TERROR NOTURNO: UM PESADELO PARA CRIANÇAS E PAIS

Por Dr. Carlo Crivellaro, Pediatra com Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria; Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria; e Membro da Highway to Health International Healthcare Community

Imagine a seguinte cena: você está dormindo tranquilamente em sua cama e, de repente, no meio da madrugada, seu sono é interrompido pelo choro do seu filho. Este é um episódio normal, pois as crianças, principalmente as menores, costumam acordar à noite, por motivos diversos. No entanto, se o choro demonstra desespero, agitação incomum e nem a sua presença acalma a criança, pode ser terror noturno.

Vamos primeiro à explicação do processo do sono. Ele é comandado por um relógio biológico, programado num ciclo de 24 horas. O sono é dividido em 5 fases, sendo que as 4 primeiras, desde a sonolência até o sono profundo, são chamadas de sono NÃO-REM (de “Rapid Eye Movement” ou movimentos oculares rápidos). A quinta fase é chamada de sono REM, caracterizada pela intensa atividade cerebral, que dura cerca de 20 a 25% do total das 5 fases, e ocorre em intervalos de 60 a 90 minutos. O sono NÃO-REM e REM vão se alternando durante a noite.

Durante o sono NÃO-REM, o corpo libera uma grande quantidade de hormônio do crescimento, e há reposição de células danificadas e a cicatrização de ferimentos. É nessa fase que a pessoa pode falar dormindo, ter sonambulismo ou terror noturno. Na fase REM, os músculos relaxam ao máximo, mas o cérebro fica “agitado”, como se estivesse acordado. É neste período que a memória é gravada, que ocorrem os sonhos e também os pesadelos.

O terror noturno pode ocorrer em crianças a partir de 9 meses – estima-se que ocorra em 3% das crianças entre 3 e 6 anos. É um transtorno intrigante e assustador para quem o presencia. Normalmente, ocorre na fase de sono profundo. Ela fica num estado inconsciente, começa a se debater, chorar, gritar, e parece aterrorizada ou com dor. A criança simplesmente não escuta quem fala com ela, não percebe a presença de outras pessoas e não responde aos estímulos externos. Este episódio pode durar de 5 a 30 minutos. Quando a crise passa, ela volta a dormir, como se nada tivesse acontecido. No dia seguinte, não se lembra de absolutamente nada.

Terror noturno x pesadelo
A maioria dos pais confunde terror noturno com pesadelo. Qual a diferença?
Os pesadelos ocorrem na chamada fase REM. São caracterizados por um sonho amedrontador, que faz a criança acordar assustada e, muitas vezes, querer dormir na cama dos pais. Em geral, a criança menor sabe o motivo que a acordou. Já as maiores, conseguem até contar como foi o pesadelo. Depois, se torna difícil pegar no sono novamente. A criança fica bastante ansiosa, tem medo de voltar a dormir e, no dia seguinte, ainda se lembra do episódio. Quando os pesadelos ocorrem com muita frequência, é possível que haja relação com algum estresse: briga na escola, briga entre os pais ou outro fator que esteja desencadeando esta angústia.

Como lidar com o terror noturno?

No caso do terror noturno, é mais complicado ajudar a criança, já que ela está em um estágio profundo de inconsciência, e não irá se lembrar do que aconteceu no dia seguinte. Sendo assim, como lidar com o problema? Durante a crise, nada do que você fizer vai adiantar, pois, como já dito, a criança não reage aos estímulos externos. A única coisa que é possível fazer é ficar por perto e evitar que ela se machuque, até que a crise termine.

O ideal é ter certeza de que a criança esteja dormindo o suficiente, pois o cansaço extremo é um dos grandes causadores do terror noturno. Coloque-a na cama (ou no berço) mais cedo ou a deixe dormir um pouco mais pela manhã. É fundamental determinar uma rotina diária na hora de dormir, e ajudar a criança a pegar no sono de forma tranquila, seja contando uma história leve, cantando uma canção de ninar ou fazendo um carinho até ela dormir.

Outra opção, se ela ainda estiver tendo crises, é acordar levemente a criança após uma ou duas horas de sono, pouco antes do horário em que as crises costumam ocorrer, e tranquilizá-la com alguns dos recursos citados. Quando o terror noturno acontece esporadicamente, não oferece nenhum risco aos pequenos.

