Câncer bucal: prevenindo, diagnosticando e tratando

Especialista fala sobre os malefícios do problema e como evitá-lo 

Hoje, dia 31 de maio destaca-se o dia nacional de prevenção ao câncer bucal, o sexto câncer mais comum no mundo, representando um grande problema de saúde pública e quando não diagnosticado e tratado precocemente apresenta alta morbidade e mortalidade. Ele é representado em 90% pelo carcinoma epidermóide (ou espinocelular) e os outros 10% representados por neoplasias mesenquimais e de glândulas salivares. Acomete principalmente o sexo masculino e idade superior aos 40 anos, podendo acometer pacientes mais jovens também.

De acordo com o cirurgião buco maxilo facial, Bruno Chagas, sua causa é multifatorial, onde múltiplos agentes ou fatores etiológicos atuam conjuntamente na carcinogênese bucal. “Os fatores de risco associados ao aparecimento do câncer bucal incluem agentes extrínsecos como fumo, álcool e radiação ultravioleta; e intrínsecos como estados sistêmicos ou generalizados como desnutrição geral. Alguns alimentos são considerados como agentes protetores, como tomate, cenoura, alface e alimentos que contenham betacaroteno em geral”, afirma o especialista.

O carcinoma epidermóide bucal pode apresentar-se de várias formas, a mais comum é de uma lesão ulcerada, bordas elevadas, nítidas e endurecidas, com centro necrosado e base endurecida. As outras formas são representadas por lesão ulcerada superficial, lesões endofíticas (ulcero-infiltrativas, ulcero-destrutivas), lesões endofíticas e lesões nodulares. O especialista ressalta, que "lesões bucais com mais de duas semanas, precisam ser levadas a sério, pois podem não ser uma simples afta", alerta Chagas. 

A prevenção deve envolver o diagnóstico precoce, podendo ocorrer por meio de campanhas de rastreamento, auto-exame bucal e controle dos fatores de risco associados ao surgimento e desenvolvimento de câncer bucal. “O auto-exame deve ser realizado por todas as pessoas independente da idade, já que as neoplasias malignas ou benignas podem acometer qualquer idade. O exame é rápido e fácil de ser realizado e auxilia na detecção de qualquer alteração bucal, seja ela patológica ou não.”, comenta Bruno. 
O tratamento do câncer bucal e o planejamento do mesmo são baseados no tamanho da lesão, condições de saúde do paciente e a classificação TNM. A terapêutica a ser implantada é usualmente excisão cirúrgica, radioterapia e quimioterapia, que podem ser utilizadas concomitantes e/ou associadas. A abordagem cirúrgica inclui a remoção de todo o tecido maligno e normal adjacente. “No planejamento cirúrgico já são incluídas as próteses maxilofaciais intra e extra-orais. A quimioterapia normalmente não é tida como padrão no tratamento de câncer bucal (carcinoma), mas pode vir a ser utilizada em alguns casos específicos. Os efeitos secundários das terapias supra-citadas na boca são: mucosite tanto para a radioterapia, quanto para a quimioterapia, radiodermite, xerostomia, cárie de radiação e a osteorradionecrose. O tratamento dentário prévio às diversas terapias instituídas visa minimizar os efeitos secundários advindos das mesmas”, finaliza Bruno. 
Serviço: Dr. Bruno Chagas
Cirurgião Buco Maxilo Facial
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(21) 2161-0948
Rua Augusto de Vasconcelos 544, sala 466 – Campo Grande, Rio de Janeiro.

Sendo mãe no século XXI

Saiba sete dicas fundamentais para conciliar vida profissional e maternal 

A dádiva de ser mãe não está em letras e expressões muito bem colocadas. Muito mais que gerar vidas, essa dádiva é materializada em cada gesto que conduz à paz e à esperança nas vidas que um dia esteve dentro delas. Convém deixar claro, que tanto a mãe que é profissional quanto aquela que não exerce atividade remunerada fora de seu lar são mulheres dignas de respeito, amor e compreensão.

Segundo Valéria Ribeiro, especialista em psicologia, desenvolvimento pessoal e mãe de dois filhos: "a mulher conseguiu conquistar muitos espaços, mas tem pago um preço por tudo isso. O maior preço que tem pago é na maternidade. Apesar de atrasarem a maternidade em alguns anos - normalmente após os 30 anos ou próximo dos 40 anos, para que possam estudar, se estabelecer em uma carreira e depois engravidar -, há a dúvida se será possível equilibrar vida profissional e maternidade", diz ela.

Grande parte das mulheres decidem ter filhos, nem que seja pelo menos um, atendendo assim a algo que dizem que é biológico na mulher, gerar e dar a luz a um ser humano. A partir daí começa o desafio. "Mudanças nas nossas vidas são comuns e não deveriam ser tratadas como algo de outro mundo. A vida é feita de ciclos e cada nova fase exige de todos nós adequações, atualizações e flexibilidade. Mãe entende bem sobre tudo isso", ressalta Valéria.
Por conta disso, a especialista oferece 7 dicas importantes para que as mamães não se sintam tão sobrecarregadas:

1. Estabeleça um tempo no seu dia para realmente estar com seu filho (que seja 15 minutos), mesmo que isso signifique uma cama desarrumada ou uma louça na pia. Este tempo será precioso para seu filho sentir que você o ama e gosta de estar com ele. Neste tempo brinque, pule, corra, converse, jogue com ele. Sorriam juntos e se divirtam.

2. Tenha um tempo para você. Se conseguir uma vez por semana, ótimo, senão verifique como isso pode entrar na sua agenda, nem que for uma vez por mês. Vá ao shopping, faça as unhas, vá caminhar ou simplesmente fique sem fazer nada.

3. Mantenha contato com suas amigas. Procure marcar encontros com outras mães e façam um café/chá da tarde ou outra atividade que vocês possam partilhar os desafios que têm encontrado no dia-a-dia na criação dos filhos. Isso funciona como uma terapia em grupo e pode ser uma excelente válvula de escape.

4. Dentro do possível, procure fazer um exercício físico. Houve um tempo que o exercício que conseguia fazer era subir e descer a escada da minha casa, fazia isso por 15 minutos, 3 vezes por semana. Ajuda muito.

5. Compartilhe as responsabilidades da educação do filho com o pai, ele fará do jeito dele e está tudo certo. O importante é inseri-lo no processo de criação como um agente ativo, mesmo que isso signifique ele fazer as coisas diferentes de você.

6. Procure aprender alguma ferramenta de gerenciamento de tempo. Saiba discernir e estabelecer o que é importante do que é urgente isso diminui a carga que o tempo nos impõe. Se você resolve mais coisas urgentes do que importante algo pode não estar indo bem.

