• Sabe aquela pessoa que é irritante, mas está sempre nas suas conversas?

Psicólogo dá dicas de quatro cuidados básicos que você deve ter ao falar mal dos outros pelas costas 

É comum encontrar um amigo que abusa de seu ombro para desabafar sobre as frustrações da vida, e não é uma surpresa quando alguma outra pessoa é a responsável por algumas delas. Seja no trabalho, na família, outro membro da roda de amigos, parceiros ou ex parceiros, nossas relações interpessoais nunca são perfeitas. A consequência disso, é falarmos um pouco mais do que deveríamos sobre o assunto.
Segundo o psicólogo e coach, João Alexandre Borba, antes de apontar uma característica negativa em outra pessoa, é preciso ter certeza de que o problema não é você mesmo. O especialista explica quatro situações em que defeitos apontados pelas pessoas podem não pertencer ao criticado e, sim, ao criticando:
1. O problema pode ser você: “Grande parte dos defeitos que apontamos em outro indivíduo, no fundo, se referem à algo desorganizado e estranho em nós mesmos. Faça antes uma avaliação, e veja se aquele defeito criticado não reside em você primeiro”, comenta o psicólogo.
2. Você também não é perfeito: “Veja se você está sendo responsável, de alguma maneira, em fazer algo pelo incomodo que lhe está sendo causado pelo outro. A maioria das pessoas esquece facilmente de se observar em momentos de grande irritação ou tensão. Muitas vezes, parar, respirar e procurar uma estratégia, pode fazer uma enorme diferença”, afirma Borba.
3. Preguiça? “Veja se há permissão para você correr riscos em sua vida. Pessoas muito críticas, que sobrevivem de falar mal dos outros, possuem pouca força de ação. Diminua o falatório externo e comece a viver”, diz o profissional.
4. Ou inveja? “Veja se a inveja não se encontra presente na sua conversa. Cuidado para não estar somente maldizendo, porque no fundo o outro conquistou algo que você sempre se achou merecedor”, argumenta.
De resto, comentar sobre a vida de outra pessoa, é um hábito praticado por todos. É difícil jamais falar mal de alguém, pois estamos rodeados de diferentes personalidades e histórias de vida o tempo inteiro. Muitas vezes, uma fofoca inocente costuma trazer boas risadas, mas de acordo com o psicólogo, mesmo que ‘pelas costas’, falar mal de alguém pode atrasar a sua própria vida “Desde que não haja uma obsessão pela crítica, comparar-se à outra pessoa pode até trazer certa perspectiva sobre a sua vida. Mas se é inveja o que você sente, se é vontade de ter o mesmo estilo de vida de alguém, falar mal desta pessoa não vai te ajudar em nada. Trabalhe para isso e conquiste o que você quer”, finaliza.
Serviço: João Alexandre Borba
Co-CEO do Instituto Internacional Japonês de Coaching e Psicólogo

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