Porém, se for muito recorrente, é aconselhável conversar com o pediatra do seu filho, para que ele possa investigar as possíveis causas e definir o melhor tratamento. Em alguns casos, é preciso o uso de medicações. Esse distúrbio costuma desaparecer naturalmente entre os seis e oito anos de idade. O importante é não ignorar o comportamento do seu filho, ficando atento aos sinais e saber diferenciar o terror noturno de um simples pesadelo.

Especialistas apontam a tecnologia para salvar saúde pública

Discussões entre profissionais de tecnologia e saúde aconteceram durante o MedTech Talks

Investir em tecnologia na saúde pública e privada poderia trazer diagnósticos precoces, tratamentos mais acertivos e reduzir espera nas filas e mortes nas unidades e hospitais da rede pública. Essa é a conclusão de médicos e pessoas da área de tecnologia durante a primeira edição  MedTech Talks.

Os debates durante o evento foram entre profissionais como Jac Fressato, criador do Laurabot, Dr. Emilton Lima Junior, mestre em cardiologia e professor da PUCPR e UFPR e Almir Neves, fundador da Click Conhecimento, mediador do encontro. O público também foi convidado a fazer perguntas e interagir nos assuntos.

O ápice das discussões foi em como a tecnologia pode salvar vidas por meio de diagnósticos precoces, como aponta o Dr. Emilton Lima. "Nas portas do SUS, ela já poderia executar trabalhos simples como identificar sintomas e evitar mortes que ocorrem pela demora do atendimento nas unidades", explica Emilton.Ele também aponta que ideias e soluções tecnológicas podem diminuir custos e otimizar recursos públicos. "O SUS fornece equipamentos para tratamentos mas não autorizam e pagam os exames que fazem diagnósticos de doenças", diz Emilton que também ressalta. "Em Curitiba temos 540 mil pacientes hipertensos e 80 %  deles terão  AVC  ou insuficiência cardíaca. Tratar e prevenir isso é fácil  por meio de equipamentos de monitoramento. Mas os interesses das indústrias não permitem."

Jac Freassato construiu o LauraRobt, um robô capaz de identificar falhas e anteceder problemas dentro do ambiente hospitalar. Ele já circula no hospital Nossa Senhora das Graças e deve ser implantado também no Hospital Pequeno Príncipe. Para ele, o grande problema é que o SUS não usa os os 325 milhões parados no Ministério da Saúde de forma inovadora e inteligente. "Quantas despesas não são destinadas aos cerca de 22 bilhões de leitos no Brasil. Um robô como o Laura custa menos em relação a outras tecnologias e tratamentos pois lida com a prevenção.

O Medtech Talks é uma iniciativa da The Way e Click conhecimento,e passa a ter calendário periódico.Segundo Almir Neves, diretor executivo da Click, esta primeira edição foi inspiradora. “Foi um sucesso e de acordo com a proposta do MedTech, onde foi possível conhecer melhor um projeto inovador como o Robô Laura e entender a perspectiva técnica e prática da telemedicina com o Professor Doutor Emilton. Um bate papo que se prorrogou até o fechamento do shopping com a participação ativa dos participantes.” O próximo encontro vai acontecer em 21 de junho, na mesma livraria “A Vila” (Shopping Pátio Batel),às 19:30 horas. O tema do encontro  será focado na evolução da inteligência artificial e seu uso na área da Saúde.

Rede D´Or São Luiz alerta para os cuidados com hipertensão arterial

Fonte da imagem: http://dicassobresaude.com
No Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial, 26 de abril, médicos chamam atenção para necessidade de hábitos saudáveis

Estilo de vida, alimentação desregrada e hereditariedade são fatores que estão intimamente ligados à hipertensão arterial. Conhecida popularmente como pressão alta, essa doença atinge 1 em cada 5 pessoas adultas no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH).

Silenciosa, ela não escolhe sexo, cor ou condição social.  A SBH estima que esse mal atinja, no mínimo, 23% da população brasileira adulta, chegando a mais de 50% dos cidadãos com mais de 60 anos. A doença também esta presente em 5% das crianças e adolescentes do País. 