7. E uma dica de ouro: respire, respire e respire. Nesta vida agitada temos nos esquecido de respirar e quando fazemos, ficamos presentes, oxigenamos nosso cérebro e acabamos fazendo as atividades com mais humor e consciência.
Serviço: Valéria Ribeiro
Especialista em psicologia, desenvolvimento pessoal e mãe de dois filhos
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Tabagismo causa uma em cada 10 mortes no mundo


Fonte da imagem: vivamelhoronline.files.wordpress.com
Acidente vascular cerebral, câncer e infarto estão entre as doenças relacionadas ao tabagismo, destaca pneumologista da Rede D’Or São Luiz

Um estudo divulgado no mês passado pela revista científica The Lancet, apontou que o cigarro é responsável por uma em cada dez mortes no mundo. O Brasil aparece como um bom exemplo nessa estatística. Nos últimos 25 anos a porcentagem de fumantes diários no País despencou de 29% para 12% entre os homens, já entre as mulheres esse número caiu de 19% para 8% dos casos.

Entre as razões apontadas pela pesquisa para essa queda esta a combinação entre impostos mais altos, com avisos sobre doenças e problemas causados pelo fumo impressos nos maços do produto. Mas, apesar de toda informação disponível sobre o cigarro, boa parte dos tabagistas ainda não acredita que esse vício possa fazer mal à saúde.

“Há um estudo que mostra que 60% dos pacientes avaliados não acreditavam que fumar aumentava o risco de infarto agudo do miocárdio, por exemplo”, explica a pneumologista do Hospital do Coração do Brasil da Rede D’Or São Luiz, Bianca Coutinho.

Não é à toa que a Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta o tabagismo como a principal causa de morte evitável no mundo. Segundo a organização, estima-se que 2,8 bilhões de pessoas sejam fumantes. Já o número de mortes anuais causadas pelo uso do tabaco chega a 4,9 milhões, o que corresponde a mais de 10 mil mortes por dia.

Algumas doenças estão relacionadas ao tabagismo, entre elas, as cardiovasculares, como infarto agudo do miocárdio – fumar aumenta o risco em seis vezes para as mulheres e em três para os homens – acidente vascular cerebral (AVC), câncer de bexiga, laringe e pulmão. “Doenças pulmonares como a doença obstrutiva crônica (DPOC) e doenças pulmonares intersticiais, também podem aparecer por decorrência desse vício”, aponta a pneumologista do HCBr.

Parando de fumar

A médica da Rede D’Or sugere algumas medidas para se livrar desse vicio. Alguns dos tratamentos englobam medidas não farmacológicas, como mudança de hábitos diários e terapia cognitivo comportamental individual ou em grupo, e farmacológicas, com medicamentos antidepressivos e terapia de reposição de nicotina. A escolha da melhor estratégia terapêutica deve ser feita pelo médico assistente, após avaliação.

O inverno está chegando, como se proteger de gripes e resfriados?

Fonte da imagem: conteudo.imguol.com.br
Ventilar os ambientes durante o dia e evitar o ar frio durante a noite são algumas das medidas indicadas pelas médicas da Rede D’Or São Luiz

Em Brasília o frio costuma se intensificar a partir de junho. Devido à aproximação do inverno, com a chegada precoce – e incomum - das chuvas e das baixas temperaturas, doenças respiratórias como gripes e resfriados costumam incomodar a população. A mudança de clima também traz o alerta sobre outras enfermidades como faringite, asma, bronquite, pneumonia, sinusite, rinite alérgica e amigdalite, infecções respiratórias comuns nessa virada de estação.

Engana-se quem pensa que trancar janelas e portas, evitar o vento frio ou a hiperexposição pode ser uma saída para não adoecer. Com essas atitudes, abrimos caminho para aglomeração de ácaros e fungos e a proliferação de vírus e bactérias. Segundo a otorrinolaringologista do Hospital Santa Luzia da Rede D’Or São Luiz, Luciana Watanabe, o ideal é que as pessoas deixem os ambientes bem ventilados durante o dia, pois espaços fechados aumentam as chances de contaminação.

Já durante a noite o ideal é cortar as correntes de ar, ainda mais quem tem filhos pequenos ou pessoas idosas em casa, pois a temperatura cai muito e pegar esse vento frio pode adoecer as pessoas”, explica a otorrinolaringologista. Os vírus que causam as gripes e resfriados têm um comportamento sazonal. “Os resfriados comuns podem ser causados por vários tipos de vírus, sendo o rinovírus o mais comum. A sazonalidade dessa infecção varia entre os tipos de vírus”, completa Luciana.

A baixa umidade do ar é outro vilão da estação. “A baixa umidade aqui em Brasília é um problema sério. Esse tempo resseca todas as nossas mucosas – coberturas internas do nariz, da boca, da garganta, traqueia – esse ressecamento pode favorecer a ação de micróbios e o aparecimento de infecções, além de facilitar o sangramento do nariz”, alerta a médica do hospital Santa Luzia.

A pneumologista do Hospital Santa Helena, Bianca Coutinho, esclarece que o diagnóstico é principalmente clínico e que apenas casos mais graves podem necessitar de exames complementares. “A maioria dos casos necessita de tratamento sintomático apenas, como analgésicos, repouso relativo e medidas para congestão nasal. Os casos mais graves podem precisar de medidas adicionais”, elucida a pneumologista.

Bianca Coutinho lembra que o vírus influenza – também conhecido com H1N1 - costuma ser mais encontrado durante o inverno nas regiões norte e sul do globo, mas, nos trópicos, ele pode ser encontrado durante todo o ano. “Como a transmissão ocorre por gotículas e contato próximo com pessoas contaminadas, além de toque de mãos, a aglomeração de pessoas em locais fechados pode aumentar esta transmissão”, alerta.

As medicas da Rede D’Or São Luiz aconselham algumas medidas simples para se proteger dessas infecções respiratórias e manter a saúde plena com a chegada do inverno e do tempo seco. Vacinar-se contra a gripe, beber bastante água, lavar o nariz com soro fisiológico, alimentar-se adequadamente, evitar atividades físicas intensas, lavar constantemente as mãos – esse é o principal canal de contaminação – evitar contato com fumaça, poluição, poeira e evitar aglomerações.

