21/04/2017

Sem medo do medo

Saiba diferenciar quando o medo ajuda ou atrapalha sua vida 

O medo é uma sensação natural, um legado evolutivo vital que leva o organismo a evitar ameaças, tendo um valor óbvio na sobrevivência humana. Essa emoção, produzida pela percepção de um perigo presente ou iminente, é normal em situações apropriadas. O medo deve estar presente em uma intensidade ideal, nem mais, nem menos. O medo excessivo ocorre em situações em que a maior parte das pessoas não o manifestariam, tornando-se dessa forma, exagerado ou irracional. Mas, como diferenciar esses tipos de medo no seu comportamento no dia a dia? Quando é que o medo te protege e quanto ele te prejudica?
O psicólogo Eraldo Melo nos conta que o medo é uma emoção de adaptação psicológica que experimentamos desde o começo dos tempos, servindo para que o ser humano evoluísse e avançasse. O primeiro passo, para conseguir enfrentar o medo, está em identificar se é um medo racional ou irracional. “O medo racional surge quando o indivíduo está realmente em uma situação de perigo. Já o medo irracional é aquele que surge quando não há o que temer, como o medo do escuro, por exemplo,” explica o psicólogo.
Enxergar e identificar seus medos e aflições torna possível solucioná-los. “Um medo racional pode salvar o indivíduo de uma situação fatal, ou arriscada, que o prejudica de alguma maneira. O irracional pode paralisá-lo e impedir que ele conquiste algo, avance viva determinada experiência sem que exista uma causa real para senti-lo”, esclarece Eraldo.
O psicólogo aconselha a tentar se preparar para essas situações de medo, buscando enfrentá-lo. O medo racional pode ser resolvido apenas com medidas de precaução e cuidado. Enquanto o irracional requer uma análise profunda a respeito da essência do medo, podemos estar falando de uma fobia ou transtorno psicológico, tornando necessária uma consulta com o especialista. “É fundamental pensar no que está gerando o medo, pensar no passado, em ocasiões vividas, o que precisou enfrentar, qual foi o efeito disso. Identificar é primeiro passo para enfrentar a situação do medo”, conta.
Enfrentar e derrotar o medo é uma atitude que só depende de quem sofre o medo. Precisa partir do indivíduo esse impulso. Para confrontar um medo irracional, coloque-se à prova dele. Encare seu medo, pouco a pouco, alguns minutos até ir se acostumando à situação, repetindo esse teste até superá-lo por completo. Esse tipo de técnica recomenda-se que seja feito com o a supervisão de um psicólogo.
“O medo pode ser um obstáculo crucial para o nosso crescimento, para podermos seguir em frente e, por isso, é importante aprender a enfrentá-lo. Se permitirmos que o medo nos pare, paralisamos, deixando que nossos objetivos muitas vezes escapem”, ressalta o psicólogo.
Todos sentem medo. Não é possível evitá-lo, mas sim, é importante e necessário aprender a combatê-lo e usá-los a seu favor.
Serviço: Eraldo Felipe de Melo
Psicólogo e Psicanalista
CRP:09/009766
(64)-9 8122-5397| (64)-3433-1818

19/04/2017

Os benefícios do abraço


Abraços diários trazem benefícios para a saúde física e emocional 

A emoção que sentimos com um simples abraço gera benefícios para o próprio bem estar. A força desse gesto está em sentir a proximidade do outro, reconhecê-lo como igual. A fraternidade e a comunicação generosa são algumas das características importantes que um abraço transmite. Uma psicoterapeuta norte-americana já dizia que nós precisamos de quatro abraços por dia para sobreviver, oito para nos manter e doze para crescer, definindo de forma clara a importância do abraço em nosso dia a dia.
Segundo a coach de inteligência emocional Inessa Franco, nós somos seres sociais com necessidade do reconhecimento de outro ser humano, mesmo que silencioso. “Quando damos um abraço e somos abraçados em troca, temos uma sensação de bem-estar e satisfação imediata, mas poucos sabem que, além deste sentimento de felicidade repentina, os abraços oferecem vários outros benefícios para a saúde física e mental”, conta Inessa.
Dentro de um abraço são promovidas conexões, nos dando a sensação de segurança e bem estar. “Além de terapêutico, esse simples ato de abraçar protege também dos efeitos da depressão, do estresse e da ansiedade. O hábito de abraçar pode ajudar até a melhorar a autoestima, transmitindo energia e coragem”, explica a coach.
Um abraço faz bem para o coração de diversas maneiras. Pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte descobriram que, um breve abraço de 20 segundos pode contribuir na redução dos níveis de cortisol (que contribuem para o estresse). Os abraços diminuem os níveis de estresse e influenciam na redução da pressão arterial.
“O segredo do abraço está no fato dele nos permitir relaxar e tirar um momento para oferecer sinceridade, amor e leveza na agitada rotina do dia a dia”, esclarece Inessa.
Serviço: Inessa Franco
Coach de Inteligência Emocional, Propósito de Vida e Resultado e Headtrainer
Telefone: (21) 2143-1218