Para o cardiologista Sidney Cunha, especialista em reabilitação cardíaca do Hospital do Coração do Brasil (HCBr) da Rede D’Or São Luiz, a prevenção é o melhor caminho para fazer o controle dessa doença. “O recomendável é que as pessoas façam regularmente ou pelo menos uma vez ao ano um check up completo”, explica Sidney.

Esse procedimento pode envolver, por exemplo, a realização do Monitoramento Ambulatorial da Pressão Arterial (MAPA), testes ergométricos e exames como eco cardiograma. “Um caminho que pode ajudar na prevenção e controle dessa doença é a avaliação do histórico de doenças familiares”, explica o cardiologista.

Outro fator que tem aumentado o alerta com relação a essa doença é o número de jovens com pressão alta. Uma pesquisa da universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, nos Estados Unidos mostrou que aproximadamente 20% dos indivíduos entre 24 e 32 anos de idade têm hipertensão arterial e, o pior, metade deles não sabe disso.

Carlos Dornas, cardiologista do Hospital do Coração do Brasil, alerta sobre a necessidade da redução do consumo de produtos industrializados, ressalta a importância dos exercícios físicos e da aferição, pelo menos duas vezes por ano, da pressão arterial. “A pressão alta é assintomática. A pessoa que não mede a pressão periodicamente, não vai saber se é hipertenso ou não, o que pode levar a quadros graves da doença”, comenta Dornas

 Entendendo a Hipertensão Arterial

Ter pressão alta é ter a pressão arterial, sistematicamente, igual ou acima de 14 por 9. A doença pode atacar os vasos do coração, rins e cérebro, dentre outros orgãos. Os vasos são recobertos internamente por uma camada extremamente fina e delicada, quando machucada pela passagem do sangue circulando com a pressão elevada, os vasos ficam endurecidos e estreitados, com o passar dos anos, podendo entupir ou romper.

Quando algum vaso entope no coração, causa a angina que pode levar a um infarto. No cérebro, o rompimento ou entupimento de um vaso leva ao “derrame cerebral”, ou AVC. Já nos rins pode levar a alterações na filtração até a paralisação dos órgãos. “Todos esses casos são graves e podem ser evitados com tratamento adequado, conduzido de perto por médicos”, conclui o cardiologista.

Veja as dicas para se prevenir da pressão alta

•             Adote alimentação saudável: pouco sal, sem frituras e mais frutas, verduras e legumes.
•             Meça a pressão pelo menos uma vez por ano.
•             Pratique exercícios aeróbicos
•             Mantenha o peso ideal, evite a obesidade.
•             Reduza o consumo de álcool.
•             Abandone o cigarro.
•             Evite o estresse.
•             Avalie seu histórico familiar de doenças

Socorro! Eu não sei dizer "não"!

Você sabe dizer não ou costuma fazer algo que não quer por medo de não agradar? Veja dicas da Coach para mudar isso