FINAL DA CAMPANHA CONTRA A GRIPE INFLUENZA

É importante lembrar que a campanha de vacinação contra a gripe influenza, promovida pelo Ministério da Saúde, que terminaria hoje (26) foi prorrogada para o dia 9 de junho.  A vacina protege contra os vírus H3N2, Influenza B e H1N1. Devem ser imunizadas crianças de 6 meses a 5 anos incompletos, idosos com 60 anos ou mais, indígenas, gestantes, mulheres que tiveram bebês no máximo a 45 dias, presidiários, agentes prisionais, portadores de doenças crônicas, profissionais de saúde e professores.

Segundo balanço do Ministério, até o dia 24 de maio, 467,3 mil pessoas foram vacinadas no Distrito Federal. O público alvo da campanha no estado é de 551,8 mil pessoas, desse total, 64,1% foram vacinadas.  A meta estabelecida pelo Ministério é vacinar 90% desse grupo.


Rede D´Or São Luiz

A Rede D’Or São Luiz é a maior rede de hospitais privados do Brasil com presença no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal e Pernambuco. No DF, três hospitais integram a Rede: Hospital Santa Helena, no Setor Hospitalar Norte; o Hospital Santa Luzia e o Hospital do Coração do Brasil, ambos no Setor Hospitalar Sul.

No Brasil, o grupo opera com 33 hospitais próprios, dois hospitais sob gestão e um em fase de construção. Possui 5 mil leitos, com planos de chegar a 8 mil leitos em 5 anos. São ao todo 38,6 mil funcionários e 87 mil médicos credenciados, que realizam cerca de 3,1 milhões de atendimentos de emergência, 205 mil cirurgias, 26 mil partos e 320 mil internações por ano. Além dos centros hospitalares, a Rede D’Or São Luiz também conta com participação no Grupo Oncologia D’Or, rede de clínicas especializadas em tratamento oncológico em sete estados brasileiros.

Tabagismo vai matar 8 milhões de pessoas por ano em todo o mundo, diz OMS

Fonte da imagem: audedicas.com.br
O vício é químico e psicológico, ambos muitos difíceis de serem abandonados sem o acompanhamento de especialistas

As doenças e mortes causadas em virtude do hábito de fumar atingem dados alarmantes. Os números vêm crescendo e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, em estudo divulgado em janeiro, o tabagismo custa anualmente cerca de US$ 1 trilhão em saúde e perda de produtividade e a estimativa é atingir 8 milhões de mortes por ano em todo o mundo. Segundo o estudo, atualmente o uso do fumo é a maior causa evitável de morte globalmente.

Os fumantes, ao menos a maioria deles, conhecem os riscos e sabem dos males, mas, ainda assim, muitos não conseguem deixar o consumo sozinhos. O vício é químico e psicológico, ambos muitos difíceis de serem abandonados sem o acompanhamento de especialistas.

A lista das doenças decorrentes do cigarro é bastante extensa. “Entre elas podemos citar vários tipos de cânceres além de alergias e doenças respiratórias. Dificuldade de concentração e memorização, além de disfunção sexual e tantas outras enfermidades também podem fazer parte dessa lista”, explica a diretora médica do Laboratório Frischmann Ainsergart, Myrna Campagnoli.

Os números de mortes vêm aumentando ano a ano podendo chegar a marca de 10 milhões de óbitos por ano, em todo mundo, já em 2030, segundo o Instituto Nacional do Câncer - INCA. A Fundação do Câncer, por exemplo, diz que o tabagismo está relacionado a, pelo menos, 50 tipos de doenças, que levam ao óbito, em todo mundo, cerca de 10 mil pessoas por dia.

O cigarro contém, aproximadamente, 4.720 substâncias tóxicas, das quais pelo menos 70 são cancerígenas. A organização ressalta, ainda, que ex-fumantes precisaram tentar de 3 a 4 vezes até conseguirem parar definitivamente. Isso acontece porque o tabagismo é uma dependência, sendo que um dos componentes do tabaco, presente no cigarro, cachimbo, charuto e outros, é a nicotina, substância responsável por essa dependência.

Todas essas informações reforçam a importância de parar de fumar e os profissionais de saúde podem ajudar quem quer e precisa dar esse importante passo. “Converse com seu médico ou psicólogo, eles podem ajudar, orientar e acompanhar o paciente durante esse período. Existem também diversos programas de tratamento contra o tabagismo, na rede particular e na pública de Saúde, como por exemplo, no SUS - Sistema Único de Saúde, que oferece tratamento gratuito para fumantes”, completa.

Distúrbios da tireoide: nódulos afetam de 50% a 60% dos brasileiros

Fonte da imagem: hippodrs.com.br
Endocrinologista do Hospital Santa Luzia da Rede D’Or São Luiz esclarece a diferença entre hipertireoidismo, hipotireoidismo e alerta sobre o aparecimento de nódulos tireoidianos

Normalmente identificados como sintomas de outras doenças, insônia, ansiedade, ganho de peso e, até mesmo, o cansaço podem ser sinais de que a sua tireoide não esta funcionando bem. Distúrbios desse órgão podem causar problemas severos se não forem identificados e tratados no prazo e da maneira correta.

Localizada no pescoço, logo abaixo da região conhecida como pomo-de-adão, a tireoide é considerada um das maiores glândulas do corpo humano. Formada por dois lobos, um em cada lado da traqueia, ela produz os hormônios Triiodotioronina (T3) e Tiroxina (T4).

“Esses hormônios participam da regulação do metabolismo de todas as células do nosso organismo. Disfunções tireoidianas, portanto, irão interferir no metabolismo de diversos sistemas do nosso corpo”, explica a endocrinologista do Hospital Santa Luzia, da Rede D’Or São Luiz, Tânia Falcão.

A interferência no metabolismo citada pela médica resulta em problemas como o hipotireoidismo e o hipertireoidismo. “No hipotireoidismo, ocorre diminuição na produção de hormônios, o que pode ocasionar o ganho de peso – um de seus sintomas. Os principais sintomas são cansaço, indisposição, sono excessivo, frio, queda de cabelo, unhas fracas, diminuição na libido, edema e o humor deprimido”, explica a especialista da Rede D’Or.

Já no hipertireoidismo ocorre o inverso, o organismo produz hormônios de maneira excessiva, causando uma serie de sintomas que podem se assemelhar a ansiedade. O individuo fica mais acelerado, apresenta nervosismo intenso, palpitação, tremor nas mãos e sudorese, diarreia e perda de peso.

Entre outros sintomas que a disfunção dessa glândula pode apresentar, a presença de nódulos merece atenção. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), esses nódulos podem afetar de 50% a 60% da população do País. Membro da SBEM, Tânia alerta que é sempre bom buscar auxílio médico, pois outros problemas na tireoide podem não causar sintomas, tais como tireoidites, bócios nodulares e o próprio câncer.