17/04/2017

Frio e umidade: a combinação perfeita para a disseminação da gripe

É importante ser imunizado todos os anos, pois o vírus passa por mutações

Ambientes pouco ventilados, a mudança climática, a umidade favorável e o despreparo imunológico da população são as condições perfeitas para a disseminação da gripe e a proliferação da doença em locais de grande circulação de público.

A gripe comum pode ser acompanhada por calafrios, congestão nasal, dor de garganta e muscular, espirro, fadiga, febre até 39ºC e tosse e os sintomas podem durar até duas semanas. “Beber bastante líquido, repousar, usar soro fisiológico para a limpeza das narinas, além de contar com medicamentos antitérmicos e analgésicos para o alívio da febre das dores no corpo são as principais ações para o tratamento. Mas, é sempre importante lembrar os riscos da automedicação, então, antes de tomar remédio sempre consulte seu médico”, explica a diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart, Myrna Campagnoli.

Nos casos mais graves, além desses sintomas, os pacientes podem evoluir com complicações como pneumonia e insuficiência respiratória. “Pessoas em boas condições imunológicas dificilmente apresentarão complicações graves no caso de contrair o vírus H1N1, porém, também precisam ser vacinadas, pois podem ser transmissores PARA OS indivíduos mais frágeis. Crianças de seis meses a cinco anos, doentes crônicos, gestantes e idosos devem procurar o médico imediatamente no caso de sintomas como febre alta repentina, dor intensa no corpo e mal-estar”, destaca a médica.

Por isso tudo, é importante ser imunizado todos os anos, pois o vírus passa por mutações. A vacina quadrivalente, oferecida por algumas clínicas particulares, protege contra os quatro tipos de vírus: A/H1N1, A/H3N2, B/Brisbane e B/Phuket, os principais causadores de surtos de gripe no mundo de acordo com a Organização Mundial de Saúde e Anvisa. Quando o corpo entra em contato com um vírus, pode ou não desenvolver a doença, mas iniciará a produção de anticorpos contra o microrganismo o que pode tornar o indivíduo imune a esta doença no futuro.

O processo de imunização imita essa ação e promove antecipadamente a formação de anticorpos. Por isso, a vacinação permite que o organismo se prepare para combater bactérias e vírus que causam doenças graves, como alguns tipos de gripe, sendo indispensável para a prevenção ou pelo menos, amenização da doença.

A imunização pode levar até três semanas para estar efetivamente ativa no organismo, por isso, quanto antes a vacina for aplicada, mais efetiva será sua proteção, pois estamos no início do outono. “A vacinação é imprescindível no combate aos surtos da doença, que chega com força nos períodos mais frios do ano”, alerta a médica.

Vacina no Laboratório Frischmann Aisengart

A vacina quadrivalente contra a gripe está disponível no Laboratório Frischmann Aisengart. Ela protege contra as infecções causadas pelo vírus influenza, e sua composição é definida pela Organização Mundial de Saúde. Devido à curta duração de sua proteção - aproximadamente 1 ano - e a possibilidade de mudança da composição, deve-se tomar a vacina da gripe anualmente. Mais informações: www.labfa.com.br

14/04/2017

Como eliminar gorduras e celulites num único processo


Que mulher não sonha em eliminar de uma vez por todas a gordura localizada e as tão perturbadoras celulites, em um único processo?
 