Ninguém gosta de dizer e ouvir um não. É difícil, porém, necessário. O ato de não saber dizer não e aceitar sempre as exigências mesmo quando não as quer, é um comportamento diretamente ligado à falta de autoestima. Quando pensamos em negar algo e não o fazemos, isso reflete no medo de julgamento, da crítica, do abandono e na forte cobrança para que as pessoas gostem de nós e nos aceitem. E, ainda assim, quando negamos, muitas vezes nos sentimos egoístas e culpados. Dizer não faz parte da vida e saber dizê-lo quando se faz necessário é fundamental para adquirir respeito e confiança sobre si mesmo.
Segundo a Coach e especialista em Inteligência Emocional, Eloiá Hossana dizer apenas sim se torna um problema como uma bola de neve, que vai crescendo e crescendo. Dessa maneira, quanto mais se cultiva esse hábito mais ele se torna frequente e exagerado. Uma pessoa confiante sabe dizer não.“É necessário aprender a dizer não. Dizer somente sim remete muito a querer atender as expectativas das pessoas por medo do que podem pensar, da vontade de ser aceita, ou querida.”, explica a especialista.
Essa baixa autoestima e confiança pode formar a um círculo vicioso onde o indivíduo se torna dependente de atender as vontades e favores do outro para se sentir útil e importante minimamente. Esse comportamento frequente acarreta uma série de problemas à nossa vida, nos torna uma pessoa estressada, irritada e cansada. Todo pedido deve ser avaliado antes de ser aceito; isso faz de você alguém respeitável perante a si próprio e suas vontades. E a Coach aconselha: “Uma pessoa que te ama, que te respeita e te quer de verdade vai saber receber o seu não e não vai morrer por isso, ela simplesmente vai entender que você não pode”, diz Eloiá.
A especialista, que é desenvolvedora do projeto “Mulher Poderosa”, também chama a atenção para um comportamento bastante comum que  demonstra essa baixa autoconfiança: a justificativa do não, a culpa por dizê-lo. “Existe também a  culpa comum por dizer o não - a pessoa enumera o porquê de estar negando, justifica nervosa e insegura como se fosse um erro não atender àquele pedido.”, explica Eloia.
Conseguir dizer não é algo que dia após dia se trabalha, melhora e aprende. E para conseguir isso, segundo a Coach, é indispensável fortalecer a autoimagem, deixando de se preocupar com o que o outro vai pensar.  Afinal, jamais conseguiremos agradar a todos, por mais esforço que façamos. “A primeira coisa para você conseguir dizer não é ter uma autoimagem, é conseguir se enxergar, reconhecer seu valor”, conta Eloia. “Você não precisa mudar o tom de voz ao dizer não, mantenha-se calma. Não peça desculpas por não poder ou não querer fazer, não pegue essa culpa. É válido explicar o motivo sincero do não, sem desculpas, porque muitas vezes isso ajuda a se sentir melhor. Também podemos dar alternativas a essa pessoa, caso as tenha, demonstrando que, mesmo sem poder atender ao pedido, você se importa, se preocupa.”, aconselha Eloiá.
A especialista ainda esclarece que muitas vezes dizer não ao outro pode ser um grande favor a ele, algo benéfico. “Você pode estar ajudando alguém a crescer dizendo não. Uma pessoa que sempre te grita ao precisar de algo, te usa como muleta para tudo, ao receber um não vai ter que resolver a questão sozinha, vai precisar aprender a fazer, administrar seu tempo e se virar. Isso é um enorme passo de crescimento para ela.”, conclui Eloiá.
Antes de tudo é importante que as pessoas entendam a importância do não e que, com a ausência dele, pouco a pouco se perde o controle de nossas próprias vidas. Cresce dentro de nós a raiva por fazer algo que não queremos. Dizer “não” não é uma maldade, nem soa desagradável. É fundamental para estabelecer limites e priorizar o seu eu e suas vontades. Assim como destaca a Coach “dizer não ao outro muitas vezes é dizer sim a si próprio”. É essa atitude assertiva que deve ser priorizada. 
Serviço: Eloiá Hosana
Master coach e expert em Inteligência Emocional e Autoestima para Mulheres

Os benefícios do abraço


Abraços diários trazem benefícios para a saúde física e emocional 

A emoção que sentimos com um simples abraço gera benefícios para o próprio bem estar. A força desse gesto está em sentir a proximidade do outro, reconhecê-lo como igual. A fraternidade e a comunicação generosa são algumas das características importantes que um abraço transmite. Uma psicoterapeuta norte-americana já dizia que nós precisamos de quatro abraços por dia para sobreviver, oito para nos manter e doze para crescer, definindo de forma clara a importância do abraço em nosso dia a dia.
Segundo a coach de inteligência emocional Inessa Franco, nós somos seres sociais com necessidade do reconhecimento de outro ser humano, mesmo que silencioso. “Quando damos um abraço e somos abraçados em troca, temos uma sensação de bem-estar e satisfação imediata, mas poucos sabem que, além deste sentimento de felicidade repentina, os abraços oferecem vários outros benefícios para a saúde física e mental”, conta Inessa.
Dentro de um abraço são promovidas conexões, nos dando a sensação de segurança e bem estar. “Além de terapêutico, esse simples ato de abraçar protege também dos efeitos da depressão, do estresse e da ansiedade. O hábito de abraçar pode ajudar até a melhorar a autoestima, transmitindo energia e coragem”, explica a coach.
Um abraço faz bem para o coração de diversas maneiras. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte descobriram que, um breve abraço de 20 segundos pode contribuir na redução dos níveis de cortisol (que contribuem para o estresse). Os abraços diminuem os níveis de estresse e influenciam na redução da pressão arterial.
“O segredo do abraço está no fato dele nos permitir relaxar e tirar um momento para oferecer sinceridade, amor e leveza na agitada rotina do dia a dia”, esclarece Inessa.
Serviço: Inessa Franco
Coach de Inteligência Emocional, Propósito de Vida e Resultado e Headtrainer
Telefone: (21) 2143-1218