TRATAMENTO

De acordo com a médica, para cada distúrbio há um tratamento adequado. No hipotireoidismo é feita a reposição hormonal e o tratamento costumar durar a vida toda do paciente. No hipertireoidismo as medicações atuam diminuindo os níveis de hormônios. Nas tireoidites às vezes e necessário o uso de anti-inflamatórios ou corticoides.

“Nos nódulos, dependendo do caso, é necessário fazer um punção – método que permite a retirada de uma amostra das células do nódulo para a realização de exames. E, na suspeita de câncer, o paciente deve realizar a cirurgia”, exemplifica a endocrinologista do Hospital Santa Luzia.

A especialista esclarece ainda que se não forem tratados, os distúrbios podem provocar doenças ainda mais graves. “As doenças tireoidianas, especialmente as disfunções hormonais, podem causar avançados distúrbios graves, principalmente cardiovasculares”, alerta.

RECOMENDAÇÕES

De acordo com a médica é preciso ficar atento aos sintomas e principalmente nas alterações referentes ao peso e ao humor. Além disso, é importante procurar um especialista para a prescrição de medicamentos e exames corretos.

Hospital Santa Luzia

O Hospital Santa Luzia é um dos maiores centros clínicos de alta complexidade de Brasília. Com 46 anos, o HSL une o que há de melhor e mais moderno em assistência hospitalar.  Os quatros andares do complexo hospitalar contam com Centro de Diagnóstico por Imagem, Emergência, Laboratório, UTI’s, Hemoclínica, Endoscopia, Unidades de Internação na Clínica Médica, Unidades de Internação na Clínica Cirúrgica e UTI Cirúrgica, CTI (UTI Geral e UTI Neurológica) e Bloco Cirúrgico, entre outras unidades.

Rede D´Or São Luiz

A Rede D’Or São Luiz é a maior rede de hospitais privados do Brasil com presença no Rio de Janeiro, São Paulo, Distrito Federal e Pernambuco. No DF, três hospitais integram a Rede: Hospital Santa Helena, no Setor Hospitalar Norte; o Hospital Santa Luzia e o Hospital do Coração do Brasil, ambos no Setor Hospitalar Sul.

No Brasil, o grupo opera com 33 hospitais próprios, dois hospitais sob gestão e um em fase de construção. Possui 5 mil leitos, com planos de chegar a 8 mil leitos em 5 anos. São ao todo 38,6 mil funcionários e 87 mil médicos credenciados, que realizam cerca de 3,1 milhões de atendimentos de emergência, 205 mil cirurgias, 26 mil partos e 320 mil internações por ano. Além dos centros hospitalares, a Rede D’Or São Luiz também conta com participação no Grupo Oncologia D’Or, rede de clínicas especializadas em tratamento oncológico em sete estados brasileiros.

Como usufruir melhor o seu tempo

Saiba dicas de como ter um dia produtivo e sem frustrações 

Organizar o dia e adotar determinados hábitos no seu cotidiano é fundamental e pode fazer toda diferença em sua produtividade. Além de evitar estresses, frustrações e a temida ansiedade. Se a vida já é curta, imagina para quem ainda acaba encurtando-a mais ainda com desperdícios desnecessários. Para não perder tempo e viver cada época ou momento com intensidade, tanto em sua vida profissional e acadêmica quanto pessoal, é necessário buscar maneiras práticas para realizar suas tarefas em prazos específicos e evitar a perda de tempo no dia a dia.  

Segundo João Alexandre Borba, psicólogo e coach, "gerenciando seu tempo, você terá maior disposição para cumprir seus compromissos e terá mais tempo livre para se divertir e aproveitar os momentos. Com uma atitude mais firme e objetiva, você pode evitar o acúmulo de tempo com o que deveria ter feito e cumprir suas obrigações com maior agilidade, usando seu tempo para coisas úteis", explica ele. 

Como definir prioridades quando tudo é urgente? Urgente e importante são termos usados muito no ambiente profissional e na vida pessoal também. Essas duas palavrinhas acabam confundindo seus usuários em relação ao seu significado. Por isso é melhor entender a diferença entre cada uma para saber definir prioridades quando tudo é urgente. 

Aprenda cinco dicas simples: 

1- Roteirize o seu dia
2 – Defina as prioridades
3 – Tenha equilíbrio
4 - Conheça seus limites e não exija além do que pode oferecer
5 – Seja pró-ativo e objetivo 

Por fim, João Alexandre ressalta que a melhor forma de administrar seu tempo com mais clareza é deixando um tempo livre para realizar tarefas que acalmem sua mente, eliminando momentos de estresse e ampliando sua qualidade de vida. Afinal, ninguém funciona de verdade sem uma mente saudável, conclui o especialista.
Serviço: João Alexandre Borba
Master Coach Trainer e Psicólogo

Saiba como melhorar a qualidade dos seus relacionamentos

Confira estratégia simples, que promete melhorar em 100% a qualidade de suas relações interpessoais 

