de tecnologia, como é o caso dos aparelhos celulares, pode ser caracterizado como uma dependência de tecnologia. Vale destacar que não é o fato de estarmos impermeados de tecnologia que nos faz um dependente, mas sim, a forma como lidamos com os equipamentos tecnológicos que determina se estamos com um comportamento patológico ou não, assim como fala o psiquiatra André Brasil Ribeiro: “A dependência às tecnologias pode ser considerada quando a pessoa supera o tempo determinado para realizar tarefas, lazer ou comunicação. É impossível nos dias atuais viver sem tecnologias, mas seu abuso acarreta prejuízos na capacidade de socialização, aumento de elementos ansiosos e podendo até causar quadros depressivos e sintomas idênticos às dependências químicas, como da cocaína e álcool.”. Por isso, vale a pena ficar atento se a forma como você, ou pessoas próximas, utilizam os equipamentos tecnológicos. Em caso de um uso excessivo, em que esse constante contato com o universo digital esteja prejudicando sua rotina, a dica é procurar a ajuda de um profissional e não deixar que a tecnologia domine sua rotina, assim como reforça o residente da Associação Catarinense de Psiquiatria, o médico psiquiatra Eduardo Mylius Pimentel: “Muitas vezes, as pessoas deixam de procurar ajuda de um profissional por medo de sofrer preconceito ou por desconhecimento de que um psiquiatra pode ajuda-las. Se a pessoa sente que o uso de tecnologia fugiu do seu controle, buscar a ajuda profissional vai fazer com que ela não se sinta desamparada e que inicie um tratamento, voltando a ter uma vida normal.”.

• Diabetes está relacionado ao aumento de peso médio da população brasileira

Daniele Tokars Zaninelli*
A insulina é produzida pelo pâncreas e liberada na circulação sempre que os níveis de glicose sobem - o que ocorre após as refeições - mantendo em equilíbrio as taxas de açúcar no sangue. O diabetes surge quando o pâncreas não consegue mais produzir insulina em quantidades suficientes (diabetes tipo1) ou quando existe falha na ação e/ou secreção da insulina (diabetes tipo 2).
A incidência do diabetes está aumentando em todo o mundo. Isso pode ser explicado pelo excesso de peso da população, principal fator de risco para o seu desenvolvimento. Quando existem familiares com diabetes o risco é ainda maior. Atualmente, cerca de 13 milhões de brasileiros convivem com a doença.
O diabetes tipo 2 é o mais comum, sendo responsável por 9 em cada 10 casos. Era conhecido como o diabetes "do idoso", porém, os jovens têm sido afetados numa proporção cada vez maior. Pessoas com risco elevado devem ficar atentas, pois é possível prevenir o desenvolvimento da doença. Se o diabetes já estiver instalado, a detecção precoce e o tratamento adequado previnem suas complicações.
Não devemos esperar pelos sintomas característicos da doença, como perda de peso inexplicada, aumento do apetite, aumento da sede e da vontade de urinar, pois, quando os sintomas aparecem, a doença já está descompensada. Nesse caso, pode-se afirmar que houve um atraso de cerca de 10 anos no seu diagnóstico. 
Taxas cronicamente elevadas de glicose no sangue aumentam as chances das complicações crônicas da doença, como alterações visuais, prejuízo da função renal, problemas vasculares e neurológicos, que podem culminar com a amputação de membros, além de alterações cognitivas e aumento do risco de fraturas ósseas.
Já a esteatose hepática (popularmente conhecida como gordura no fígado) está presente em cerca de 40 a 70% dos diabéticos. Pode causar sintomas como desconforto abdominal e cansaço, mas, em geral, é descoberta de forma acidental durante a realização de exames de sangue ou de uma ecografia. Pacientes diabéticos e aqueles com excesso de peso têm um maior risco de apresentar doença progressiva (cirrose), algumas vezes com necessidade de transplante hepático.
Muitas vezes, a oportunidade de prevenir essas complicações é perdida, pois muita gente tem medo de realizar os exames, pensando que se receberem o diagnóstico terão que fazer grandes restrições no seu dia a dia, o que não é verdade. As recomendações quanto à alimentação e exercícios físicos são as mesmas utilizadas para a população geral, ou seja, preconiza-se a manutenção de um peso saudável através de alimentação equilibrada, além da prática regular de exercícios físicos. O segredo está em planejar e organizar as refeições, com melhores escolhas alimentares e atenção às quantidades consumidas.
Uma série de medicamentos têm sido desenvolvidos, possibilitando o controle adequado dos níveis glicêmicos. Em conjunto, essas medidas têm diminuído a mortalidade e melhorado a qualidade de vida dos pacientes diabéticos. Então fique atento: procure fazer acompanhamento médico e exames de sangue regularmente, pois isso pode mudar o seu destino!
*Dra. Daniele Tokars Zaninelli, endocrinologista do Hospital VITA 