Frio e umidade: a combinação perfeita para a disseminação da gripe

É importante ser imunizado todos os anos, pois o vírus passa por mutações

Ambientes pouco ventilados, a mudança climática, a umidade favorável e o despreparo imunológico da população são as condições perfeitas para a disseminação da gripe e a proliferação da doença em locais de grande circulação de público.

A gripe comum pode ser acompanhada por calafrios, congestão nasal, dor de garganta e muscular, espirro, fadiga, febre até 39ºC e tosse e os sintomas podem durar até duas semanas. “Beber bastante líquido, repousar, usar soro fisiológico para a limpeza das narinas, além de contar com medicamentos antitérmicos e analgésicos para o alívio da febre das dores no corpo são as principais ações para o tratamento. Mas, é sempre importante lembrar os riscos da automedicação, então, antes de tomar remédio sempre consulte seu médico”, explica a diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, Myrna Campagnoli.

Nos casos mais graves, além desses sintomas, os pacientes podem evoluir com complicações como pneumonia e insuficiência respiratória. “Pessoas em boas condições imunológicas dificilmente apresentarão complicações graves no caso de contrair o vírus H1N1, porém, também precisam ser vacinadas, pois podem ser transmissores PARA OS indivíduos mais frágeis. Crianças de seis meses a cinco anos, doentes crônicos, gestantes e idosos devem procurar o médico imediatamente no caso de sintomas como febre alta repentina, dor intensa no corpo e mal-estar”, destaca a médica.

Por isso tudo, é importante ser imunizado todos os anos, pois o vírus passa por mutações. A vacina quadrivalente, oferecida por algumas clínicas particulares, protege contra os quatro tipos de vírus: A/H1N1, A/H3N2, B/Brisbane e B/Phuket, os principais causadores de surtos de gripe no mundo de acordo com a Organização Mundial de Saúde e Anvisa. Quando o corpo entra em contato com um vírus, pode ou não desenvolver a doença, mas iniciará a produção de anticorpos contra o microrganismo o que pode tornar o indivíduo imune a esta doença no futuro.

O processo de imunização imita essa ação e promove antecipadamente a formação de anticorpos. Por isso, a vacinação permite que o organismo se prepare para combater bactérias e vírus que causam doenças graves, como alguns tipos de gripe, sendo indispensável para a prevenção ou pelo menos, amenização da doença.

A imunização pode levar até três semanas para estar efetivamente ativa no organismo, por isso, quanto antes a vacina for aplicada, mais efetiva será sua proteção, pois estamos no início do outono. “A vacinação é imprescindível no combate aos surtos da doença, que chega com força nos períodos mais frios do ano”, alerta a médica.

Vacina no Laboratório Frischmann Aisengart

A vacina quadrivalente contra a gripe está disponível no Laboratório Frischmann Aisengart. Ela protege contra as infecções causadas pelo vírus influenza, e sua composição é definida pela Organização Mundial de Saúde. Devido à curta duração de sua proteção - aproximadamente 1 ano - e a possibilidade de mudança da composição, deve-se tomar a vacina da gripe anualmente. Mais informações: www.labfa.com.br

Como eliminar gorduras e celulites num único processo


Que mulher não sonha em eliminar de uma vez por todas a gordura localizada e as tão perturbadoras celulites, em um único processo?
 