A grande maioria das pessoas não está presente para o mundo de emoções está acontecendo dentro delas a todo momento.  O tempo todo, estamos sentindo algum tipo de emoção, embora não tenhamos consciência disso. Ter consciência das nossas emoções é importante porque é a emoção que determina o nosso comportamento.  Tanto é assim, que você age totalmente diferente quando está feliz, do que quando está triste, do que quando está com ciúmes, do que quando está com raiva. Estar consciente de suas emoções é a primeira coisa a fazer para melhorar a qualidade das suas relações interpessoais, explica a coach de Inteligência Emocional e Headtrainer, Inessa Franco.
A especialista desenvolveu uma estratégia, que aplicou em sua própria vida e resultou em melhoras significativas, e conta que antes disso, as coisas eram diferentes: “Durante muito tempo, eu não tinha consciência das minhas emoções, e chegava em um ambiente sempre observando como o ambiente estava, para, a partir daí determinar o meu comportamento. Na prática, meu comportamento e meu humor eram totalmente adaptáveis e dependiam do local e das pessoas que estavam ao redor”, diz.
Segundo a master coach, a maioria das pessoas agem assim, e as consequências desse tipo de comportamento podem ser muito ruins, visto que, mesmo sem perceber, o indivíduo passa a permitir que outras pessoas tenham controle sobre sua vida. “O que eu demorei um pouco para entender e hoje transmito aos meus clientes, é que é preciso estar determinado sobre como você quer que seja o seu dia, e estar comprometido com isso, e não pode permitir que os acontecimentos ou as pessoas determinem o seu estado interior, porque assim, você se torna muito vulnerável. Você simplesmente perde o controle da sua vida, porque seu comportamento e suas emoções passam a ser determinadas por outras pessoas. Além disso, quando o indivíduo espera para agir de acordo com o ambiente e com os outros, é comum que se sinta sobrecarregado emocionalmente, pois se permite absorver emoções que não são verdadeiramente suas”, afirma.
A estratégia, de acordo com Inessa Franco, consiste em ter uma atitude mais ativa sobre a própria vida, fazendo com que o indivíduo tenha total controle sobre suas próprias ações e emoções, tirando esse poder das mãos de outras pessoas. “Eu utilizo a estratégia que costumo chamar de ‘apesar de...’. Isso significa que, independentemente do ambiente em que eu vá e das pessoas que estarão comigo, eu me conecto e determino o objetivo de como eu desejo me comportar e me sentir, apesar de qualquer coisa que possa acontecer”, explica.
A Master Coach conta como é na pratica: "Então, por exemplo, quando eu saio de casa para qualquer coisa, desde uma reunião de trabalho, atendimento, para um encontro com amigas, reunião de família, enfim… eu determino como eu quero me sentir naquele ambiente e com aquelas pessoas, como eu quero que seja o meu dia, a minha tarde, a minha noite,  e de acordo com o que eu determinei eu já foco os meus pensamentos para que eu pense que eu estou comprometida comigo de estar bem, de estar feliz, de me divertir … vai depender do contexto… e já com esses pensamentos de que o meu dia vai ser, por exemplo: feliz, porque eu determinei, eu já penso várias coisas positivas a respeito, já coloco um sorriso no rosto, já determino que vou chegar sorrindo, que não importa o que aconteça, eu sei como quero me sentir e que o que eu vou sentir depende só de mim." 
Inessa Franco diz que:  "Reuniões de família foram, no passado, momentos de tensão. Sei que é assim pra muita gente. As pessoas evitam se encontrar pra não brigarem. Quando eu determino que quero estar feliz com aquelas pessoas e é isso que vou fazer, não importa o que aconteça… pronto, você vai lá e faz. O que é preciso? Definir antes o que você quer, depois direcionar o seu foco para pensamentos positivos a respeito daquela situação, em seguida ter comportamentos que se alinhem com o que você definiu. Pronto!
Segundo a Coach Inessa Franco: "Muitas pessoas, saem de casa, pensando em como elas não querem que aconteçam, e no fim das contas acaba acontecendo exatamente aquilo que elas não queriam. Isso porque, estavam focadas naquilo que não queriam, ao invés de focarem naquilo que queriam."
A especialista ressalta que os benefícios para as pessoas que utilizam essa estratégia são inúmeros e podem ser sentidos em todos os contextos da vida. “Assumir essa atitude mudou minha vida da água para o vinho e eu pretendo agora, transmitir essa estratégia para que os meus clientes possam sentir os mesmos benefícios que eu sinto. Eu passei a ser dona do meu próprio estado emocional, tendo total controle de minhas ações, meus sentimentos e pensamentos. Como principal resultado, atualmente eu sinto uma grande melhora em minhas atitudes e minhas relações com outras pessoas e comigo mesma. Agora me sinto muito mais livre e leve para ser eu mesma, apesar de todos e de tudo o que possa acontecer”, conclui.
Inessa Franco além de coach de Inteligência Emocional e headtrainer, é autora do Treinamento Power Self, do E-book ‘Desperte Seu Poder’, do Programa em áudio ‘Direcione Seu Dia: 7 Etapas para um dia produtivo e feliz’ e do programa Master Self ON TOP - Coaching em Grupo Online, e co-autora do livro ‘O Segredo do Sucesso Pessoal’. Além disso, a profissional está presente nas mídias sociais com seu canal no Youtube e seu perfil nas redes sociais:
Inessa Franco
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Bruxismo assunto sério

Sintomas, diagnósticos e tratamento do Bruxismo 

Bem diferente do que muitas pessoas pensam, o bruxismo é um dos distúrbios do sono, do qual os dentes são mais vítimas do que exatamente os causadores do problema. O especialista em cirurgia buco-maxilo-facial pelo Hospital Federal de Bonsucesso, Bruno Chagas revela aspectos importantes para lidar com o problema.

Noite mal dormida, tensão nos músculos da mastigação e para piorar, uma dor de cabeça forte, e muitas vezes insuportável pela manhã ao acordar. Arcadas dentarias irregulares, mordidas cruzadas, transtornos de ansiedade e práticas de esportes de alto rendimento estão entre as causas. Esses são alguns dos desconfortos – causados pelo ranger involuntário dos dentes de madrugada – com que os portadores de bruxismo do sono têm que conviver. “Ao contrário do que a maioria pensa, os dentes são reféns, são vítimas, desse distúrbio do sono, chamado bruxismo. É como o ronco e a apneia. É importante saber que os dentes não são sempre os causadores do problema”, esclarece o especialista.

“Para se ter uma ideia, o ranger dos dentes é a última coisa que acontece nesse processo. Tudo começa com uma superativação do sistema nervoso central, que aumenta a atividade alfa do cérebro, por consequência eleva a frequência cardíaca, que estimula a musculatura mastigatória e por fim reflete no ranger involuntário dos dentes”, explica Chagas, ao descrever as etapas do distúrbio, na prática.

Não se pode afirmar que há um perfil típico dos portadores de bruxismo, já que a relação de causa e consequência do comportamento humano nesse sentido implica em diversas possibilidades, inclusive pessoas que são hipertensas e que têm outras disfunções do sono, como a síndrome das pernas inquietas (hábito de manter o movimento dos membros mesmo dormindo), por exemplo.  Mas, uma coisa é certa, pode-se afirmar que aqueles que sofrem de ansiedade e estresse geralmente lideram o “tipo mais comum” na lista dos pacientes. “Geralmente os portadores são adultos tensos, hiperativos, agressivos e com personalidade compulsiva”, descreve Bruno. Posto isso, se torna mais fácil entender porque não conseguem ter uma boa qualidade de sono.

De um modo geral, é comum as pessoas falarem de bruxismo com certa simplicidade, como se o único problema fosse o desconforto do ranger dos dentes durante a noite – o que já não é pouco, pois resulta em trincas e desgaste severo dos dentes. Sim, esse é, sem dúvida, um dos principais sintomas, porém, as consequências vão muito além desse sinal noturno. “As regiões da cabeça e pescoço são muito prejudicadas. Podem ocorrer dores intensas musculares e na articulação da mandíbula, sonolência, fadiga e cansaço durante todo o dia, além da perda progressiva dos ossos que sustentam os dentes, o que é grave”, explica o cirurgião. “Nos casos mais severos, há um travamento mandibular, que impede o movimento da mandíbula. Essa sensação paralisante é muito desagradável”.