Agora você pode. A Manta de Sudação é um tratamento indispensável para quem quer perder peso e celulite.
Este tratamento consiste em expor o paciente à uma "manta", que chega a temperaturas entre 45 e 60°C, permitindo o intercâmbio de fluídos do organismo com o meio exterior. As esteticistas e proprietárias do Espaço Lótus, Nathalie Moreno e Shane Tsuji ressaltam que o tratamento permite ao corpo expulsar toxinas, ao mesmo tempo que a dilatação dos poros facilita a penetração do princípio ativo, previamente aplicado por meio de breve massagem.
E destacam as principais indicações e benefícios para a saúde:
  1. Indicado para pessoas que queiram perder volume e peso, sem esquecer os seus objetivos terapêuticos e relaxantes. É um tratamento profissional com excelentes resultados para os problemas cutâneos causados pela celulite e pela adiposidade localizada.
  2. Pode queimar 600 a 800 calorias por sessão
  3. Estimula o sistema linfático
  4. Estimula a circulação sanguínea
  5. Elimina as toxinas
  6. Diminui o Colesterol
  7. Melhora a textura da pele
  8. Alivia as dores musculares
  9. Aumenta as defesas do sistema imunitário
  10. Reduz o stress e a fadiga
Serviço: Espaço Lótus
Clínica Estética
Nathalie Moreno e Shane Tsuji
contato@espacolotus.com.br
@espacolotus.o2
(21) 3328-3225
Av. Paisagista José Silva Neto, 200, bloco 5, sala 426 / O2 Corporate & Offices - Barra da Tijuca, Rio de Janeiro.

12/04/2017

Saiba como cuidar da sua pele após o verão


Conheça o passo a passo de uma limpeza de pele profunda
 

Com o verão costumamos aproveitar intensamente férias, praia e dias ensolarados. Mas isso tudo acaba deixando sua pele maltratada pelo calor, sol e o vento forte dessa temporada. Agora o verão acabou e, com a chegada do outono, a pele do rosto precisa ser limpa e renovada. A higiene feita em casa não é suficiente em remover toda a sujeira impregnada. Recomenda-se uma limpeza de pele profunda, com um profissional dermatologista, Fisioterapeuta ou esteticista qualificadas.
A especialista, Ana Gil, conta que a limpeza de pele profunda, realizada por um profissional, é realmente capaz de eliminar as impurezas, poluição e resíduos de maquiagens. “Através dela removemos o excesso de células da capa córnea (células mortas), cravos, espinhas e mílliuns (bolinhas de sebo sob a pele) – desobstruindo, higienizando e recuperando a maciez, brilho e a vitalidade da pele”, ressalta Ana.
A profissional ainda acrescenta que esse procedimento de limpeza é realizado através de aparelhos e técnicas manuais, com cosméticos apropriados. Cada sessão dura em média uma hora e meia e é fundamental seguir um passo a passo, com cada etapa bem definida. 
Proprietária do Espaço Ana Gil, clínica de estética, pilates e fisoterapia, Ana Gil explica as etapas da limpeza de pele profunda:
1.    Assepsia – Primeiro a pele é higienizada, com loções de limpeza adstringentes e desengordurantes, escolhidos de acordo com o tipo de pele. Com o objetivo de remover maquiagem, cosméticos e até mesmo impurezas superficiais decorrentes de poluição e oleosidade;
2.    Esfoliação – Em seguida é feita a aplicação de produtos específicos com efeito abrasivo (esfoliantes), eliminando resíduos mais profundos e promovendo um afinamento da camada mais superficial da pele, facilitando a extração de cravos e acnes que não estejam inflamadas;
3.    Emoliência – Logo depois é aplicada uma emulsão emoliente por compressa e é lançado sobre a face do cliente o vapor de ozônio, que é definido como a vaporização de água limpa, que promove um maior “amolecimento da pele” e abertura dos poros, facilitando a extração. No vapor está o ozônio, que tem ação bactericida, fungicida e germicida e também impede a recontaminação da pele por bactérias que sejam removidas durante a limpeza.
4.    Extração – Nessa etapa os cravos são espremidos de forma manual ou com instrumentos como curetas e pinças de extração e os mílliuns com a ajuda de uma micro agulha. A extração deve ser feita delicadamente e devagar de forma que o paciente sinta-se confortável;
5.    Alta frequência: Se trata de um aparelho usado para cicatrizar e atuar como anti-inflamatório sobre os pontos da pele que sofreram micro lesões. Além disso, tem propriedades importantes como: fungicida (ação destrutiva de certos fungos), bactericida e bacteriostática (destrói e controla a proliferação de algumas bactérias);
6.    Máscaras: Na sequência temos o procedimento de finalização, a máscara é escolhida de acordo com o tipo de pele do paciente. Normalmente, opta-se pelas de efeito cicatrizante, secativo e adstringente.
7.    Massagem: A seguir é realizada uma massagem suave, com finalidade relaxante e terapêutica, com loções tônicas e/ou calmantes, promovendo redução de possíveis irritações da pele.
8.    Filtro solar: Para finalizar, temos a aplicação do protetor solar. É a última etapa e deve ser utilizado em forma de gel ou loção, para não obstruir os poros. O fator de proteção deve ser igual ou superior a 30 FPS. O intuito é evitar marcas pela exposição à claridade, independente de ser dia ou noite.
A especialista ainda alerta para os cuidados importantes que se deve ter nos dois primeiros dias após o procedimento, “Aconselha-se a não exposição ao sol – para evitar manchas – e são indicados produtos com propriedades calmantes, como a água termal. Quando necessário, recomenda-se a aplicação de produtos cicatrizantes, visto que os procedimentos de limpeza, em especial, a extração dos cravos, podem sensibilizar e irritar a pele, que tende a ficar vermelha”, aconselha Ana Gil.
Ana Gil
  • Graduada em Fisioterapia (IBMR)
  • Pós-graduada em Anatomia Humana e Biomecânica (UCB)
  • Especialista em Reeducação Postural Global - RPG (Instituto PhilipeSouchard)
  • Mestre em Educação Física (EEFD/UFRJ)
  • Autora do livro Core & Training: Pilates, Plataforma Vibratória e Treinamento Funcional (Editora Ícone)
  • Proprietária do Espaço Ana Gil: clínica de fisioterapia, estética e Pilates na Barra da Tijuca
  • Docente de cursos de pós-graduação Lato sensu da UCB, UCP, UNIRN
  • Professora de cursos de capacitação e palestras de grandes eventos e instituições em todo o Brasil.
  • Espaço Ana Gil: 21 2439-8600 / 98173-9765
  • Site: www.espacoanagil.com.br
  • E-mail: ana@espacoanagil.com.br
  • Fanpage e Instagran: @espacoanagil