Agora você pode. A Manta de Sudação é um tratamento indispensável para quem quer perder peso e celulite.
Este tratamento consiste em expor o paciente à uma "manta", que chega a temperaturas entre 45 e 60°C, permitindo o intercâmbio de fluídos do organismo com o meio exterior. As esteticistas e proprietárias do Espaço Lótus, Nathalie Moreno e Shane Tsuji ressaltam que o tratamento permite ao corpo expulsar toxinas, ao mesmo tempo que a dilatação dos poros facilita a penetração do princípio ativo, previamente aplicado por meio de breve massagem.
E destacam as principais indicações e benefícios para a saúde:
  1. Indicado para pessoas que queiram perder volume e peso, sem esquecer os seus objetivos terapêuticos e relaxantes. É um tratamento profissional com excelentes resultados para os problemas cutâneos causados pela celulite e pela adiposidade localizada.
  2. Pode queimar 600 a 800 calorias por sessão
  3. Estimula o sistema linfático
  4. Estimula a circulação sanguínea
  5. Elimina as toxinas
  6. Diminui o Colesterol
  7. Melhora a textura da pele
  8. Alivia as dores musculares
  9. Aumenta as defesas do sistema imunitário
  10. Reduz o stress e a fadiga
Serviço: Espaço Lótus
Clínica Estética
Nathalie Moreno e Shane Tsuji
contato@espacolotus.com.br
@espacolotus.o2
(21) 3328-3225
Av. Paisagista José Silva Neto, 200, bloco 5, sala 426 / O2 Corporate & Offices - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

Saiba como cuidar da sua pele após o verão


Conheça o passo a passo de uma limpeza de pele profunda
 

Com o verão costumamos aproveitar intensamente férias, praia e dias ensolarados. Mas isso tudo acaba deixando sua pele maltratada pelo calor, sol e o vento forte dessa temporada. Agora o verão acabou e, com a chegada do outono, a pele do rosto precisa ser limpa e renovada. A higiene feita em casa não é suficiente em remover toda a sujeira impregnada. Recomenda-se uma limpeza de pele profunda, com um profissional dermatologista, Fisioterapeuta ou esteticista qualificadas.
A especialista, Ana Gil, conta que a limpeza de pele profunda, realizada por um profissional, é realmente capaz de eliminar as impurezas, poluição e resíduos de maquiagens. “Através dela removemos o excesso de células da capa córnea (células mortas), cravos, espinhas e mílliuns (bolinhas de sebo sob a pele) – desobstruindo, higienizando e recuperando a maciez, brilho e a vitalidade da pele”, ressalta Ana.
A profissional ainda acrescenta que esse procedimento de limpeza é realizado através de aparelhos e técnicas manuais, com cosméticos apropriados. Cada sessão dura em média uma hora e meia e é fundamental seguir um passo a passo, com cada etapa bem definida. 
Proprietária do Espaço Ana Gil, clínica de estética, pilates e fisoterapia, Ana Gil explica as etapas da limpeza de pele profunda:
1.    Assepsia – Primeiro a pele é higienizada, com loções de limpeza adstringentes e desengordurantes, escolhidos de acordo com o tipo de pele. Com o objetivo de remover maquiagem, cosméticos e até mesmo impurezas superficiais decorrentes de poluição e oleosidade;
2.    Esfoliação – Em seguida é feita a aplicação de produtos específicos com efeito abrasivo (esfoliantes), eliminando resíduos mais profundos e promovendo um afinamento da camada mais superficial da pele, facilitando a extração de cravos e acnes que não estejam inflamadas;
3.    Emoliência – Logo depois é aplicada uma emulsão emoliente por compressa e é lançado sobre a face do cliente o vapor de ozônio, que é definido como a vaporização de água limpa, que promove um maior “amolecimento da pele” e abertura dos poros, facilitando a extração. No vapor está o ozônio, que tem ação bactericida, fungicida e germicida e também impede a recontaminação da pele por bactérias que sejam removidas durante a limpeza.
4.    Extração – Nessa etapa os cravos são espremidos de forma manual ou com instrumentos como curetas e pinças de extração e os mílliuns com a ajuda de uma micro agulha. A extração deve ser feita delicadamente e devagar de forma que o paciente sinta-se confortável;
5.    Alta frequência: Se trata de um aparelho usado para cicatrizar e atuar como anti-inflamatório sobre os pontos da pele que sofreram micro lesões. Além disso, tem propriedades importantes como: fungicida (ação destrutiva de certos fungos), bactericida e bacteriostática (destrói e controla a proliferação de algumas bactérias);
6.    Máscaras: Na sequência temos o procedimento de finalização, a máscara é escolhida de acordo com o tipo de pele do paciente. Normalmente, opta-se pelas de efeito cicatrizante, secativo e adstringente.
7.    Massagem: A seguir é realizada uma massagem suave, com finalidade relaxante e terapêutica, com loções tônicas e/ou calmantes, promovendo redução de possíveis irritações da pele.
8.    Filtro solar: Para finalizar, temos a aplicação do protetor solar. É a última etapa e deve ser utilizado em forma de gel ou loção, para não obstruir os poros. O fator de proteção deve ser igual ou superior a 30 FPS. O intuito é evitar marcas pela exposição à claridade, independente de ser dia ou noite.
A especialista ainda alerta para os cuidados importantes que se deve ter nos dois primeiros dias após o procedimento, “Aconselha-se a não exposição ao sol – para evitar manchas – e são indicados produtos com propriedades calmantes, como a água termal. Quando necessário, recomenda-se a aplicação de produtos cicatrizantes, visto que os procedimentos de limpeza, em especial, a extração dos cravos, podem sensibilizar e irritar a pele, que tende a ficar vermelha”, aconselha Ana Gil.
Ana Gil
  • Graduada em Fisioterapia (IBMR)
  • Pós-graduada em Anatomia Humana e Biomecânica (UCB)
  • Especialista em Reeducação Postural Global - RPG (Instituto PhilipeSouchard)
  • Mestre em Educação Física (EEFD/UFRJ)
  • Autora do livro Core & Training: Pilates, Plataforma Vibratória e Treinamento Funcional (Editora Ícone)
  • Proprietária do Espaço Ana Gil: clínica de fisioterapia, estética e Pilates na Barra da Tijuca
  • Docente de cursos de pós-graduação Lato sensu da UCB, UCP, UNIRN
  • Professora de cursos de capacitação e palestras de grandes eventos e instituições em todo o Brasil.
  • Espaço Ana Gil: 21 2439-8600 / 98173-9765
  • Site: www.espacoanagil.com.br
  • E-mail: ana@espacoanagil.com.br
  • Fanpage e Instagran: @espacoanagil