Dentre os sintomas mais graves está a dor tensional na musculatura do crânio , que provoca a cefaleia tensional, proveniente dessa pressão pericraniana e uma dor muito forte e aguda na região das têmporas. Para completar o arsenal de danos, existe ainda a possibilidade iminente de cortes nos lábios, língua e mucosa das bochechas. Contudo, ironicamente, há estudos que mensuram que cerca de 40% dos portadores de bruxismo do sono não apresentam sintomas. “Cada paciente tem seu limiar de estresse, assim como sua capacidade de suportar a dor, sendo que muitas vezes esse limite não foi atingido ou associado a outros fatores para gerar o bruxismo que é multifatorial, isto é, envolve causas de diversas naturezas”, diz o especialista.

Os sintomas são, sem dúvida alguma, a principal ferramenta de diagnóstico. Mas é preciso averiguar para saber se há outro fator agregado às causas e assim fazer uma identificação precisa do que está ocorrendo. “Hoje em dia é quase indispensável fazer uma polissonografia para saber mais sobre a intensidade do bruxismo do sono. Até algum tempo atrás, esse exame, que é feito com o paciente dormindo, era usado apenas para analisar o ronco e apneia”, lembra Chagas, ao destacar que essa avaliação permite a realização de testes de diversos parâmetros do corpo durante o sono. "São analisados fatores como os potenciais elétricos da atividade cerebral, os batimentos cardíacos, o esforço respiratório, a saturação de oxigênio no sangue e a atividade muscular craniofacial. Juntos, esses elementos ajudam a identificar o problema".

Antes de tudo é bom deixar claro que, por ser considerado um distúrbio crônico persistente, o bruxismo não tem cura. Sendo assim, os especialistas ao tratarem os pacientes, utilizam técnicas e tratamentos que têm a função de atenuar os sintomas e tornar a convivência com o distúrbio um pouco mais amena e, claro, evitar danos maiores no dia a dia. Um dos métodos mais eficientes e tradicionais, usado há anos, é a placa miorrelaxante que representa um dos tratamentos para o bruxismo. “De fato, posicionada entre os dentes superiores e inferiores relaxa a musculatura e evita o desgaste dental”, explica Bruno Chagas. No entanto, mais da metade dos profissionais indicam a placa de silicone, maleável, por ser mais confortável para quem usa. “Essa recomendação deve ser muito criteriosa, pois alguns estudos mostram que a mais indicada é a placa rígida, já que a maleável de silicone pode aumentar o bruxismo, uma vez que o paciente aperta mais por ser mole”, completa o buco maxilar.

O Botox , ao contrário do que muitos pensam, não é usado somente para rugas, esse medicamento é um novo armamento para aliviar o apertamento dentário e Bruxismo.

O profissional ainda ressalta que cada caso clínico é tratado separadamente e com indicações bem específicas. Pois como todo mal, deve-se tratar a raiz do problema.  O especialista esclarece que o estresse e ansiedade devem ser analisados por um psicólogo ou mesmo um psiquiatra, distúrbios neurológicos, por um neurologista e por aí vai. Para amenizar o desconforto cotidiano, nem as sessões de massagem e acupuntura escapam do leque de tratamentos, quando a causa do problema é emocional. “No caso do bruxismo, a acupuntura também pode reduzir a ansiedade e produzir um efeito relaxante, já que atua no emocional. Mas o método não restaura o que está em desequilíbrio. Outro ponto a favor é que a acupuntura estimula o sistema imunológico”, finaliza Chagas.
Serviço: Dr. Bruno Chagas
Cirurgião Buco Maxilo Facial
@drbrunochagas
(21) 2161-0948
Rua Augusto de Vasconcelos 544, sala 466 – Campo Grande, Rio de Janeiro

Depressão e bipolaridade não são frescura nem excentricidade, alerta médica

Quanto antes diagnostica e tratada, melhor será a qualidade de vida e profissional da pessoa que sofre com transtorno mental
A depressão é uma das doenças que mais afastam trabalhadores atualmente. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a estimativa é de que, até 2020, ela já seja a maior responsável pelos afastamentos de profissionais. No Brasil, a doença já está na segunda posição, conforme dados do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), ao demonstrar que 48% dos trabalhadores que se afastam por mais de 15 dias do trabalho estão com algum tipo de transtorno mental, sejam eles a depressão, a bipolaridade e outros transtornos relacionados.
Muito além do simples afastamento das atividades laborais, essas são doenças que afetam toda a vida da pessoa. “Essas doenças também afetam o dia a dia em família, as relações sociais, os estudos e até mesmo as atividades profissionais”, explica a médica especializada em psiquiatria, Beatriz Rosa.
Classificada como o mal do século, a depressão pode atingir qualquer pessoa. “Não há um perfil definido, algumas pessoas já têm pré-disposição para a doença que é agravada, muitas vezes, por um ambiente de trabalho que promova muita pressão, ou rotina muito estressante, como ocorrem em diversas profissões, como bancários, policiais, jornalistas, médicos, entre outras. Quanto mais estressante o dia a dia, mais prejudicial será para aquelas pessoas que já têm a doença e precisam encarar essas rotinas. Quando não tratada adequadamente a depressão irá provocar o afastamento do profissional das suas atividades”, informa a médica.
Outra doença que pode afetar muito a carreira profissional é a bipolaridade, que é um distúrbio muito comum. “Ao contrário do que muita gente pensa, o bipolar nem sempre apresenta mudança repentina de humor. Pessoas muito ativas, que fazem muitas tarefas, cheias de energia, também podem sofrer com a bipolaridade. Passam dias muito ativas e, em outros, muito cansados, deprimidos, dormem mal, têm dificuldade para acordar no horário adequado, cumprir horários. Ou seja, nem sempre uma pessoa bipolar será uma pessoa com baixo rendimento, mas esse trabalhador terá mais dificuldade em equilibrar as semanas intensas com aquelas com pouca produtividade. Com o tratamento adequado é possível ajudar o paciente a conseguir ter mais equilíbrio nesses altos e baixos e assim oportunizar uma vida mais estável e sem os grandes picos de alterações de comportamento”, diz Beatriz Rosa.
Outro alerta da médica é que os transtornos precisam de atenção e tratamento médico. “Boa parte das situações de depressão estão relacionadas à bipolaridade, e é preciso acompanhamento de um médico especializado que consiga fazer o diagnóstico correto. Quem sofre com esses transtornos pode ter uma melhor qualidade de vida desde que tenha acompanhamento, medicação e tratamentos adequados para cada caso”, explica a especialista.
Beatriz Rosa é médica especializada em psiquiatria, que atende crianças no hospital Santa Marcelina, em São Paulo, e possui um consultório em Curitiba com atendimento adultos, adolescentes e crianças.

