• Como ter certeza que os idosos da família estão bem nutridos?

Especialista em nutrição funcional dá dicas de como preparar refeições e alerta sobre os problemas da má alimentação nos velhinhos

A qualidade de vida dos idosos está relacionada à uma boa alimentação, o meio em que vivem, estilo de vida - fumo e prática de atividade física - stress, entre outras demandas diárias básicas, que os permitem cumprir suas funções de forma independente e adequada, para poderem se sentir bem. Caracterizado por uma série de modificações fisiológicas e psicológicas, o envelhecimento de cada um, tem diferentes velocidades e intensidades, que estão relacionadas, muitas vezes, às alterações nutricionais. A boa alimentação deve uma preocupação constante para os idosos, pois a deficiência nutricional, pode acarretar em diversos problemas no organismo dos velhinhos.
Especialista em Nutrição Funcional, a Dra. Juliana Uyeno, explica como uma má nutrição na terceira idade pode originar ou piorar doenças e sintomas previamente adquiridos “Uma boa alimentação é necessária em qualquer faixa etária, mas na terceira idade, os idosos devem ter muito mais cuidado na restrição de carboidratos - como arroz, pães, massas e refinados em geral; além de consumir muitas frutas, saladas e proteínas”, diz.
“As proteínas são encontradas, principalmente, nas carnes, peixes e ovos. Em casos de dificuldade para mastigar, o whey é uma das alternativas a ser avaliada. Os legumes devem estar bem cozidos e macios, para também facilitar a mastigação. Frutas e vegetais, podem ser ingeridos sob a forma de sucos e vitaminas, além de purês”, aconselha a Dra. Juliana.
Segundo a nutricionista, o controle do peso do idoso deve ser feito regularmente, e a obesidade nessa faixa etária, é ainda muito mais séria; da mesma maneira, que a subnutrição, acarreta em uma série de disfunções “Principalmente com o uso de muitas medicações, os idosos costumam sofrer com efeitos colaterais. A perda de apetite, e problemas gástricos - como azia e a gastrite - são alguns deles”, explica Juliana.
Ainda de acordo com a doutora, um dos maiores motivos que levam o idoso à uma má nutrição, é a falta de cuidados da própria família “Não ter alguém que prepare ou ajude no preparo das refeições, leva os mais velhos a preferirem alimentos fácil preparo e consumo, como os congelados. Na maioria, com muita adição de açúcar e sódio, são também altamente calóricos, sem contar sua pobreza em vitaminas e proteínas”, alerta. Familiares e cuidadores devem estar sempre atentos aos hábitos alimentares dos idosos, verificando quantidades e variedades ingeridas a cada refeição, bem como sua freqüência.
Seguem algumas dicas da Dra. Juliana:
1. Saúde dos ossos: Opte pelas fontes naturais de cálcio, como gergelim, linhaça, brócolis e folhas verde-escuras; magnésio, como grãos de bico, castanha do pará e banana. Evite bebidas alcóolicas, chá preto, café e refrigerantes, por serem alimentos que bloqueiam a absorção de cálcio. Além disso, pegar sol diariamente ajuda o corpo a produzir vitamina D, que facilita o aproveitamento do cálcio dos alimentos;
2. Funcionamento do intestino: Para acelerar o processo digestivo e prevenir a “prisão de ventre”, flatulência (gases), e também, câncer intestinal, inclua na dieta, as fibras dos cereais integrais, de trigo, farelo de aveia, e folhas verdes. Além de muita água, que não só facilita o trabalho do intestino, como melhora, também, o funcionamento dos rins;
3. Coração saudável: Linhaça, castanha e amêndoas, previnem aterosclerose e outras doenças cardiovasculares. O farelo de aveia, quando adicionado às refeições, ajuda a diminuir o colesterol, significativamente;
Um outro apelo importantíssimo a ser feito, quando o assunto é a terceira idade, são os cuidados com os idosos, que sofrem de alguma doença envolvendo demência “Na doença de Alzheimer e nas outras patologias parecidas - de origem mental - em fases mais avançadas, os idosos podem apresentar perda de peso, mesmo com a dieta correta e adequada. Nesse caso, é necessária avaliação médica para investigação das causas. Muitas vezes, esses sintomas vão muito além de apenas uma alimentação inadequada, e podem ser consequência de alguma doença grave”, finaliza a nutricionista.
Juliana Eiko Uyeno 
Nutricionista CRN3 36632
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Clínica Physioterapia
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