10/04/2017

LUTO INFANTIL: COMO FALAR DE MORTE COM AS CRIANÇAS?

Por Dr. Carlo Crivellaro, Pediatra com Título de Especialista em Pediatria pela Sociedade Brasileira de Pediatria; Membro da Sociedade Brasileira de Pediatria; e Membro da Highway to Health International Healthcare Community

Com certeza, esse é um tema muito delicado e difícil de ser falado, em qualquer época da nossa vida, e com qualquer pessoa.

Se é difícil para nós, adultos, imagine para as crianças. Como toda nova experiência, pode ser bastante confuso e assustador para as crianças, ainda mais em caso de morte por acidente. Quando acontece, seja ela com o bichinho de estimação ou com um ente querido, as crianças precisam de todo nosso apoio e, principalmente, de nossa sinceridade, para que haja confiança.

Antes de começar a explicar, temos que ter claro em nossa mente o que é a morte para nós mesmos, e pensar em que realmente acreditamos, porque só assim poderemos responder aos questionamentos delas, que vão ser muitos. Se quiser, vale explicar também que nem todos pensam exatamente como o papai e a mamãe, e dar versões de outras religiões.

Devemos entender também que o luto é um processo, e não um evento. Isso quer dizer que demanda tempo, e cada criança precisará de um tempo diferente para superar sua perda. Pressionar a criança a voltar a ter “vida normal”, sem dar o tempo necessário, implicará em outros problemas ou reações negativas.

Muitos pais têm dúvida de quando começar a falar sobre o assunto ou então preferem nem falar. Deixar de falar não é a melhor solução, pois a morte é algo que faz parte da vida de todos nós. Ela está nas plantas, nos bichinhos, nos amigos e familiares. A melhor época para falar sobre o assunto é quando a situação acontecer, e essa situação pode ser a morte de alguém querido ou o questionamento da criança sobre o porquê a florzinha do vaso morreu. A criança não irá se beneficiar de “não tocar no assunto” ou “tirar isso da cabeça”. Nunca fuja do assunto quando a criança quiser conversar sobre o tema.

Entre 5 a 7 anos, a criança começa a entender melhor como relacionar sua vida com o mundo. Então, automaticamente, ela conseguirá relacionar a morte com algo que ela perdeu, como um brinquedo, por exemplo.