Um alerta sobre os perigos da pressão alta

Fonte da imagem: dicassobresaude.com
O combate à pressão arterial é fundamental para manter um coração saudável

Dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão estimam que 25% da população brasileira adulta está com o coração em risco neste momento. A hipertensão arterial, a conhecida pressão alta, é uma doença silenciosa que, se não controlada, pode ser identificada tarde demais na forma de graves problemas de saúde.

Os números trazem um cenário ainda mais preocupante na faixa de idade dos 60 anos, na qual 50% dessa população no país enfrenta a doença que, hoje, é responsável também por 40% dos infartos, 80% dos derrames e 25% dos casos de insuficiência renal terminal, que são os efeitos mais graves da pressão alta e que podem ser evitados se os pacientes se conscientizarem sobre a importância do tratamento e das mudanças no estilo de vida.

Crianças e adolescentes também estão nas estimativas, com 5% delas já tendo que lidar, desde cedo, com os efeitos da pressão alta. “O problema é grave, mas a prevenção à doença é mais simples do que parece. Para evitar a hipertensão arterial é imprescindível a prática frequente de atividade física, consumo balanceado de sal, controle do peso corporal, combate ao estresse e, no caso dos adultos, o abandono do cigarro e do consumo de bebidas alcóolicas”, destaca a médica Myrna Campagnoli, diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart.

A hipertensão arterial é uma doença crônica causada pela elevação dos níveis da pressão sanguínea nas artérias, sendo um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de patologias cardiovasculares. Ela só é diagnosticada após ficar comprovado que o paciente apresenta pressão elevada com frequência, por um especialista, mas, mesmo após a contensão da pressão, a pessoa deve continuar tendo acompanhamento médico, além de realizar exames complementares periódicos, e uso de medicamento regular se necessário.


Colesterol: quanto mais baixo melhor

A saúde do coração está diretamente ligada aos níveis de gordura no sangue. O acúmulo da gordura visceral e o aumento das taxas de colesterol considerados “ruins” (Triglicerídeos e colesterol LDL), são muito prejudiciais à saúde, pelo fato de se depositarem nas paredes das artérias formando as placas de arteriosclerose. Essa associação de doenças tem aumentado de forma significativa e compõe o principal fator de risco para doenças cardiovasculares. Doenças estas responsáveis pela maior causa de mortalidade no mundo. “O risco se torna ainda maior se somarmos o sedentarismo, a obesidade abdominal central (circunferência abdominal), história familiar de Diabetes Melitus e Hipertensão arterial. “Sabe-se que quanto mais exposto a estes fatores de risco maior o risco cardiovascular”, explica Myrna Campagnoli.

A médica explica que a rotina de tratamento envolve consultas médicas, e a periodicidade depende dos fatores de risco aos quais o paciente está submetido. “De forma geral, a partir dos 40 anos, consultas anuais são indicadas para avaliar o perfil cardio-metabólico do paciente e diagnosticar precocemente possíveis doenças na avaliação do coração em seu esforço máximo”, destaca, comentando que neste ano os médicos e laboratórios contam com novos parâmetros para análise do colesterol no organismo.

“Os laboratórios já estão preparados para análise de acordo com os novos parâmetros validados pelas Sociedades Brasileiras de Cardiologia e de Análises Clínicas, que envolvem também especificações sobre o tempo de jejum para a realização de exames como o de Colesterol (Perfil Lipídico), que gera resultados também para o HDL-c, LDL-c e triglicérides. As 12 horas de jejum já não são mais obrigatórias e os laboratórios poderão realizar a coleta do perfil lipídico independentemente do tempo que o paciente alimentou-se pela última vez”, explica a diretora médica do Laboratório Frischmann Aisengart.

Segundo Myrna, o médico que solicitar o exame poderá estabelecer o tempo de jejum de acordo com o perfil de cada paciente, pois, em alguns casos, existem situações clínicas específicas em que as concentrações do perfil lipídico são muito altas e, assim, o médico, no momento em que pede a realização de um exame de análises clínicas para o seu paciente, deve orientá-lo sobre a manutenção ou não do jejum de 12 horas antes da coleta. “As 12 horas de jejum já não são mais obrigatórias para todos os pacientes que, assim, podem fazer seus exames em qualquer hora do dia, independentemente do tempo de jejum, mas cabe ao médico, nos casos especiais, como para aqueles que apresentam concentrações de triglicérides acima de 440mg/dL ao longo do dia, orientar o paciente que precisa, obrigatoriamente, manter o jejum”, diz.

Cuide da sua saúde mantendo sua vacinação em dia:

A prevenção é sempre o melhor para a manutenção da saúde. Por isso, estar com a carteira de vacinação em dia é uma importante forma de evitar doenças. O Laboratório Frischmann Aisengart dispõe de diversas vacinas, entre elas, a  vacina quadrivalente contra a gripe. Ela protege contra as infecções causadas pelo vírus influenza, e sua composição é definida pela Organização Mundial de Saúde. Devido à curta duração de sua proteção - aproximadamente 1 ano - e a possibilidade de mudança da composição, deve-se tomar a vacina da gripe anualmente. Mais informações: www.labfa.com.br