• Especialista aponta cinco sinais de alerta de um AVC

De acordo com o Ministério da Saúde, o derrame cerebral é uma das principais causas de mortes no Brasil e no Mundo.

O acidente vascular cerebral (AVC), conhecido popularmente por derrame cerebral, não dá sinais e pode ser súbito. Atualmente, é uma das principais causas de mortalidade e sequelas no mundo – apenas no Brasil, o Ministério da Saúde (MS) estima que ocorram 100 mil óbitos por ano. No entanto, segundo a neurocirurgiã, Danielle de Lara, é possível distinguir e reduzir os casos de AVC se os pacientes estiverem atentos a alguns sinais.“A prevenção é simples e a doença pode ser evitada na adoção de um bom estilo de vida”, alerta a médica.

De acordo com a especialista, o AVC ocorre a partir da alteração do fluxo de sangue ao cérebro e, entre os principais fatores de risco, estão a hipertensão descontrolada, diabetes, sedentarismo, obesidade e colesterol alto.

Há dois tipos de AVC que ocorrem com mais frequência, são eles: 
- Acidente Vascular Isquêmico – segundo o MS, são 85% dos casos. Ocorre quando há parada interrupção do sangue que chega ao cérebro, provocada pela obstrução dos vasos sanguíneos.  

- Acidente Vascular Hemorrágico - ligado a quadros de hipertensão arterial que causa hemorragia dentro do tecido cerebral.

Vale lembrar que o derrame cerebral é silencioso, porém, na maioria dos casos é possível identificar alguns sinais de alerta. A neurocirurgiã aponta os mais comuns:

1.       1. Dificuldades para falar, articular as palavras – quando as pessoas ao redor não conseguem entender o que está sendo falado;
2.      2.  fraqueza em um dos lados do corpo – fraqueza nas pernas ou dificuldades para mover os braços;
3.       3. Perda subida do equilíbrio – quando a pessoa tem dificuldades para caminhar, por exemplo;
4.       4. Perda de visão – visão turva ou dupla;
5.       5. Súbita dor de cabeça – quando a dor é forte, diferente de outras dores anteriores, sem causa aparente e não passa. 

Pessoas de todas as idades podem sofrer um AVC, porém, o risco aumenta com a idade, especialmente após os 55 anos. De acordo com o MS, o aparecimento da doença em pessoas mais jovens está mais associado a alterações genéticas. Pessoas da raça negra e com histórico familiar de doenças cardiovasculares também têm mais chances de ter um derrame. 

Se um dos sintomas aparecer, Danielle frisa que é primordial procurar imediatamente um serviço médico especializado, “pois o rápido atendimento é fundamental para a sobrevivência e recuperação do paciente. Por meio de exames específicos, é possível identificar a área do cérebro afetada, o tipo do derrame cerebral e, em alguns casos, utilizar de medicamentos ou até mesmo cirurgia de emergência para desobstruir o vaso sanguíneo prejudicado”, afirma Danielle.  A especialista afirma que, na maioria dos casos, os pacientes sobrevivem, mas têm que lidar com as sequelas da doença - que comprometem a qualidade de vida e a capacidade de viver de forma independente.  A paralisia completa de um lado do corpo, ou a fraqueza, é a sequela mais comum.

Sobre Danielle de Lara

Neurocirurgiã em atividade em Blumenau e regiãoFellowship em Neurocirurgia Minimamente Invasiva pela Ohio State University
Professora do curso de Medicina da FURB
Orientadora da Liga de Neurociências da FURBPreceptora da Residência Médica em Cirurgia Neurológica do Hospital Santa Isabel

Mais visualizadas na última semana