LUTO INFANTIL: COMO FALAR DE MORTE COM AS CRIANÇAS?

Por Dr. Carlo Crivellaro, Pediatra com Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria; Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria; e Membro da Highway to Health International Healthcare Community

Com certeza, esse é um tema muito delicado e difícil de ser falado, em qualquer época da nossa vida, e com qualquer pessoa.

Se é difícil para nós, adultos, imagine para as crianças. Como toda nova experiência, pode ser bastante confuso e assustador para as crianças, ainda mais em caso de morte por acidente. Quando acontece, seja ela com o bichinho de estimação ou com um ente querido, as crianças precisam de todo nosso apoio e, principalmente, de nossa sinceridade, para que haja confiança.

Antes de começar a explicar, temos que ter claro em nossa mente o que é a morte para nós mesmos, e pensar em que realmente acreditamos, porque só assim poderemos responder aos questionamentos delas, que vão ser muitos. Se quiser, vale explicar também que nem todos pensam exatamente como o papai e a mamãe, e dar versões de outras religiões.

Devemos entender também que o luto é um processo, e não um evento. Isso quer dizer que demanda tempo, e cada criança precisará de um tempo diferente para superar sua perda. Pressionar a criança a voltar a ter “vida normal”, sem dar o tempo necessário, implicará em outros problemas ou reações negativas.

Muitos pais têm dúvida de quando começar a falar sobre o assunto ou então preferem nem falar. Deixar de falar não é a melhor solução, pois a morte é algo que faz parte da vida de todos nós. Ela está nas plantas, nos bichinhos, nos amigos e familiares. A melhor época para falar sobre o assunto é quando a situação acontecer, e essa situação pode ser a morte de alguém querido ou o questionamento da criança sobre o porquê a florzinha do vaso morreu. A criança não irá se beneficiar de “não tocar no assunto” ou “tirar isso da cabeça”. Nunca fuja do assunto quando a criança quiser conversar sobre o tema.

Entre 5 a 7 anos, a criança começa a entender melhor como relacionar sua vida com o mundo. Então, automaticamente, ela conseguirá relacionar a morte com algo que ela perdeu, como um brinquedo, por exemplo.

A morte faz parte do ciclo da vida. Uma ótima maneira de preparar seu filho de maneira simples é ensiná-lo desde pequeno com exemplos práticos. Plante uma semente e vá mostrando como ela nasce, cresce e morre. Lembra daquele feijãozinho plantado no algodão que todos nós fizemos na escola? Pode ser um ótimo aliado neste momento. O mais importante desta experiência é mostrar que esse processo é natural e que independe de ele ter cuidado direitinho da planta.