A morte faz parte do ciclo da vida. Uma ótima maneira de preparar seu filho de maneira simples é ensiná-lo desde pequeno com exemplos práticos. Plante uma semente e vá mostrando como ela nasce, cresce e morre. Lembra daquele feijãozinho plantado no algodão que todos nós fizemos na escola? Pode ser um ótimo aliado neste momento. O mais importante desta experiência é mostrar que esse processo é natural e que independe de ele ter cuidado direitinho da planta.

Há três itens em relação à morte que a criança precisa entender:

- Tudo que é vivo vai morrer um dia;
- Quando morre não volta mais;
- Depois que morre, o morto não sente dor, não corre, não sente medo, não dorme, não pensa, não age mais.

Crianças até 3 anos não conseguem perceber claramente isso, mas entendem que não brincarão mais com a tia, ou que o avô não a buscará mais na escola. As mais velhas percebem que a morte é algo natural, mas precisarão de explicações concretas para entendê-la. Só a partir de 12 anos é que a criança consegue entender completamente todo o processo.

Nunca associe morte com sono! Para contar à criança que alguém morreu, o melhor é não mentir e nem contar historinhas do tipo: “ele dormiu para sempre”, “descansou”, ou “fez uma longa viagem”. As crianças entendem as frases exatamente como são ditas, e isso pode causar confusão na cabecinha delas. Podem achar que a vovó que morreu está apenas dormindo e vai acordar a qualquer momento e chegar em casa, ou que todo mundo que viaja nunca mais volta, ou quando o papai chegar e disser que está cansado, ela vai achar que ele vai dormir e morrer. Aliás, a própria criança pode começar a ter medo de dormir e não acordar mais. Se disser que “fulano virou uma estrelinha”, a criança vai acreditar e, quando olhar para o céu, irá achar que todas as estrelas são pessoas mortas.

Se um ente querido estiver muito doente a criança deve saber o que está acontecendo. Por mais nova que ela seja, irá perceber o clima da casa. Explique que a pessoa está doente e que é grave. Se caso a pessoa morrer, nunca chegue para a criança contando o que aconteceu de repente. Comece a conversa relembrando do ciclo da vida da plantinha, daquele feijãozinho que vocês plantaram. Encare como uma discussão em aberto, e não como um discurso! Dê espaço para a criança tirar as suas dúvidas. Comece com fatos básicos, descubra o que a criança sabe e pensa, para decidir o quanto mais de informação ela tolera. Nem todas as crianças suportam muitos detalhes. Mais uma vez: a criança precisa de apoio e sinceridade.

Nunca esconda seus sentimentos. Não queira passar a imagem de que está tudo bem. Ao contrário, exponha suas emoções, pode chorar e dizer que será difícil para todos da família. Isso fará a criança perceber que o que ela está sentindo é normal. Demonstre que, como a criança, você também sente saudades e está sofrendo, e deixe que ela fale sobre os seus sentimentos. Garanta que ela não está sozinha, e sempre haverá alguém para cuidar dela, principalmente se a perda for de um dos pais. E tenha paciência, pois é possível que ela pergunte as mesmas coisas várias vezes.

É natural que a criança apresente mudanças de comportamento após a notícia da morte de alguém com quem convive. Além do choro e da raiva, pode começar a ir mal na escola, ficar hiperativo ou fazer xixi na cama. Considere ajuda da escola e até de um psicólogo. É importante que a criança sinta que tem apoio e atenção também dos colegas e professores.

Outra dúvida comum é se a criança deve ir a velórios ou enterros. Não se deve forçar, mas a criança pode se beneficiar de participar junto com os adultos. Os rituais servem para que todos vivenciem melhor a despedida, inclusive os pequenos. Os especialistas concordam que velórios e enterros não traumatizam as crianças. Explique muito bem antes como é o velório ou o enterro, e pergunte se ela quer ir. A criança precisa saber antes que será triste, e que muitas pessoas estarão chorando. Não decida pela criança que ela deve ficar de fora, mas também não a obrigue a ir se ela não quiser, e não deixe que se sinta culpada se não for.

O mais importante de tudo é sempre agir com honestidade, com a verdade, para que seu filho possa sempre confiar em você. Se não souber responder a alguma pergunta, não tem nenhum problema em dizer “não sei”. Buscar as respostas junto com seu filho poderá uni-los ainda mais. Quando procurar ajuda profissional? Em casos de raiva ou hostilidade excessivas, ou quando a criança não expressa nenhum luto, ou em casos de depressão ou ansiedade que interferem nas atividades diárias, durando semanas ou meses.

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