[PEQUENOS CALOTES] SOLUÇÕES PARA MANTER AMiZADES E O BOLSO SAUDÁVEL

Como evitar calotes de pessoas próximas a nós? De acordo com a Consultora e Professora de Economia Anapaula Iacovino Davila, recuperar cada centavo do que emprestou ou pagou para familiares e amigos demanda muita diplomacia, análises e paciência. Aprender a dizer NÃO é uma das soluções, orienta. Veja mais algumas dicas da especialista em economia para não economistas:
1 - Como evitar calotes de pessoas próximas a você?
Muitas vezes, emprestamos dinheiro por consideração, por uma questão emocional. Aprender a falar NÃO é a melhor maneira, caso a pessoa não esteja disposta a arriscar amizade e dinheiro, ou se ela mesma não está em condições de prestar. “Poxa, não posso falar não para o meu irmão, para o meu filho, para o meu tio”. E aí na hora que recebe calote, a pessoa que emprestou ficará ainda mais chateada e se sentindo duplamente traída, por fazer sacrifício, pela amizade, e por perder o dinheiro emprestado. 
2 - Emprestou dinheiro, pagou algo para a pessoa te devolver depois o valor, mas nunca recebeu. O que fazer para se evitar esse tipo de situação? 
Já fez uma pesquisa sobre a pessoa para qual emprestará o dinheiro? Consulte amigos, parentes para saber mais se outros já emprestaram e ajudaram quem te pede dinheiro. 
3 - Como cobrar, sem perder a amizade (e o dinheiro)?
Antes de qualquer coisa: o que será mais importante? O dinheiro ou a amizade?
Se for o dinheiro, evite empresar! Agora, se empresar para uma pessoa “quebrada”, depois para cobrar você precisa usar a diplomacia e delicadeza para conversar e explicar. “Olha, eu te ajudei quando você precisou, mas agora sou eu que estou precisando desse dinheiro”. Ou seja, você vai ter que sensibilizar o outro para que dê um jeito de te reembolsar. E se a pessoa é mais importante do que o dinheiro emprestado? A delicadeza no convencer o outro é mais importante ainda. Se você cobrar de forma bruta, pode perder a razão e, aí então, corre-se o risco de ficar sem dinheiro e sem a amizade. 
4 - Usar tecnologias para organizar finanças que envolvam familiares e amigos podem colaborar para evitar calotes? 
Uso das tecnologias facilita muitíssimo a organização das contas. Seja para pagar ou para receber. Se tiver mecanismo de cobrança, melhor, porque facilita no caso de precisar cobrança para quem emprestou. Além de evitar o constrangimento para falar do assunto, reduz o desgaste pessoal. Mas quando o calote persiste, a conversa será necessária.
5 - Pequenos calotes: faz alguma diferença receber aqueles poucos reais que você emprestou, mas que nunca lembra de receber, até porque ou fica constrangida em cobrar? 
Esses pequenos calotes prejudicam seus orçamentos, sim. Receber os valores pequenos também é essencial para seu bolso. Porque, na hora de colocar na ponta do lápis, faz diferença, faz falta. Se você recebeu algo que não esperava, guarde! Faça uma poupança para emergências. 
6 – E como organizar-se para receber dinheiro de diversas pessoas, como no caso de eventos pessoais? 
Organizar eventos que envolvam grupos em todo mundo vai participar das despesas demanda muita organização e cuidados. No calor da emoção do convite, muita gente topa participar, mas não tem certeza quando pagará. Muitas vezes a desorganização é que gera o calote. Por isso, tenha um bom sistema listas, pois a chance de não receber é grande.
Já presencie uma situação em que irmãos se uniram para organizar a festa e comemorar a Bodas de Ouro dos pais. O evento envolvia locação de salão, músicos, alimentação, registro em fotos... A celebração, que deveria prestar uma linda homenagem aos pais, acabou em briga na família. Ter uma planilha com os nomes de todos os envolvidos, quanto cada um deve pagar e quem já pagou é fundamental para se evitar o calote. Parcelamento e cheque pré-datado são boas soluções, porque às vezes pode até acontecer de a pessoa deixar de pagar por esquecimento ou desorganização. O uso de sites e aplicativos tecnológicos pode facilitar esse controle.

DORES DE CABEÇA E DIFICULDADE PARA DORMIR? VOCÊ PODE ESTAR COM FIBROMIALGIA

Por Dr. Sérgio Costa, Ortopedista com Especialização em Cirurgia de Joelho, Artroscopia e Próteses pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP); Pós-Graduado pela Faculdade de Medicina da USP em Ortopedia e Traumatologia; Mestre pela USP; e Coordenador da Equipe Médica do Hospital São Luiz, unidade Itaim

A fibromialgia é um transtorno de etiologia desconhecida, caracterizado por dor generalizada, processamento anormal da dor, distúrbios do sono, fadiga e tensões.  

Pessoas com fibromialgia também podem apresentar outros sintomas como:

- Rigidez matinal
- Formigamento ou dormência nas mãos e pés
- Dores de cabeça e enxaquecas
- Problemas de raciocínio e memória
- Menstruação dolorosa

Os critérios de 2010 do Colégio Americano de Reumatologia (ACR) são utilizados para o diagnóstico clínico e classificação da gravidade. Os dados considerados para a base do diagnóstico são:

- Índice de dor generalizada (WPI)> 7 e uma escala de gravidade dos sintomas (SS)> 5 ou WPI 3-6 e SS> 9.

- Se os sintomas apresentam um nível semelhante por, pelo menos, três meses.

- Se o paciente não sofre de nenhuma outra patologia que possa causar a dor.

A fibromialgia é, muitas vezes, concomitante (entre 25% e 65%) com outras condições reumáticas, como a artrite reumatóide (AR), lúpus eritematoso sistêmico (LES) e espondilite anquilosante (EA).

Predomínio
Segundo a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, da Associação Brasileira de Fibromiálgicos (Abrafibro), a síndrome atinge um homem para cada 20 mulheres. De acordo com a Abrafibro, cerca de 16 milhões de pessoas no Brasil sofrem com a doença.

A maioria das pessoas é diagnosticada durante a meia idade, e a incidência aumenta com a idade. Mulheres em idade ativa, que sofrem com a fibromialgia e foram hospitalizadas por doenças músculo-esqueléticas ocupacionais, têm 10 vezes menos chances de conseguir trabalho, e 4 vezes menos probabilidade de manter seu emprego, após a internação.

Os adultos que trabalham e têm fibromialgia possuem uma média de 17 dias afastados do trabalho, devido à patologia, enquanto a média dos que não sofrem de fibromialgia é de 6 dias. São registradas, em média, 5,5 milhões de visitas a ambulatórios por ano.
         
Impacto na qualidade de vida relacionada à saúde
- Pacientes com fibromialgia tiveram a menor pontuação em 7 das 8 subescalas (exceto no papel emocional) do questionário de saúde SF-36, em relação a pacientes com outras patologias crônicas.
- A percepção de "qualidade de vida" para os pacientes com fibromialgia obteve uma pontuação média de 4,8 (numa escala de 1 a 10).

- Os instrumentos padrão utilizados para a avaliação de qualidade de vida relacionada à saúde talvez não sejam sensíveis o suficiente para captar todos os aspectos de pessoas com fibromialgia.

- Adultos com fibromialgia têm uma propensão 3,4 vezes maior de ter depressão, se comparados aos adultos que não sofrem de fibromialgia.

Vale lembrar que sentir dor o tempo todo não é normal. Portanto, se você se identificou com os sintomas citados, não hesite em procurar um médico.

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