Há três itens em relação à morte que a criança precisa entender:

- Tudo que é vivo vai morrer um dia;
- Quando morre não volta mais;
- Depois que morre, o morto não sente dor, não corre, não sente medo, não dorme, não pensa, não age mais.

Crianças até 3 anos não conseguem perceber claramente isso, mas entendem que não brincarão mais com a tia, ou que o avô não a buscará mais na escola. As mais velhas percebem que a morte é algo natural, mas precisarão de explicações concretas para entendê-la. Só a partir de 12 anos é que a criança consegue entender completamente todo o processo.

Nunca associe morte com sono! Para contar à criança que alguém morreu, o melhor é não mentir e nem contar historinhas do tipo: “ele dormiu para sempre”, “descansou”, ou “fez uma longa viagem”. As crianças entendem as frases exatamente como são ditas, e isso pode causar confusão na cabecinha delas. Podem achar que a vovó que morreu está apenas dormindo e vai acordar a qualquer momento e chegar em casa, ou que todo mundo que viaja nunca mais volta, ou quando o papai chegar e disser que está cansado, ela vai achar que ele vai dormir e morrer. Aliás, a própria criança pode começar a ter medo de dormir e não acordar mais. Se disser que “fulano virou uma estrelinha”, a criança vai acreditar e, quando olhar para o céu, irá achar que todas as estrelas são pessoas mortas.

Se um ente querido estiver muito doente a criança deve saber o que está acontecendo. Por mais nova que ela seja, irá perceber o clima da casa. Explique que a pessoa está doente e que é grave. Se caso a pessoa morrer, nunca chegue para a criança contando o que aconteceu de repente. Comece a conversa relembrando do ciclo da vida da plantinha, daquele feijãozinho que vocês plantaram. Encare como uma discussão em aberto, e não como um discurso! Dê espaço para a criança tirar as suas dúvidas. Comece com fatos básicos, descubra o que a criança sabe e pensa, para decidir o quanto mais de informação ela tolera. Nem todas as crianças suportam muitos detalhes. Mais uma vez: a criança precisa de apoio e sinceridade.

Nunca esconda seus sentimentos. Não queira passar a imagem de que está tudo bem. Ao contrário, exponha suas emoções, pode chorar e dizer que será difícil para todos da família. Isso fará a criança perceber que o que ela está sentindo é normal. Demonstre que, como a criança, você também sente saudades e está sofrendo, e deixe que ela fale sobre os seus sentimentos. Garanta que ela não está sozinha, e sempre haverá alguém para cuidar dela, principalmente se a perda for de um dos pais. E tenha paciência, pois é possível que ela pergunte as mesmas coisas várias vezes.

É natural que a criança apresente mudanças de comportamento após a notícia da morte de alguém com quem convive. Além do choro e da raiva, pode começar a ir mal na escola, ficar hiperativo ou fazer xixi na cama. Considere ajuda da escola e até de um psicólogo. É importante que a criança sinta que tem apoio e atenção também dos colegas e professores.

Outra dúvida comum é se a criança deve ir a velórios ou enterros. Não se deve forçar, mas a criança pode se beneficiar de participar junto com os adultos. Os rituais servem para que todos vivenciem melhor a despedida, inclusive os pequenos. Os especialistas concordam que velórios e enterros não traumatizam as crianças. Explique muito bem antes como é o velório ou o enterro, e pergunte se ela quer ir. A criança precisa saber antes que será triste, e que muitas pessoas estarão chorando. Não decida pela criança que ela deve ficar de fora, mas também não a obrigue a ir se ela não quiser, e não deixe que se sinta culpada se não for.

O mais importante de tudo é sempre agir com honestidade, com a verdade, para que seu filho possa sempre confiar em você. Se não souber responder a alguma pergunta, não tem nenhum problema em dizer “não sei”. Buscar as respostas junto com seu filho poderá uni-los ainda mais. Quando procurar ajuda profissional? Em casos de raiva ou hostilidade excessivas, ou quando a criança não expressa nenhum luto, ou em casos de depressão ou ansiedade que interferem nas atividades diárias, durando semanas ou meses.

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